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Ibovespa cai 0,41% com commodities no radar; dólar sobe a R$ 5,14 com cenário eleitoral indefinido

Publicado 18/09/2026 • 18:16 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Ibovespa caiu 0,41%, aos 185.229,17 pontos, com volume financeiro de R$ 26,8 bilhões; na semana, o índice recuou 1,06%.
  • Datafolha mostrou Lula com 46% e Flávio Bolsonaro com 44% em eventual segundo turno, mesmos percentuais da semana anterior e dentro da margem de erro.
  • Dólar avançou 0,10%, a R$ 5,1442, e acumulou alta de 0,37% na semana, em uma sessão de pouca direção no câmbio doméstico.

O Ibovespa fechou em queda nesta sexta-feira (18), enquanto o dólar terminou em leve alta diante do real, em uma sessão marcada pela estabilidade das pesquisas eleitorais, pelo recuo das commodities e por um ambiente externo sem direção única.

O principal índice da bolsa brasileira caiu 0,41%, aos 185.229,17 pontos. O volume financeiro somou R$ 26,8 bilhões.

Na semana, o Ibovespa acumulou perda de 1,06%.

No câmbio, o dólar à vista avançou 0,10%, a R$ 5,1442, após oscilar entre R$ 5,1232 e R$ 5,1662. Na semana, a moeda americana subiu 0,37%.

No mercado futuro, o contrato para outubro ganhava 0,32%, a R$ 5,1565, às 17h03.

Leia também: Ouro fecha em alta de 0,57% e acumula ganhos na semana mesmo após decisão do Fed

Datafolha mantém disputa apertada

O cenário eleitoral voltou a concentrar parte das atenções depois da divulgação de uma nova pesquisa Datafolha.

O levantamento mostrou Lula com 39% das intenções de voto no primeiro turno e Flávio Bolsonaro com 36%. Em um eventual segundo turno, Lula aparece com 46% e Flávio com 44%, resultado que configura empate técnico diante da margem de erro de dois pontos percentuais. Os números do segundo turno são os mesmos da rodada anterior.

Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, Arthur Horta, head de análise da GTF Capital, avaliou que as pesquisas mais recentes reduziram parte do impulso que vinha sustentando os ativos brasileiros.

Segundo Horta, o avanço de Flávio nas pesquisas vinha sendo associado por agentes do mercado a expectativas de uma eventual mudança na condução fiscal. Com os últimos levantamentos mostrando maior estabilidade, o movimento perdeu força.

Petróleo e Vale pressionam

As commodities também pesaram sobre o índice. O petróleo caiu nesta sexta-feira, diante de sinais de redução das tensões envolvendo Arábia Saudita e os houthis e de novas perspectivas para o escoamento da produção saudita. O Brent era negociado próximo de US$ 102 no fim da tarde, com queda de cerca de 1,75%.

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O movimento pressionou empresas ligadas ao setor de energia, enquanto Vale também teve desempenho mais fraco em uma sessão negativa para mineradoras no exterior. No início do pregão, dados acompanhados pela Reuters já mostravam pressão sobre Vale e Petrobras.

Horta destacou que companhias com presença relevante de investidores estrangeiros têm sentido mais diretamente o ambiente de juros elevados nos Estados Unidos.

Exterior tem direção mista

Os mercados americanos terminaram o dia sem uma direção única. O S&P 500 e o Nasdaq avançaram, enquanto o Dow Jones recuou.

Os juros dos Treasuries também permaneceram elevados, depois que o Federal Reserve aumentou a taxa americana nesta semana.

Segundo Horta, esse cenário mantém os ativos brasileiros em disputa com aplicações consideradas mais seguras nos Estados Unidos, principalmente após o rendimento do Treasury de dez anos superar novamente a região de 5%.

O mercado brasileiro também atravessou uma sessão de vencimento de opções sobre ações, fator que aumentou a volatilidade do Ibovespa ao longo do dia.

Leia também: Petróleo recua com alívio sobre oferta saudita apesar de tensão em Ormuz

Dólar oscila pouco e fecha em alta

No câmbio, a indefinição eleitoral ajudou a limitar movimentos mais fortes do real.

O dólar fechou a R$ 5,1442, em alta de 0,10%, depois de alternar sinais ao longo do pregão. A moeda acumulou avanço de 0,37% na semana.

No exterior, o índice DXY recuava 0,04%, aos 100,209 pontos. O euro avançava 0,10%, a US$ 1,1488, enquanto a libra ganhava 0,28%, a US$ 1,3395.

Investidores também acompanharam a decisão do Banco do Japão, que elevou os juros em 0,25 ponto percentual, para 1,25% ao ano, maior nível desde 1995. A autoridade, porém, deixou em aberto os próximos passos da política monetária, o que provocou volatilidade no iene.

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