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Mais de 1 milhão de brasileiros deixaram plataformas de apostas por autoexclusão

Publicado 25/09/2026 • 07:30 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Autoexclusão permite bloquear o acesso a todas as plataformas de apostas licenciadas no país por período determinado ou indeterminado.
  • Solicitação é gratuita e exige conta gov.br de nível prata ou ouro para acessar a Plataforma de Autoexclusão.
  • Atendimentos do SUS relacionados ao jogo patológico cresceram 104% entre janeiro de 2018 e maio de 2025.
Mais de 1 milhão de brasileiros deixaram plataformas de apostas por autoexclusão

Foto: Freepik

Mais de 1 milhão de brasileiros deixaram plataformas de apostas por autoexclusão

Mais de 1 milhão de brasileiros já solicitaram o bloqueio do acesso a plataformas de apostas licenciadas no país. O mecanismo permite que o próprio usuário determine um período para ficar afastado dos sites e aplicativos de bets.

A ferramenta é gratuita e integra o Sistema de Gestão de Apostas (Sigap), desenvolvido pelo Serpro para a Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda. Dessa forma, o sistema também é usado na regulação, no monitoramento e na fiscalização do mercado de apostas no Brasil.

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A autoexclusão pode ter duração determinada ou indeterminada. Além disso, durante o período escolhido, o usuário fica impedido de acessar as plataformas licenciadas e também deixa de receber publicidade dessas empresas, segundo a Agência Gov.

Como funciona a autoexclusão nas plataformas de apostas

Para solicitar o bloqueio, o cidadão precisa acessar a Plataforma de Autoexclusão usando uma conta gov.br de nível prata ou ouro. Contas de nível bronze não permitem o acesso ao serviço.

Depois de entrar na plataforma, o usuário deve informar o motivo pelo qual deseja interromper o acesso às apostas e escolher por quanto tempo pretende permanecer bloqueado. A solicitação pode ter prazo definido ou não ter uma data determinada para terminar.

Em seguida, é necessário ler e aceitar os Termos de Uso e declarar ciência das restrições aplicadas durante o período selecionado. A medida vale para todas as plataformas de apostas licenciadas no país. Assim, o bloqueio não fica restrito a uma única empresa escolhida pelo usuário.

Quem optar pela autoexclusão por prazo indeterminado, porém, não pode simplesmente cancelar o pedido a qualquer momento. A revogação só pode ser solicitada depois de 12 meses e depende da apresentação de um laudo de profissional de saúde que ateste a ausência de transtorno de jogo.

Sigap também prevê outro tipo de bloqueio

Além da autoexclusão, o Sigap conta com um segundo mecanismo de proteção. Trata-se do Módulo de Impedidos, que bloqueia automaticamente o CPF de beneficiários de programas sociais, conforme determinação do Supremo Tribunal Federal.

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A diferença está na origem do bloqueio. Além disso, na autoexclusão, o próprio apostador solicita o afastamento das plataformas. No Módulo de Impedidos, a restrição ocorre de forma automática para o grupo abrangido pela medida.

Dessa forma, os dois mecanismos funcionam de maneiras distintas dentro do sistema criado para acompanhar o mercado de apostas no país.

Transtorno do jogo cresce nos atendimentos do SUS

O aumento da procura pela autoexclusão ocorre em um contexto de preocupação com os efeitos do jogo patológico. A Organização Mundial da Saúde reconhece o transtorno do jogo como uma condição de saúde mental e o inclui na CID-11, dentro da categoria de comportamentos aditivos.

Além disso, a condição envolve a dificuldade de controlar o impulso de jogar mesmo quando o comportamento provoca consequências negativas para a vida financeira, familiar e social.

Leia também: Famílias perderam R$ 62,5 bilhões para plataformas de apostas esportivas em 2025, estima estudo

Segundo dados do Ministério da Saúde citados pelo governo federal, os atendimentos do Sistema Único de Saúde (SUS) relacionados ao jogo patológico cresceram 104% entre janeiro de 2018 e maio de 2025. Além disso, no período, foram registrados 10.553 atendimentos, com predominância de pessoas entre 20 e 49 anos.

Diante desse cenário, o Ministério da Saúde publicou um guia para profissionais que atendem pessoas com transtorno do jogo e também criou um serviço de teleatendimento voltado a esse público.

Assim, a plataforma de autoexclusão funciona como uma das ferramentas disponíveis para quem deseja interromper o acesso às apostas. O bloqueio pode ser solicitado diretamente pelo cidadão e abrange as plataformas licenciadas que integram o sistema de controle do mercado.

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