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Digimais: como um banco digital virou alvo de uma crise que pode custar bilhões ao FGC?
Publicado 27/06/2026 • 11:40 | Atualizado há 3 semanas
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Publicado 27/06/2026 • 11:40 | Atualizado há 3 semanas
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Divulgação
Digimais: como um banco digital virou alvo de uma crise que pode custar bilhões ao FGC?
O Banco Digimais se tornou alvo de uma investigação da Polícia Federal (PF) e do Banco Central (BC) após suspeitas de irregularidades contábeis que, segundo os investigadores, podem gerar um impacto bilionário para o Fundo Garantidor de Crédito (FGC).
Caso a instituição entre em liquidação, a exposição do fundo pode chegar a R$ 60 bilhões em 2026, ampliando a pressão sobre o sistema financeiro após os desembolsos relacionados ao conglomerado Master.
Segundo a Polícia Federal, o Digimais teria adotado práticas semelhantes às atribuídas ao Banco Master. A investigação aponta que a instituição utilizou ativos considerados superavaliados para reforçar artificialmente seu patrimônio e ampliar a captação de recursos no mercado.
Leia também: Eventual liquidação do Digimais pode elevar fatura do FGC para R$ 60 bilhões
O principal caso envolve cotas de um fundo de investimento registradas pelo banco em R$ 741,3 milhões. De acordo com a investigação, esses ativos tiveram origem em créditos adquiridos por cerca de R$ 71 milhões e foram reavaliados ao longo do tempo com base em pareceres jurídicos.
Após analisar o caso, o Banco Central determinou que os valores retornassem ao custo original de aquisição.
No entanto, segundo a PF, o Digimais celebrou posteriormente um contrato de venda dessas cotas para sua própria controladora, a B.A. Empreendimentos e Participações, pelo mesmo valor de R$ 741,3 milhões.
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Siga o Times | CNBCPara os investigadores, a operação permitiu manter nos demonstrativos financeiros os valores que o BC havia mandado corrigir. Além disso, o pagamento estava previsto apenas para 2032 e não gerou entrada imediata de recursos no caixa da instituição.
A Polícia Federal também afirma que a transação ultrapassou limites regulatórios de crédito e pode caracterizar uma operação vedada pela legislação financeira. Por isso, o caso passou a ser analisado sob a hipótese de gestão fraudulenta.
Leia também: Caso Digimais pode abalar confiança em bancos médios e baratear custos de captação dos grandes, diz economista
O risco para o FGC está no possível desfecho da crise. Segundo a investigação, uma proposta de venda do controle do Digimais ao BTG Pactual dependeria de um aporte de aproximadamente R$ 7 bilhões do fundo para cobrir o déficit da instituição.
Caso o negócio não avance e a liquidação seja decretada, o FGC poderá ser acionado para ressarcir depositantes cobertos pela garantia.
Dessa forma, o Digimais se transformou em uma preocupação para reguladores não apenas pelas suspeitas de irregularidades, mas também pelo potencial de transferir ao sistema garantidor uma conta bilionária decorrente da crise da instituição.
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