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Operações da PF

Quem é Ricardo Magro, dono da Refit alvo de prisão na Operação Sem Refino

Publicado 15/05/2026 • 10:51 | Atualizado há 51 minutos

KEY POINTS

  • A Operação Sem Refino da Polícia Federal colocou o grupo refit no centro das investigações realizadas nesta sexta-feira.
  • Entre os principais alvos da operação está Ricardo Magro, que comanda o conglomerado responsável pela Refinaria Manguinhos.
  • A movimentação da PF avançou sobre suspeitas de ocultação de patrimônio, evasão de recursos ao exterior e possíveis fraudes fiscais.
Ricardo Magro

Foto: Magro Advogados

Quem é Ricardo Magro, dono da Refit alvo de prisão na Operação Sem Refino

A Operação Sem Refino da Polícia Federal colocou o grupo refit no centro das investigações realizadas nesta sexta-feira (15) após a Justiça autorizar medidas contra empresários e agentes públicos ligados ao caso. Entre os principais alvos da operação está Ricardo Magro, que comanda o conglomerado responsável pela Refinaria Manguinhos no Rio de Janeiro.

Além disso, a movimentação da PF avançou sobre suspeitas de ocultação de patrimônio, evasão de recursos ao exterior e possíveis fraudes fiscais envolvendo empresas do grupo. A Justiça também determinou o bloqueio de cerca de R$ 52 bilhões em ativos financeiros.

Leia também: O que é a Operação Sem Refino, que mira Cláudio Castro e o grupo Refit

Quem é Ricardo Magro?

Ricardo Magro é advogado e empresário e ganhou notoriedade no setor de combustíveis por comandar o grupo Refit, comprado em 2008 e atualmente dono da Refinaria de Manguinho. Ao longo dos últimos anos, o empresário ampliou a atuação do conglomerado em diferentes áreas ligadas ao mercado de energia, combustíveis e operações financeiras.

Fora isso, Magro passou a aparecer com frequência em investigações envolvendo dívidas tributárias, disputas fiscais e suspeitas relacionadas à estrutura financeira das empresas do grupo. Atualmente o empresário mora em Miami, nos Estados Unidos, e foi incluído na Difusão Vermelha da Interpol, mecanismo internacional utilizado para localizar foragidos.

O nome do empresário também ganhou repercussão após o grupo Refit aparecer em levantamentos ligados aos maiores débitos tributários do país. Em 2016, Ricardo Magro acabou preso sob acusação de fraude envolvendo investimentos de fundos de pensão.

Prisão e sonegação

Na ocasião envolvendo a prisão do empresário, Ricardo Magro se apresentou à Polícia Federal no Rio de Janeiro após permanecer durante três dias na condição de procurado internacionalmente pela Interpol. Segundo o Ministério Público Federal, os desvios atribuídos a Magro alcançavam pelo menos R$ 90 milhões dos fundos Petros e Postalis. 

Também em 2016, Ricardo Magro integrou a defesa do então ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha, que acabou preso por suspeitas ligadas a desvios em fundos de pensão. Anos depois, a Justiça absolveu Cunha dessas acusações.

Durante a Operação Poço de Lobato, realizada em novembro de 2025, a Refit e Ricardo Magro também foram investigados pela PF. Na época, as investigações apontaram que o conglomerado do empresário figurava entre os maiores devedores de ICMS de São Paulo e também entre os principais devedores da União.

Segundo o Ministério Público de São Paulo, as investigações apontam para um suposto esquema de fraude fiscal que teria provocado perdas superiores a R$ 26 bilhões aos cofres estaduais e federais.

Leia também: Coaf aponta transações suspeitas entre Refit e Banco Master

Operação Sem Refino

Na Operação Sem Refino, a Polícia Federal afirmou que investiga um suposto esquema utilizado para ocultar patrimônio, dissimular bens e enviar recursos para fora do Brasil. Segundo a PF, o conglomerado Refit teria utilizado estruturas societárias e financeiras para dificultar o rastreamento de ativos.

As investigações também analisam possíveis inconsistências ligadas à operação de refinarias vinculadas ao grupo, além de suspeitas de fraudes fiscais. Por causa disso, a Justiça autorizou medidas cautelares de grande impacto financeiro, incluindo o bloqueio de aproximadamente R$ 52 bilhões em ativos.

Além de Ricardo Magro, a operação também teve como alvo o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro. A PF cumpriu mandados de busca e apreensão na residência do ex-governador, localizada em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca.

Nota de Posicionamento Refit | Operação Sem Refino

A Refit esclarece que as questões tributárias envolvendo a companhia estão sendo discutidas no âmbito judicial e administrativo, como fazem diversas companhias do setor, incluindo a própria Petrobras, atualmente uma das maiores devedoras de tributos do Estado do Rio de Janeiro.

Importante ressaltar que a atual gestão da Refit herdou passivos tributários acumulados por administrações anteriores e, desde então, vem adotando medidas para regularização dessas obrigações. Somente ao Estado do Rio, a empresa realizou pagamentos da ordem de R$ 1 bilhão no último exercício.

As operações contra a Refit prejudicam a concorrência no setor de combustíveis e privilegiam a atuação de um cartel formado por três grandes empresas já condenadas pelo CADE por controlarem o preço do combustível nos postos, prejudicando a população e contribuindo para o aumento da inflação no país.

A Refit jamais falsificou declarações fiscais para ter vantagens tributárias. Laudos científicos da carga apreendida nas últimas operações comprovam que o produto importado é óleo bruto de petróleo, conforme devidamente declarado no documento de importação. Causa estranheza a Receita Federal impedir a realização da perícia judicial que possa corroborar os laudos de profissionais já apresentados em juízo.

A Refit nega veementemente ter fornecido combustíveis para o crime organizado. Ao contrário, sempre atuou como denunciante de postos ligados a facções criminosas, incluindo aqueles de bandeiras renomadas que integram o Instituto Combustível Legal (ICL) e foram alvos de operações policiais. Ressalta-se ainda que o fechamento da Copape, em meados de 2024, formuladora ligada ao PCC, também foi resultado de denúncias que partiram da Refit às autoridades e à ANP.

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