Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
PF aponta que desembargador do Rio favoreceu interesses da Refit em decisões judiciais durante governo Cláudio Castro
Publicado 15/05/2026 • 16:46 | Atualizado há 5 meses
Autoridade de aviação dos EUA descarta risco à segurança em falha de software do Boeing 737 Max
Países do G7 vão liberar estoques de diesel enquanto guerras na Europa e no Oriente Médio restringem oferta de combustível
Petróleo cai mais de 3% após relatos de possível liberação de reservas de diesel e petróleo; Brent volta a ficar abaixo de US$ 100
Representante comercial dos EUA diz que acordo com a Índia não é ‘iminente’ após conversa entre Modi e Trump
Inflação da zona do euro atinge maior nível em três anos, a 3,8%, com disparada dos custos de energia
Publicado 15/05/2026 • 16:46 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
A Polícia Federal afirma que o desembargador Guaraci Campos Vianna, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, atuou em favor de interesses da Refit, antiga Refinaria de Manguinhos, dentro de um suposto esquema atribuído ao empresário Ricardo Magro, apontado pelos investigadores como o maior sonegador de tributos do País. As conclusões constam em relatório da Operação Sem Refino, que cumpriu mandados de busca contra o magistrado nesta sexta-feira (15).
Segundo a PF, Guaraci teria ligação com uma estrutura supostamente montada por Magro para prática de gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e crimes contra a ordem econômica no setor de combustíveis. O esquema atuava paralelamente à atuação do ex-governador Cláudio Castro, que, segundo apurou a PF, colocou a máquina do estado a serviço do conglomerado da Refit.
Guaraci já está afastado de suas funções por decisão do corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell.
Já Ricardo Magro é considerado foragido e teve o nome incluído na Difusão Vermelha da Interpol, lista internacional de procurados.
Ao pedir autorização ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para realizar buscas nos endereços ligados ao desembargador, a Polícia Federal destacou decisões tomadas por Guaraci em favor da refinaria.
Leia também: Por que a Justiça bloqueou R$ 52 bilhões em operação contra o grupo Refit
De acordo com a investigação, o magistrado autorizou a “desinterdição total do parque industrial da Refinaria Manguinhos” e determinou o encerramento do processo de transbordo de combustível apreendido durante a Operação Carbono Oculto, investigação que atingiu integrantes do PCC e fintechs ligadas à Faria Lima em agosto do ano passado.
Os investigadores afirmam ainda que Guaraci autorizou a liberação do combustível após apresentação de parecer técnico preliminar e manifestações das partes envolvidas no processo.
A PF também destacou que, mesmo após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) suspender a tramitação de um recurso de agravo relacionado ao caso, o desembargador determinou a realização de uma perícia considerada complexa e indicou empresa pericial contestada pela União sob alegação de parcialidade devido a vínculos anteriores com a Refit.
Leia também: Como Cláudio Castro colocou o governo do Rio a serviço da Refit, segundo o STF
Outro ponto destacado pelos investigadores foi a autorização dada por Guaraci para o levantamento imediato de 50% dos honorários periciais, fixados em R$ 3,9 milhões, sem ouvir previamente as partes envolvidas.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCSegundo a PF, essas circunstâncias levaram a Corregedoria Nacional de Justiça a determinar, em março deste ano, o afastamento imediato do desembargador.
A investigação também associa o avanço dos interesses da Refit à publicação da Lei Complementar 225/2025, apelidada de “Lei Ricardo Magro” pelos investigadores.
A legislação instituiu um programa especial de parcelamento de créditos tributários e não tributários do Estado do Rio de Janeiro e, segundo a PF, teria criado condições que “se amoldavam perfeitamente aos interesses do conglomerado Refit”.
Leia também: Como Ricardo Magro usou offshores, factorings e agentes públicos para blindar a Refit
Os investigadores ressaltam que a lei foi publicada cerca de um mês após a interdição do parque industrial da Refit e da retenção de combustíveis importados pela empresa em ação conjunta da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e da Receita Federal na Operação Carbono Oculto.
Segundo a PF, após a interdição, a Refit tentou afastar os atos administrativos na Justiça alegando que as medidas inviabilizariam o cumprimento do plano de recuperação judicial da companhia.
Após a Justiça de primeira instância declarar incompetência para analisar o caso, por envolver órgãos federais, a empresa recorreu ao Tribunal de Justiça do Rio. O processo caiu sob relatoria de Guaraci Vianna.
Leia também: Quem é Ricardo Magro, dono da Refit alvo de prisão na Operação Sem Refino
A decisão do desembargador também foi criticada pelo presidente do STJ, ministro Herman Benjamin, que classificou a medida como “manifestamente ilegal” e afirmou que ela favoreceu exclusivamente interesses privados ligados ao conglomerado Refit.
—
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
Vorcaro teria apoiado plano para financiar advogado em disputa pela presidência da OAB
2
Anthropic lança modelo de IA Claude Sonnet 5.5, o segundo desde o apelo do CEO por desaceleração
3
Lobista amiga de Lulinha recebeu R$ 570 mil durante tramitação de aval da União a empréstimo de Goiânia
4
Caixa libera dinheiro esquecido do antigo PIS/Pasep; veja como sacar
5
Mensagens entre Huck e Vorcaro citam R$ 83 milhões em mídia para a Globo e contrato pessoal de R$ 26 milhões