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São Paulo lidera competitividade pelo terceiro ano e Nordeste avança; veja o ranking
Publicado 06/05/2026 • 07:50 | Atualizado há 4 horas
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Publicado 06/05/2026 • 07:50 | Atualizado há 4 horas
KEY POINTS
Foto: Freepik
São Paulo encabeça ranking de competitividade dos estados pelo terceiro ano seguido, segundo levantamento do CLP
São Paulo foi o estado com melhor desempenho econômico do país entre 2023 e 2025, segundo o Ranking de Competitividade dos Estados 2026, divulgado nesta quarta-feira (6), pelo Centro de Liderança Pública (CLP).
O levantamento analisa uma série histórica de três anos para posicionar o debate eleitoral com base em evidências e mostra que a competitividade paulista se mantém à frente da média nacional.
Na sequência, aparecem Santa Catarina e Paraná, em desempenho que reforça a concentração no eixo Sul-Sudeste. Ao mesmo tempo, estados do Nordeste e o Espírito Santo despontam como destaques de evolução, ainda que distantes dos líderes em termos absolutos.

A liderança de São Paulo se apoia em resultados em três dos quatro pilares avaliados, infraestrutura, inovação e capital humano. O estado ficou entre os primeiros colocados nesses indicadores ao longo dos três anos, mantendo trajetória estável.
“Chegar é difícil, manter é mais difícil ainda”, afirmou Tadeu Barros, diretor-presidente do CLP, ao destacar a capacidade paulista de sustentar a posição.
A metodologia desta edição difere do ranking anual tradicional. Para garantir comparabilidade, o CLP considerou apenas indicadores presentes nos três anos analisados e distribuiu pesos de forma equilibrada entre os pilares. “O nosso olhar aqui é sobre evolução, não apenas fotografia de um ano”, disse Barros.
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Segundo o estudo, o recorte regional revela um padrão histórico. Estados do Sul e do Sudeste mantêm vantagem estrutural em indicadores como ambiente de negócios e qualificação da mão de obra, enquanto Norte e Nordeste seguem em posição inferior na maioria dos pilares.
Apesar disso, Barros pondera que houve avanços relevantes. “Os estados têm hoje uma versão melhor do que eram há três anos, mas ainda há um Brasil dividido entre Centro-Sul e Norte-Nordeste”, afirmou.
O ritmo de crescimento traz outra leitura. Nesse indicador, o Espírito Santo lidera, com avanço do 10º para o 7º lugar, impulsionado por melhorias em potencial de mercado e capital humano. Políticas de concessões e parcerias público-privadas (PPPs), acordos entre governo e iniciativa privada para viabilizar investimentos, ajudaram a estruturar o salto capixaba.
Outros estados também ganharam relevância pelo avanço recente, como Paraíba, Sergipe e Piauí. A Paraíba aparece como exemplo de transformação no estudo. O estado avançou em políticas de atração de investimentos e turismo, com projetos estruturados no litoral, em especial na região de Cabo Branco. A estratégia inclui licenciamento ambiental e entrada de capital estrangeiro em empreendimentos como resorts.
“A Paraíba se mexeu de uma maneira em que ela se destaca não só como a melhor do Nordeste, mas com um destaque grande em nível Brasil”, afirmou Barros.
Já o Paraná representa um modelo de consolidação. O estado, que já figurava entre os líderes, combina crescimento econômico com políticas ambientais, com foco em produtos de maior valor agregado e menor dependência de commodities, bens primários com baixo nível de processamento.
“Quais são as políticas que fazem o Paraná ser o que o governador chama de ‘mercado do mundo’? É olhar menos para commodity e mais para produto industrializado, com maior valor agregado”, disse Barros.
O pilar de capital humano ajuda a explicar parte da desigualdade entre os estados. O indicador considera variáveis como qualificação da força de trabalho, produtividade, formalidade do emprego, inserção econômica de jovens e níveis de subocupação.
Apesar de avanços pontuais, há limitação estrutural. Segundo o CLP, o país ainda enfrenta escassez de mão de obra qualificada em diversos setores, do agronegócio à construção civil. A restrição afeta diretamente a capacidade de crescimento econômico dos estados.
Barros conecta o cenário a debates recentes sobre mercado de trabalho, como a discussão do fim da escala 6×1, modelo de jornada com seis dias de trabalho e um de descanso. Para ele, mudanças desse tipo exigem base mais robusta de trabalhadores qualificados. “O Brasil não tem capital humano suficiente para sustentar algumas dessas mudanças sem impacto econômico”, disse.
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