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Azul: o que é aviação regional e por que ela é aposta da empresa
Publicado 30/04/2026 • 10:17 | Atualizado há 2 semanas
Publicado 30/04/2026 • 10:17 | Atualizado há 2 semanas
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Foto: Freepik
Azul: o que é aviação regional e por que ela é aposta da empresa
O aumento do combustível dos aviões tem pressionado o setor aéreo brasileiro. Os conflitos no Oriente Médio são os responsáveis pela crise energética, que também reflete em transportes no geral. Assim como a Azul, a alta de 60% do querosene impacta diretamente as operações e as tarifas cobradas dos passageiros.
Diante desse cenário, a empresa brasileira tem buscado alternativas para reduzir os efeitos desse alto custo, como apostar na aviação regional. Entretanto, o aumento de mais de 50% também torna a operação um verdadeiro desafio para as companhias aéreas.
Leia também: Agronegócio no radar: Azul participa da Agrishow e projeta expansão no setor
A aviação regional é de grande importância, já que conecta cidades menores a grandes centros do país, com rotas mais curtas e uso de aeronaves menores. Esse modelo de operação amplia o acesso ao transporte aéreo em regiões que, muitas vezes, não contam com voos diretos de grandes companhias.
Conforme o Gov.br, o Programa de Aviação Regional, lançado em 2012, prevê investir cerca de R$ 7,3 bilhões para construir ou reformar 270 aeroportos no Brasil, com foco em ampliar a conectividade, especialmente em regiões afastadas como a Amazônia Legal.
A meta é garantir que 96% da população esteja a até 100 km de um aeroporto, hoje, cerca de 40 milhões de pessoas vivem além dessa distância. Os recursos vêm do Fundo Nacional da Aviação Civil (FNAC) e são aplicados diretamente pelo governo federal, sem repasse a estados e municípios. O programa se baseia em três pilares: infraestrutura, gestão e subsídios.
No caso da Azul, a estratégia permite aumentar a capilaridade da malha aérea e atender destinos que não são explorados por concorrentes.
A termos de comparação, de acordo com Daniel Bicudo, vice-presidente da Azul Linhas Aéreas, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, “a Azul possui uma forte vocação regional, estando presente em 137 cidades brasileiras”, completou o executivo.
Essa forte presença regional é um grande atrativo para que a Azul mantenha a rotatividade de viagens e, ao mesmo tempo, utilize aeronaves menores que utilizam menos combustível e, consequentemente, gerem menos custo à empresa.
O aumento expressivo no preço do combustível pressiona toda a indústria aérea. Como o querosene representa uma parte relevante dos custos das companhias, variações desse tipo afetam diretamente o preço das passagens.
Mesmo assim, a Azul afirma que busca alternativas para evitar repassar integralmente esses custos ao consumidor. Entre as estratégias estão eficiência operacional e expansão da malha regional.
Leia também: Gol quer entrar no processo entre Azul e American; entenda o caso
Ao manter o investimento na aviação regional, a empresa busca equilibrar custos e manter o crescimento da empresa. Esse modelo de negócio também permite que a companhia amplie rotas e mantenha uma influência dentro do mercado.
De forma geral, com os conflitos no Oriente Médio e o forte aumento do combustível, a aposta da Azul na aviação regional deve manter a companhia entre as maiores do país. Apesar de manter as operações internacionais, o custo para viagens no exterior é significativamente maior para a companhia.
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