Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Bancos podem lucrar (ainda) mais com Desenrola 2.0, mas novo ciclo de inadimplência preocupa
Publicado 05/05/2026 • 13:36 | Atualizado há 3 meses
Ações da Snap disparam 10% após resultados acima do esperado e previsão de vendas robusta
25 estados americanos processam governo Trump por nova rodada de tarifas globais
‘A Odisseia’ impulsiona ações da Imax a um recorde histórico; CEO chama esse impulso de “ciclo virtuoso”
Amazon supera US$ 3 trilhões em valor de mercado após balanço acima das expectativas
ChatGPT domina primeiros gastos com I.A no Congresso dos EUA enquanto parlamentares discutem regulação
Publicado 05/05/2026 • 13:36 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
Foto: Freepik
Os bancos estão funcionando nesta quinta-feira (4)?
Quase R$ 108 bilhões de lucro. Esse foi o resultado dos quatro maiores bancos do país (Itaú, Bradesco, Santander e Banco do Brasil) em 2025. O resultado histórico aconteceu mesmo com a inadimplência galopante, que passa dos 70 milhões de negativados e suja o balanço dos bancos. Agora, com o Desenrola 2.0, há espaço para novos ganhos para as instituições financeiras com a expectativa de muita gente voltar a demandar crédito.
Segundo o Citi Bank, a medida pode beneficiar até 20 milhões de famílias. “O programa busca reduzir o superendividamento das famílias, diminuir a inadimplência e restaurar a capacidade de crédito dos consumidores”.
Leia também: Itaú aprova incorporação do Itaucard e absorverá patrimônio de R$ 51,9 milhões
Além disso, o banco diz que o programa deve atacar um estoque relevante de inadimplência – potencialmente entre R$ 43 bilhões e R$ 64 bilhões – com impacto direto sobre crédito de alto custo, especialmente cartão e cheque especial.
Para Fernanda Rocha, assessora de investimentos da Monte Bravo, o impacto será “levemente positivo” para as instituições financeiras. “Essas dívidas já estavam inadimplentes. E ainda tem um incentivo do governo para ajudar a subsidiar o desconto e também possibilidade de usar FGTS”, avalia.
Leia também: A estratégia de Bradesco e Itaú por trás das compras de carteiras do BRB
Professor da Hayek Global College e mestre em economia, Maurício Bento, ressalta “o impacto contábil positivo” da medida, para para as instituições financeiras, especialmente “no curto prazo”.
“Como a maior parte das dívidas renegociadas já foi considerada como perda nos balanços, com provisões que chegam a 100% do valor devido, qualquer montante recuperado entra diretamente como lucro nas demonstrações financeiras” destaca Bento.
Com a medida, o governo espera dar um novo salto na direção da classe média, depois da isenção do Imposto de Renda. Na visão de Tulio Liechtestein, economista da Express Securitizadora, o programa “amplia o alcance da política de renegociação de dívidas ao elevar o limite de renda para até R$ 8.105, incluindo uma parcela maior da classe média já pressionada pelo alto custo do crédito”.
Isso pode favorecer outros setores da economia e empresas da bolsa de valores, especialmente aquelas ligadas a varejo e consumo e construção civil, que dependem diretamente da renda disponível e da melhora da qualidade do crédito.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCLeia também: Bradesco eleva participação na Bradsaúde para mais de 91% após incorporação de ações
Fonte: Express Securitizadora
O Desenrola – primeira edição – não surtiu o efeito esperado e a inadimplência aumentou desde então, afetando diretamente a qualidade da carteira. E, nesse ambiente, se houver uma nova piora da qualidade do crédito, os bancos menores podem sofrer mais.
“Os bancos grandes conseguem diluir essa inadimplência que pode ser gerada por esses antigos devedores que podem não ter uma mudança de hábito e continuar endividados. É muito mais fácil (para os grandes bancos) jogar (as novas dívidas em atrasado) para a previsão de devedores duvidosos (PDD). Por outro lado, pode piorar um pouco a inadimplência nessas instituições menores”, diz Danilo Coelho, economista e especialista em investimentos.
Marcus Novais, sócio-fundador da Private Investimentos, reforça a preocupação “à frente” com a “possibilidade de retorno do endividamento daqui 18 meses”. Além disso, se o Desenrola 2.0 não conseguir de fato convencer as pessoas a pagarem suas dívidas, parte da conta recairá sobre o Tesouro Nacional, que entrou assumindo parte importante do risco.
Leia mais: Fim da disputa: Itaú, Santander e Citi firmam acordo bilionário e reforçam caixa federal
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Analista e repórter de mercado, economia e negócios, Raphael Coraccini é jornalista, especializado em jornalismo econômico e mercado financeiro, mestre e pesquisador em Ciência Social com foco em Ciência Política. Atua na cobertura de autoridades monetárias, autoridades econômicas, resultados corporativos, M&A, mercado de capitais, impostos e tarifas, regulação e outros assuntos relacionados a economia e política.
Maiores Audiências
1
Mega-Sena acumula e prêmio principal sobe para R$ 135 milhões
2
TIM vai fornecer energia inteligente com IoT, rede privativa e substações para a CPFL em acordo de R$ 60 milhões
3
Lotofácil sorteia premiação milionária nesta segunda-feira (03)
4
Sorteio da Mega-Sena neste domingo pode pagar até R$ 100 milhões
5
O que explica a saída da Prudential do Brasil?