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Operação Fluxo Oculto mira esquema de adulteração de combustíveis e lavagem de dinheiro em quatro estados
Publicado 28/05/2026 • 15:04 | Atualizado há 51 minutos
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Publicado 28/05/2026 • 15:04 | Atualizado há 51 minutos
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© Tânia Rêgo/Arquivo/Agência Brasil
Uma investigação que mira suspeitas de adulteração de combustíveis e movimentações financeiras irregulares levou à deflagração da Operação Fluxo Oculto, nesta quinta-feira, 28. A ação é um desdobramento da Carbono Oculto e foi estruturada a partir de relatórios técnicos da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), além de informações repassadas ao Ministério Público de São Paulo (MP-SP).
A ofensiva é coordenada pelo MP-SP e reúne diferentes frentes de fiscalização, incluindo Receita Federal, Procuradoria-Geral do Estado, Secretaria da Fazenda de São Paulo (Sefaz-SP) e as polícias Civil e Militar. As diligências se espalharam por quatro estados: São Paulo, Paraná, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
Ao todo, cinco equipes foram mobilizadas para cumprir mandados em dois terminais de armazenamento, dois produtores de solventes e uma indústria química sob suspeita de desvio de nafta para uso no mercado de combustíveis.
Durante as ações, os agentes realizaram análise de documentos, verificaram estruturas de produção e capacidade de estocagem e recolheram amostras em unidades localizadas em Arujá, Itupeva, Paulínia, Rafard e Votorantim, que serão submetidas a testes laboratoriais.
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De acordo com a ANP, os dois terminais investigados já estavam com restrições operacionais, um interditado desde fevereiro e outro desde abril, após a identificação de gasolina A adulterada com solvente. A agência também informou que já havia revogado a autorização de funcionamento de um dos produtores de solventes incluídos na operação.
Além da suspeita de adulteração de combustíveis, a investigação também alcançou seis fintechs apontadas como possíveis estruturas financeiras paralelas usadas pelo grupo investigado.
A ANP destaca que, ao longo dos últimos anos, tem ampliado o uso de ferramentas de inteligência para mapear agentes do setor com indícios de irregularidades, o que tem levado a autuações, interdições e revogações de autorizações em diferentes etapas da cadeia de combustíveis.
As penalidades, segundo a agência, podem variar entre R$ 5 mil e R$ 5 milhões e só são aplicadas após processo administrativo. As interdições, por sua vez, têm caráter preventivo e visam proteger o consumidor.
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