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ECA Digital passa a exigir publicidade infantil sem coleta de dados pessoais

Publicado 11/05/2026 • 18:33 | Atualizado há 1 dia

KEY POINTS

  • Especialista diz que adequação ao ECA Digital afeta marcas e influenciadores que se comunicam com menores de idade.
  • Nova regra restringe o uso de dados pessoais para publicidade infantil e exige alternativas sem profiling.
  • Segundo Roberta Sirota, publicidade para crianças continua permitida, mas precisa ser feita com mais cuidado e segurança jurídica.

As novas regras do ECA Digital devem levar marcas e influenciadores a reverem a forma como fazem publicidade voltada a crianças e adolescentes no ambiente online, afirmou Roberta Sirota, country manager da Kidscorp no Brasil.

Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, Sirota disse que a principal mudança está na restrição ao uso de dados pessoais de menores para fins publicitários. Segundo ela, o setor terá de sair de uma lógica baseada apenas em performance para adotar práticas mais voltadas à proteção da audiência infantil.

“Essa adequação vai ser tanto para os influenciadores que trabalham a comunicação para menores de idade quanto para as marcas que fazem publicidade voltada para esse segmento, que é um mercado gigantesco”, afirmou.

A especialista disse que menores de idade representam cerca de um terço da população digital, o que torna a adequação relevante para um mercado de grande porte. Para ela, a mudança exige atenção especial de empresas que anunciam para esse público.

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Segundo Sirota, a publicidade direcionada a menores em plataformas que usam profiling já enfrenta restrições. A alternativa, afirmou, é recorrer a parceiros que trabalhem com tecnologia contextual, capaz de direcionar conteúdos adequados a cada fase da criança sem coletar dados individuais.

A executiva afirmou que as regras mais rígidas não significam uma proibição total da publicidade infantil. Segundo ela, a comunicação com menores de idade segue permitida, desde que feita de forma adequada e com maior cuidado na escolha de parceiros e ferramentas.

Sirota avaliou que o impacto inicial para o setor deve ser mais ligado à adaptação e à busca por segurança jurídica do que a uma interrupção das campanhas.

“Acredito que não vai ter um grande impacto de imediato. É possível fazer publicidade, só que da forma correta. O primeiro impacto talvez seja a dúvida de como anunciar com segurança jurídica, mas o mercado como um todo vai se adequar a essa nova realidade”, afirmou.

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