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Editoras processam Google por uso de livros no treinamento da I.A Gemini; entenda

Publicado 16/07/2026 • 12:00 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Um grupo de grandes editoras entrou com uma ação judicial contra o Google, acusando a empresa de usar livros protegidos por direitos autorais sem autorização para treinar modelos de inteligência artificial Gemini.
  • O processo amplia a disputa entre empresas de tecnologia e o setor editorial sobre os limites do uso de conteúdos criativos no desenvolvimento de sistemas de I.A.
  • Os autores da denúncia afirmam que a companhia utilizou milhões de livros sem o consentimento dos responsáveis pelas obras. Segundo eles, a empresa também não pagou os detentores dos direitos.
Editoras processam Google por uso de livros no treinamento da I.A Gemini; entenda

Foto: unsplash

Editoras processam Google por uso de livros no treinamento da I.A Gemini; entenda

A disputa sobre o uso de conteúdos protegidos por direitos autorais no desenvolvimento de inteligência artificial chegou aos tribunais dos Estados Unidos. Editoras e um escritor acusam o Google de utilizar livros sem autorização para aprimorar os modelos de I.A. Gemini.

O caso envolve o uso de obras literárias no treinamento de sistemas tecnológicos e levanta novos questionamentos sobre como empresas podem acessar materiais criativos para desenvolver ferramentas de inteligência artificial.

As editoras Hachette Book Group, Cengage Learning e Elsevier, junto com o escritor americano Scott Turow, apresentaram a ação em um tribunal federal de Nova York, segundo o The Guardian.

Além disso, os responsáveis pelo processo afirmam que o Google utilizou milhões de livros sem autorização dos detentores dos direitos. Segundo a denúncia, a companhia também não realizou pagamentos pelo uso dos conteúdos.

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Editoras pedem indenização contra o Google

Na ação, as editoras solicitam indenização e uma decisão que impeça o Google de continuar utilizando os livros no treinamento de seus sistemas de inteligência artificial. Além disso, pedem a destruição de cópias consideradas não autorizadas.

O processo reforça o debate sobre como equilibrar o avanço da inteligência artificial com a proteção dos direitos de escritores e empresas responsáveis pela produção de conteúdo. Até o momento, o Google não havia apresentado uma resposta pública ao caso.

Disputa sobre direitos autorais cresce no setor de tecnologia

A ação cita livros como “A Quinta Estação”, de N. K. Jemisin, e “Quem Poderia Ser a Esta Hora?”, de Lemony Snicket, como exemplos de obras que teriam sido usadas sem autorização.

Além disso, o caso faz parte de uma série de processos envolvendo inteligência artificial e propriedade intelectual. Nos últimos anos, autores e empresas do setor criativo também entraram com ações contra companhias como OpenAI, Anthropic e Meta. Os processos alegam uso indevido de obras protegidas para o treinamento de modelos de inteligência artificial.

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Além disso, a disputa ganhou novos capítulos após um acordo envolvendo a Anthropic. Nesse caso, a empresa concordou em pagar US$ 1,5 bilhão a autores que afirmavam que cópias não autorizadas de livros foram usadas no treinamento do chatbot Claude.

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Editoras questionam uso de livros no treinamento da I.A

Segundo o processo, o Google disponibilizou parte das obras envolvidas em serviços como Google Books, Google Play Books e Google Acadêmico.

As editoras afirmam que essas plataformas tinham permissões específicas, como pesquisa por trechos e venda de versões digitais. No entanto, segundo elas, essas autorizações não incluíam o uso dos conteúdos para treinar produtos comerciais de inteligência artificial.

Além disso, a denúncia aponta que o Google teria conhecimento dos possíveis riscos jurídicos relacionados ao uso desses materiais. O processo cita documentos internos da empresa que indicariam preocupação com possíveis multas entre US$ 10 bilhões e US$ 100 bilhões.

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As editoras alegam que a utilização de livros para desenvolver modelos de I.A pode prejudicar autores e o mercado editorial. Segundo elas, ferramentas capazes de criar textos semelhantes a obras existentes podem reduzir o valor comercial dos conteúdos originais.

Além desse caso, o Google também enfrenta pressão regulatória em outras frentes. Recentemente, a Justiça da União Europeia rejeitou um recurso da empresa e manteve uma multa de € 4,1 bilhões por práticas antitruste relacionadas ao sistema operacional Android, reforçando o escrutínio sobre as atividades da companhia no mercado de tecnologia.

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