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Gestão e Estratégia: Empresas precisam medir o que gera resultado e não apenas acumular indicadores, diz Misa Antonini

Publicado 20/05/2026 • 23:30 | Atualizado há 18 minutos

KEY POINTS

  • Misa Antonini afirma que excesso de indicadores pode atrapalhar decisões e esconder os dados realmente relevantes para o negócio.
  • Especialista avalia que empresários precisam abandonar gestão baseada apenas em feeling à medida que empresas crescem.
  • Notável do Times Brasil destaca que inteligência artificial ampliou autonomia dos empresários para acessar e interpretar dados.

A definição dos indicadores certos pode determinar se uma empresa consegue crescer de forma sustentável ou acaba travando suas operações, segundo avaliação de Misa Antonini, notável do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. Em participação no quadro “Gestão e Estratégia” do jornal Real Time, nesta quarta-feira (20), ela disse que muitos empresários ainda administram seus negócios baseados apenas na intuição, mas acabam encontrando limites à medida que a operação se torna mais complexa.

O mais comum que a gente acompanha é o empresário que pilota seu negócio por feeling, por intuição. E isso funciona até um certo momento”, afirmou. Segundo ela, o aumento da complexidade operacional exige uma cultura mais orientada por dados e indicadores objetivos.

Misa destacou que um dos principais erros das empresas é tentar medir tudo ao mesmo tempo, sem priorizar aquilo que realmente influencia os resultados. “Se tudo é importante, nada é importante”, ressaltou ao defender a escolha de poucos indicadores-chave capazes de orientar decisões estratégicas.

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A especialista comparou o excesso de métricas à utilização equivocada de uma caneta marca-texto. “Se você marcar a página inteira, acaba que você não marcou nada”, observou ao explicar que dashboards excessivamente carregados dificultam a identificação dos problemas centrais da operação.

IA amplia autonomia

Na avaliação de Misa Antonini, a inteligência artificial mudou profundamente a relação dos empresários com dados e informações estratégicas.

Segundo ela, a tecnologia reduziu barreiras operacionais e permitiu que empresários acessassem informações sem depender constantemente de equipes técnicas ou departamentos de TI. “A inteligência artificial descentralizou o poder de execução”, afirmou.

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A especialista ressaltou, porém, que a nova autonomia exige preparo dos executivos para formular perguntas corretas e interpretar os dados adequadamente. “A inteligência artificial responde o que você pergunta”, destacou ao alertar que perguntas mal formuladas podem gerar análises equivocadas ou insuficientes.

Segundo Misa, o atual cenário oferece uma oportunidade inédita para empresários assumirem protagonismo na gestão dos próprios negócios. “O que a gente está vivendo hoje é um momento sem precedentes para dar autonomia para o empresário pilotar o seu negócio”, pontuou.

Indicadores de controle

Durante a entrevista, Misa Antonini apresentou um framework dividido entre indicadores de controle e indicadores de verificação para ajudar empresários a organizarem suas métricas de gestão.

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Ela explicou que indicadores de controle funcionam como um “retrovisor” do negócio, reunindo métricas já consolidadas, como receita, EBITDA, lucro líquido e margem. “Você já não consegue mudar esses indicadores”, observou.

Já os indicadores de verificação seriam aqueles capazes de alterar resultados futuros, como taxa de conversão, visitas no site e desempenho de campanhas. “É através dos indicadores de verificação que ele vai mudar a rota”, afirmou.

Segundo ela, um dos desafios mais importantes é garantir alinhamento entre operação e estratégia de longo prazo. “A operação precisa entender os indicadores de controle para saber para onde estão indo”, ressaltou.

“Onde está o Wally?”

Misa Antonini também sugeriu um exercício prático para que empresários avaliem se os indicadores acompanhados realmente fazem sentido para a gestão do negócio.

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Ela recomendou verificar se cada KPI possui metas objetivas, histórico comparativo, sinalização visual clara, fórmula definida, revisões periódicas e um responsável direto pelo resultado. “Você sabe o CPF responsável por aquele indicador?”, questionou ao defender accountability clara dentro das empresas.

Ao comentar o excesso de dashboards e métricas, a especialista comparou o cenário ao jogo “Onde está o Wally?”. “Se você tiver um ruído muito grande de infinitos indicadores, você não vai conseguir acompanhar aqueles cinco ou seis que movem o ponteiro do seu negócio”, afirmou.

Para concluir, Misa sugeriu uma reflexão simples para filtrar indicadores realmente relevantes. “Se eu tirar esse indicador hoje do meu acompanhamento, quem vai sentir falta dele?”, concluiu.

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