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Gestão e Estratégia: empresas travam crescimento quando dependem totalmente do dono, diz Misa Antonini
Publicado 06/05/2026 • 15:20 | Atualizado há 42 minutos
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Publicado 06/05/2026 • 15:20 | Atualizado há 42 minutos
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O principal obstáculo para que muitas empresas brasileiras avancem de patamar está na dependência excessiva do próprio fundador, segundo Misa Antonini, notável do Times Brasil Licenciado Exclusivo CNBC. Em entrevista ao quadro Gestão Estratégica, ela afirmou que grande parte dos empresários ainda atua como “bombeiro” da operação, concentrando esforços em problemas cotidianos e deixando de lado decisões estratégicas.
“O perfil mais comum é o do empresário bombeiro, que passa o dia apagando incêndios”, afirmou Misa. Segundo ela, o empresário costuma ficar absorvido por questões operacionais, como reclamações de clientes, atrasos de fornecedores e problemas administrativos. “Enquanto tenta respirar em meio ao operacional, ele deixa de fazer o que só ele pode fazer: pensar na estratégia e no futuro”, destacou.
Na avaliação da especialista, esse modelo impede o amadurecimento da companhia. “O maior gargalo é quando o negócio depende 100% do dono; se ele adoecer ou tirar férias, a empresa para”, ressaltou.
Ela afirmou ainda que muitos empresários insistem em repetir estruturas que funcionaram no início da operação, mas que deixam de ser eficientes conforme a empresa cresce. “O que trouxe a empresa até aqui não é o que vai levá-la para o próximo passo”, pontuou.
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Misa Antonini afirmou que boa parte das funções executadas diariamente pelos empresários poderia ser descentralizada. “Oitenta por cento do que o empresário faz pode ser terceirizado se ele tiver as pessoas certas”, disse.
Segundo ela, porém, existem responsabilidades que precisam permanecer sob comando direto da liderança. “Não se terceiriza visão de longo prazo, estratégia, leitura de mercado e análise de concorrentes”, explicou.
Na avaliação da especialista, o CEO precisa ter clareza sobre o futuro da companhia e assumir papel ativo na construção desse caminho. “O líder precisa saber onde o negócio estará em 10 anos”, frisou.
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Ela destacou ainda que problemas operacionais devem ser tratados por equipes e lideranças intermediárias. “Os incêndios do dia a dia podem ser delegados, mas as rédeas da estratégia precisam continuar nas mãos do CEO”, observou.
Para medir o nível de maturidade de uma empresa, Miza Antonini propõe uma análise baseada em quatro pilares: governança, processos, pessoas e ferramentas. “Se a pontuação da empresa for menor que 12, ela é excessivamente dependente do dono”, afirmou.
Segundo ela, um dos sinais mais claros de fragilidade operacional aparece quando a empresa não consegue funcionar sem supervisão constante do fundador. “Se você sair de férias por 30 dias e a operação parar, a nota da empresa é baixa em processos”, destacou.
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A especialista também chamou atenção para a autonomia das equipes. “O time precisa ter clareza sobre o papel dele na estratégia e capacidade para decidir sem perguntar tudo ao CEO”, explicou.
Outro ponto citado foi o uso de dados e tecnologia na gestão. “O empresário precisa ter autonomia sobre informações como faturamento e margem, sem depender sempre de alguém para descobrir como o negócio está”, ressaltou.
Na avaliação de Misa Antonini, o modelo ideal de liderança é o que ela chama de “CEO arquiteto”, capaz de transitar entre diferentes níveis de gestão sem ficar preso apenas ao operacional. “A gestão funciona em três frequências: operacional, tática e estratégica”, explicou.
Segundo ela, o operacional envolve demandas diárias e semanais, enquanto o nível tático se concentra em metas e resultados mensais. Já o estratégico reúne decisões menos frequentes, mas de impacto estrutural para a empresa. “O ideal é que o CEO consiga navegar entre essas três camadas sem ficar submerso no operacional nem alienado no estratégico”, apontou.
Entre os erros mais comuns cometidos por empresários durante a transição de gestão, Misa destacou a ausência de processos claros e o excesso de decisões centralizadas. “Muitas empresas ainda operam sem processos definidos, fazendo com que tudo precise passar pela decisão do CEO”, afirmou.
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Ela também criticou modelos de contratação baseados em relações pessoais. “Lealdade não garante eficiência técnica”, disse.
Segundo a especialista, empresários frequentemente contratam pessoas por amizade, confiança ou parentesco, o que cria dependências difíceis de romper. “O empresário acaba ficando refém de quem ele acredita que não pode demitir”, concluiu.
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