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Energia

AIE alerta para “zona vermelha” no petróleo entre julho e agosto devido à crise em Ormuz

Publicado 21/05/2026 • 14:49 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • A Agência Internacional de Energia alertou para risco de “zona vermelha” no mercado de petróleo entre julho e agosto, devido ao aumento da demanda global e à interrupção das exportações do Oriente Médio.
  • Mais de 14 milhões de barris por dia foram retirados do mercado, levando a AIE a liberar até 3 milhões de barris diários de reservas estratégicas para conter o choque nos preços.
  • A reabertura do Estreito de Ormuz é vista como essencial para estabilizar o mercado, enquanto o Iraque preocupa pela dificuldade de retomar rapidamente sua produção petrolífera.

Pixabay

Imagem de um campo de petróleo

O diretor-executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, alertou nesta quinta-feira, 21, que o mercado global de petróleo pode entrar em uma “zona vermelha” entre julho e agosto, diante da combinação entre o pico sazonal de demanda no verão do Hemisfério Norte, a interrupção das exportações do Oriente Médio e a redução dos estoques globais.

Durante evento na Chatham House, em Londres, Birol afirmou que “podemos estar entrando na zona vermelha em julho ou agosto se não houver melhora na situação”, em referência à crise energética provocada pela guerra envolvendo o Irã e pelo fechamento efetivo do Estreito de Ormuz.

Segundo o diretor, mais de 14 milhões de barris por dia (bpd) de oferta de petróleo foram retirados do mercado no Oriente Médio, configurando “a maior crise energética da história”.

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O dirigente destacou que o excedente global de petróleo antes da guerra, a liberação coordenada de 400 milhões de barris das reservas estratégicas da AIE e o uso de estoques comerciais ajudaram a amortecer o choque inicial, mas “não são solução para o problema”. “A solução mais importante é a reabertura total e incondicional do Estreito de Ormuz”, afirmou.

Birol explicou que a agência libera atualmente entre 2,5 milhões e 3 milhões de barris por dia ao mercado, no maior uso coordenado de reservas da história, mas advertiu que os estoques estão se esgotando justamente quando começa a temporada de maior consumo de combustíveis. “Os estoques estão diminuindo, não chega novo petróleo do Oriente Médio e a demanda aumenta”, disse.

O diretor da AIE também alertou que a recuperação da produção e da capacidade de refino no Oriente Médio será lenta e desigual.

Segundo Birol, países como Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos têm recursos financeiros e tecnológicos para acelerar a retomada, mas o Iraque é motivo de maior preocupação. “Meu maior medo é o Iraque”, afirmou, citando a forte dependência das receitas do petróleo e a falta de capacidade de armazenamento, que forçou o fechamento de campos petrolíferos de difícil reativação.

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