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Energia

ANP aprova estudos que podem abrir caminho para nova oferta de área no pré-sal

Publicado 18/10/2026 • 18:00 | Atualizado há 45 minutos

KEY POINTS

  • A ANP aprovou estudos de Oeste de Jubarte, área de 690 km² no pré-sal da Bacia de Campos
  • As estimativas indicam potencial de dezenas de milhões de barris de óleo equivalente, mas não representam reservas comprovadas
  • O Ministério de Minas e Energia avaliará a proposta, e o CNPE decidirá se a área poderá entrar na Oferta Permanente de Partilha
ANP aprova estudos que podem abrir caminho para nova oferta de área no pré-sal

Foto: divulgação

ANP aprova estudos que podem abrir caminho para nova oferta de área no pré-sal

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) concluiu uma etapa técnica que pode permitir a inclusão de uma nova área do pré-sal em futuras licitações. A agência aprovou os estudos geológicos, geofísicos e econômicos do bloco exploratório de Oeste de Jubarte, localizado na Bacia de Campos, no litoral brasileiro.

Com cerca de 690 km², a área seguirá para análise do Ministério de Minas e Energia (MME). O objetivo é avaliar a possibilidade de incluir o bloco na Oferta Permanente de Partilha de Produção (OPP), modalidade que permite a oferta de áreas para exploração e produção de petróleo e gás natural sob o regime de partilha.

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A aprovação, no entanto, não garante que a área chegará a um leilão. A decisão final sobre a inclusão do bloco na oferta cabe ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), após a avaliação do ministério.

ANP aponta potencial para exploração de petróleo

Os estudos conduzidos pela ANP apontaram um potencial exploratório relevante em Oeste de Jubarte. As estimativas preliminares indicam recursos na ordem de dezenas de milhões de barris de óleo equivalente (boe), medida que reúne os volumes de petróleo e gás natural em uma unidade comum.

Esses números, porém, não representam reservas comprovadas. A estimativa considera recursos potenciais antes da aplicação de fatores de risco geológico e de engenharia de poços. Por isso, a confirmação dos volumes que poderão ser efetivamente recuperados dependerá de novas atividades exploratórias.

Caso o bloco entre na Oferta Permanente de Partilha, empresas interessadas na exploração de petróleo em águas profundas poderão avaliar oportunidades na região. Ainda assim, a viabilidade de um projeto comercial dependerá da confirmação dos recursos disponíveis, dos custos de desenvolvimento e das condições econômicas da operação.

A área também integra o Calendário Estratégico Unificado de Avaliações Geológica e Econômica para 2026 e 2027, que organiza os estudos voltados à avaliação de áreas com potencial para exploração.

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Delimitação separa Oeste de Jubarte de áreas já existentes

Outro ponto importante para uma possível licitação é a delimitação do bloco. O desenho de Oeste de Jubarte inclui a extensão ao norte do prospecto de Caxaréu. A área também exclui regiões já abrangidas pelo Acordo de Individualização da Produção (AIP), relacionado às extensões do campo de Jubarte.

Esse tipo de delimitação busca evitar sobreposições entre uma eventual nova área de exploração e direitos já estabelecidos na região do Parque das Baleias. O acordo de individualização da produção trata de situações em que uma jazida se estende por áreas submetidas a diferentes direitos de exploração e produção.

Assim, a definição dos limites permite distinguir o potencial exploratório ainda em avaliação das áreas que já estão vinculadas a operações existentes. Essa separação também ajuda a estabelecer as condições para uma possível licitação no futuro.

MME e CNPE vão decidir os próximos passos

Com a aprovação dos estudos, o processo passa agora à avaliação do Ministério de Minas e Energia. Caberá ao MME analisar a proposta e decidir se há condições para encaminhá-la ao CNPE, responsável por deliberar sobre a inclusão de Oeste de Jubarte na Oferta Permanente de Partilha.

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A modalidade permite disponibilizar áreas para exploração conforme as regras do regime de partilha de produção. A eventual entrada do bloco ampliaria o conjunto de áreas do pré-sal que investidores poderiam avaliar.

Até que o CNPE tome uma decisão, entretanto, Oeste de Jubarte continuará em fase de avaliação para uma possível oferta. Portanto, a aprovação da ANP representa um avanço técnico no processo, mas ainda não confirma a realização de uma licitação nem assegura que a área será explorada comercialmente.

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