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Publicado 27/05/2026 • 06:00 | Atualizado há 2 semanas
KEY POINTS
Foto: reprodução/internet
O que muda para a Estrela após a proteção judicial?
A crise financeira da Estrela ganhou força nos últimos meses após a empresa acumular uma dívida de R$ 109 milhões e recorrer à recuperação judicial em Minas Gerais. A companhia afirma que enfrenta dificuldades financeiras provocadas por mudanças no mercado de brinquedos ao longo das últimas décadas.
Ainda de acordo com a fabricante, o avanço de produtos importados de baixo custo, o aumento da concorrência digital e as transformações no consumo dos produtos reduziram o espaço para brinquedos tradicionais no Brasil.
Leia também: Custo de capital, restrição de crédito e recuperação judicial: entenda os termos do caso Estrela
A juíza substituta Aline Cristina Modesto da Silva, da 1ª Vara Cível da Comarca de Três Pontas, assinou na última sexta-feira (22) uma decisão que suspende cobranças e medidas de execução contra o grupo. A decisão impede que fornecedores de serviços essenciais interrompam, suspendam ou restrinjam atendimentos ao grupo durante a análise judicial.
Além disso, a Justiça proibiu credores de antecipar vencimentos de contratos firmados com a companhia. Instituições financeiras também não poderão realizar bloqueios, retenções, compensações ou amortizações contra o Grupo Estrela.
Segundo a magistrada, cobranças e restrições neste momento poderiam agravar ainda mais a situação financeira da empresa antes da análise definitiva do pedido.
No processo, a Estrela também atribuiu a crise a mudanças estruturais no setor de brinquedos nas últimas décadas.
A companhia citou a abertura do mercado brasileiro nos anos 1990, o avanço da concorrência internacional, a entrada de produtos importados de baixo custo e o crescimento do contrabando.
A empresa afirmou que o alto custo do capital pressionou as finanças do grupo nos últimos anos, o que levou a tradicional companhia a optar pela recuperação judicial.
Leia também: Recuperação judicial é falência? Entenda a diferença no caso da Estrela
Outro ponto destacado pela Estrela envolve a transformação do comportamento das crianças e adolescentes. Segundo a companhia, o consumo infantil mudou nos últimos anos com avanço de alternativas digitais, jogos eletrônicos, celulares, aplicativos e plataformas online.
A empresa afirma que essas mudanças reduziram o espaço para brinquedos tradicionais no mercado brasileiro. Agora, a Estrela tenta reorganizar as finanças enquanto negocia dívidas e busca manter as operações em funcionamento durante o processo.
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