CNBC

CNBCOpenAI negocia captação de US$ 30 bilhões e prepara abertura de capital em 2027

Empresas & Negócios

Por que a Estrela entrou em crise? Empresa cita importados e mudança no consumo infantil

Publicado 27/05/2026 • 06:00 | Atualizado há 5 meses

KEY POINTS

  • A crise financeira da Estrela ganhou força nos últimos meses após a empresa acumular uma dívida de R$ 109 milhões.
  • A companhia afirma que enfrenta dificuldades financeiras provocadas por mudanças no mercado de brinquedos.
  • A Justiça proibiu credores de antecipar vencimentos de contratos firmados com a companhia.
Estrela

Foto: reprodução/internet

O que muda para a Estrela após a proteção judicial?

A crise financeira da Estrela ganhou força nos últimos meses após a empresa acumular uma dívida de R$ 109 milhões e recorrer à recuperação judicial em Minas Gerais. A companhia afirma que enfrenta dificuldades financeiras provocadas por mudanças no mercado de brinquedos ao longo das últimas décadas.

Ainda de acordo com a fabricante, o avanço de produtos importados de baixo custo, o aumento da concorrência digital e as transformações no consumo dos produtos reduziram o espaço para brinquedos tradicionais no Brasil.

Leia também: Custo de capital, restrição de crédito e recuperação judicial: entenda os termos do caso Estrela

Liminar favorável

A juíza substituta Aline Cristina Modesto da Silva, da 1ª Vara Cível da Comarca de Três Pontas, assinou na última sexta-feira (22) uma decisão que suspende cobranças e medidas de execução contra o grupo. A decisão impede que fornecedores de serviços essenciais interrompam, suspendam ou restrinjam atendimentos ao grupo durante a análise judicial.

Além disso, a Justiça proibiu credores de antecipar vencimentos de contratos firmados com a companhia. Instituições financeiras também não poderão realizar bloqueios, retenções, compensações ou amortizações contra o Grupo Estrela.

Segundo a magistrada, cobranças e restrições neste momento poderiam agravar ainda mais a situação financeira da empresa antes da análise definitiva do pedido.

Mudança no mercado

Times Brasil - CNBC

Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.

Siga o Times | CNBC

No processo, a Estrela também atribuiu a crise a mudanças estruturais no setor de brinquedos nas últimas décadas.

A companhia citou a abertura do mercado brasileiro nos anos 1990, o avanço da concorrência internacional, a entrada de produtos importados de baixo custo e o crescimento do contrabando.

A empresa afirmou que o alto custo do capital pressionou as finanças do grupo nos últimos anos, o que levou a tradicional companhia a optar pela recuperação judicial.

Leia também: Recuperação judicial é falência? Entenda a diferença no caso da Estrela

Consumo infantil

Outro ponto destacado pela Estrela envolve a transformação do comportamento das crianças e adolescentes. Segundo a companhia, o consumo infantil mudou nos últimos anos com avanço de alternativas digitais, jogos eletrônicos, celulares, aplicativos e plataformas online.

A empresa afirma que essas mudanças reduziram o espaço para brinquedos tradicionais no mercado brasileiro. Agora, a Estrela tenta reorganizar as finanças enquanto negocia dívidas e busca manter as operações em funcionamento durante o processo.

📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:


🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais

🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562

🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube

🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings

Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no

MAIS EM Empresas & Negócios

Xbox encarece consoles em mais de US$ 100; veja o que muda no Brasil Conheça os 3 destinos de luxo que estão na mira dos milionários Qual cargo teve alta de US$ 810 mil no salário desde 2021 Aposentadoria milionária: Kevin O’Leary indica regra para investir Chris Evans vende mansão em Hollywood Hills por US$ 5,4 milhões Brasil surpreende e entra no top 10 dos países que mais avançaram em educação Anthropic exige US$ 25 milhões iniciais em investimento Quem é o dono do Bilibili, o “YouTube chinês” que chegou ao Brasil