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Por André Amadeus
Publicado 22/05/2026 • 06:00 | Atualizado há 4 semanas
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Foto: Reprodução
Da dívida tributária à recuperação judicial veja a sequência da crise da Estrela
A tradicional fabricante de brinquedos Estrela entrou com pedido de recuperação judicial, na última quarta-feira (20), na Comarca de Três Pontas, em Minas Gerais. O processo envolve a Manufatura de Brinquedos Estrela e outras 7 empresas do mesmo grupo.
A companhia afirmou que o aumento de custo de capital, restrição de crédito e o avanço das alternativas digitais pressionaram as finanças da empresa nos últimos anos. Mesmo com o pedido de recuperação judicial, a Estrela informou que manterá as operações industriais, comerciais e administrativas.
Leia também: Bastidor financeiro: por que a Estrela entrou em recuperação judicial?
A recuperação judicial permite que a empresa negocie dívidas com credores sem interromper as atividades. Além disso, a atual administração segue no comando da companhia durante o processo.
Porém, vale destacar que a recuperação judicial ainda inclui a participação da intervenção jurídica no processo, diferentemente da recuperação extrajudicial, que acontece apenas entre empresa e credores.
Agora, a Estrela precisa elaborar um plano de reestruturação financeira. Em seguida, os credores vão analisar e votar a proposta. A empresa afirmou que continuará informando o mercado sobre os próximos passos do processo.
Antes do pedido de recuperação judicial, a Estrela fechou em dezembro um acordo com a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional para quitar R$ 747,8 milhões em débitos tributários. O acordo incluiu sociedades controladas do grupo, que utilizou a Lei da Transação Tributária, que permite renegociar dívidas com a União.
Além disso, a Estrela usou créditos de prejuízo fiscal, base negativa de CSLL e depósitos judiciais para reduzir parte do passivo. Depois das deduções, o valor caiu para R$ 72,4 milhões.
Leia também: Estrela vai fechar? Entenda o que muda para clientes e fornecedores
Agora, com o processo de recuperação judicial, a Estrela vai parcelar os R$ 72,4 milhões restantes em até 10 anos. As dívidas previdenciárias terão prazo de 60 meses, enquanto as demais dívidas terão parcelamento em até 120 meses.
Mesmo após o acordo tributário, a companhia decidiu buscar a recuperação judicial para reorganizar as finanças e preservar as operações do grupo. Vale lembrar que a Estrela se manteve como referência do mercado de brinquedos nos últimos anos no país.
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