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De US$ 98 bilhões a US$ 27 bilhões: o que aconteceu com a Shein
Publicado 25/08/2026 • 15:00 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 25/08/2026 • 15:00 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Foto: AFP
De US$ 98 bilhões a US$ 27 bilhões o que aconteceu com a Shein
A Shein se prepara para a entrada no mercado de capitais em um momento diferente em comparação com o auge de sua expansão. A varejista, que ganhou escala global com o modelo de moda rápida, agora tenta abrir capital em Hong Kong depois de enfrentar obstáculos em outros países.
A estreia também demonstra uma forte mudança na visão e análise dos investidores. Em poucos anos, a empresa passou de uma avaliação próxima de US$ 100 bilhões (R$ 514 bilhões) para um valor muito menor às vésperas do IPO.
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A Shein busca vender cerca de 280 milhões de ações classe B na Bolsa de Hong Kong. Os papéis terão preço entre HK$ 47,60 e HK$ 49,50, o que pode levar a empresa a levantar até US$ 1,77 bilhão (R$ 8,7 bilhões).
Além disso, com a projeção feita pela varejista chinesa, a empresa alcançaria uma avaliação próxima de US$ 27 bilhões (R$ 138,8 bilhões). Mesmo com o número expressivo, a companhia contabiliza uma perda considerável. Em 2022, rodadas privadas avaliavam a Shein em US$ 98,2 bilhões. Em 2023 e abril de 2024, o valor já havia caído para US$ 64 bilhões.
Um dos principais motivos para a queda está na desaceleração do negócio. A receita da Shein cresceu 8% em 2025, bem abaixo dos 20,7% registrados no ano anterior. Ao mesmo tempo, a empresa passou a enfrentar mais pressão sobre a rentabilidade.
Fundada em 2008 na China, a Shein se popularizou após ofertar produtos mais baratos, além de seguir padrões da moda. No Brasil, a marca ganhou grande projeção após superar os preços de roupas nacionais.
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Siga o Times | CNBCAlém da queda na valorização e um valor de mercado bem abaixo em comparação com o pico, outro problema veio dos Estados Unidos. A perda de uma isenção tarifária para importações afetou vendas e receitas.
A Shein afirmou que precisou repassar parte desses custos e aumentar os preços para os consumidores. Além disso, uma despesa contábil não recorrente ajudou a levar a empresa a um prejuízo de US$ 99 milhões no início de 2026, cerca de R$ 509,2 milhões na cotação atual.
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A empresa chinesa recebeu em julho a aprovação da Comissão Reguladora de Valores Mobiliários da China para seguir com a listagem em Hong Kong. Com isso, a empresa divulgará o preço final da oferta em 31 de agosto, enquanto a negociação das ações deve começar em 1º de setembro.
Dessa forma, a queda de US$ 98,2 bilhões para cerca de US$ 27 bilhões reflete uma combinação de crescimento mais lento da Shein, pressão sobre os lucros, tarifas, aumento da concorrência e menor entusiasmo dos investidores.
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