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EXCLUSIVO CNBC: CEO da Pasqal vê computação quântica como estratégica e defende controle de acesso

Publicado 19/06/2026 • 22:15 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • CEO da Pasqal afirma que a computação quântica será “extremamente estratégica” para empresas e governos.
  • Wasiq Bokhari diz que a empresa permanecerá na França para garantir soberania tecnológica e independência.
  • Segundo ele, certas especificações da tecnologia poderão ficar disponíveis apenas para clientes selecionados.

A computação quântica será uma tecnologia estratégica o suficiente para exigir algum nível de controle sobre quem terá acesso a ela, afirmou Wasiq Bokhari, CEO da Pasqal, empresa francesa do setor.

Em entrevista exclusiva à CNBC, Bokhari disse que a localização da companhia na França é parte central da estratégia de soberania tecnológica.

“Somos uma empresa francesa. Nós permaneceremos na França, faremos todo o nosso desenvolvimento central na França, o que nos garante essa independência e a capacidade de controlar nosso destino”, afirmou.

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Soberania tecnológica

O CEO da Pasqal disse que a computação quântica deve ser vista como uma tecnologia crítica para o futuro. Segundo ele, o controle sobre desenvolvimento, acesso e aplicações será cada vez mais relevante à medida que a tecnologia ganhar escala.

“Essa questão é muito importante, o que a torna ainda mais relevante. O fato de sermos uma empresa francesa é uma questão de soberania tecnológica”, afirmou.

A Pasqal atua no desenvolvimento de computação quântica, área vista por governos e empresas como estratégica para aplicações futuras em simulação, otimização, segurança, pesquisa e processamento avançado.

Acesso controlado

Questionado sobre a possibilidade de governos terem algum tipo de mecanismo para desligar ou limitar a computação quântica, Bokhari evitou cravar uma posição.

“Não posso opinar sobre o que os governos podem querer fazer, mas é extremamente estratégico”, disse.

Segundo ele, a discussão mais concreta hoje envolve o tipo de tecnologia oferecida e para quais clientes.

“No mínimo, o que nós já estamos observando e o que vamos continuar a ver é o que nós oferecemos e para quem”, afirmou.

O CEO disse que, se a computação quântica for vista como o “terceiro pilar da computação”, o acesso à tecnologia também deverá ser controlado de alguma forma.

“Se você crê que este é o terceiro pilar da computação, nós garantimos que o acesso a essa computação também seja de alguma forma controlado”, afirmou.

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Especificações para poucos clientes

Na avaliação de Bokhari, uma consequência natural desse processo pode ser a limitação de certas capacidades da tecnologia a grupos específicos de clientes.

“Se forem além e disserem que só certas especificações estão disponíveis para certos clientes, acho que isso pode ser uma progressão natural disso”, disse.

Sobre a ideia de um eventual “botão de desligar” para a computação quântica, o CEO da Pasqal afirmou não saber responder.

“O botão de desligar é outra questão. Não sei como responder”, afirmou.

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