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Negócios em Jogo: venda bilionária de franquia nos EUA expõe potencial e desafios do futebol feminino no Brasil, diz Cacá Bueno
Publicado 06/05/2026 • 14:06 | Atualizado há 34 minutos
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Publicado 06/05/2026 • 14:06 | Atualizado há 34 minutos
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A venda de uma franquia da NWSL, a liga feminina dos Estados Unidos, por US$ 205 milhões (R$ 1 bilhão) reforça a transformação do futebol feminino em um ativo esportivo global de alto valor, segundo Cacá Bueno, piloto, empresário e notável do Times Brasil Licenciado Exclusivo CNBC. Em sua participação no jornal Real Time desta quarta-feira (6), ele afirmou que o crescimento internacional da modalidade ainda contrasta fortemente com a realidade brasileira.
“Essa venda reforça que o futebol feminino é um ativo global de alto valor”, afirmou Cacá. Segundo ele, enquanto o mercado americano amplia investimentos, receitas e valuation das equipes, o Brasil ainda enfrenta entraves estruturais importantes. “Mesmo sendo o país do futebol e sede da Copa do Mundo feminina de 2027, ainda convivemos com baixa profissionalização e falta de infraestrutura”, destacou.
Na avaliação do empresário, o desafio vai além da discussão sobre desigualdade salarial. “É preciso focar na infraestrutura, no espetáculo e na exposição”, ressaltou.
Cacá Bueno afirmou que o crescimento comercial da modalidade depende diretamente da construção de audiência e da criação de hábito de consumo entre os torcedores. “As emissoras e plataformas de streaming precisam tratar o futebol feminino como um novo produto”, disse.
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Segundo ele, não basta cobrar investimento apenas dos clubes. “As detentoras de direitos precisam dedicar espaço de programação para gerar interesse contínuo no público”, explicou.
Na avaliação do empresário, a baixa exposição ainda limita o interesse de patrocinadores. “Sem exposição, não existe atratividade comercial para as marcas”, pontuou.
Ele destacou que ligas internacionais conseguiram crescer justamente pela capacidade de transformar a modalidade em entretenimento recorrente para diferentes públicos.
Ao comentar os investimentos recentes no futebol feminino brasileiro, Cacá reconheceu avanços por parte da CBF. “A CBF retomou a Copa do Brasil feminina e aumentou as premiações do Brasileirão”, afirmou.
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Apesar disso, ele avalia que o principal problema está no modelo de distribuição de receitas da modalidade. “Os direitos de transmissão praticamente são dados, muito baratos, e isso gera pouca verba para os clubes”, observou.
Segundo o empresário, o futebol feminino ainda depende excessivamente de recursos vindos do masculino. “É necessário aumentar a capacidade de geração de receita própria para que a modalidade não viva apenas de tirar dinheiro do masculino”, frisou.
Cacá Bueno também chamou atenção para as fragilidades existentes nas competições estaduais femininas, inclusive em estados que receberão jogos da Copa do Mundo feminina de 2027. “Das oito sedes da Copa, apenas dois estados distribuem premiações em dinheiro para as atletas nos estaduais”, destacou.
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Segundo ele, muitos campeonatos ainda funcionam em nível amador e com baixa participação de equipes. “Existem estaduais com apenas seis clubes disputando”, apontou.
Na avaliação do empresário, a falta de solidez nas competições locais enfraquece toda a cadeia esportiva. “O fundamento do esporte ainda precisa de muito fortalecimento”, ressaltou.
Apesar dos desafios, Cacá Bueno avalia que a realização da Copa do Mundo feminina no Brasil representa uma oportunidade importante para acelerar investimentos e ampliar o alcance comercial da modalidade. “Existe uma oportunidade de negócio enorme”, afirmou.
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Segundo ele, pesquisas já mostram forte potencial de engajamento entre públicos mais jovens. “Setenta e dois por cento dos jovens conectados demonstram interesse na Copa Feminina”, disse.
O empresário destacou ainda que o futebol feminino pode se tornar alternativa estratégica para marcas que não conseguem investir nas principais propriedades do futebol masculino. “O futebol feminino permite que empresas conversem com um público jovem e diverso sem os custos da Série A masculina”, explicou.
Para Cacá Bueno, o principal desafio será transformar o impacto da Copa em crescimento sustentável no longo prazo. “Tudo na vida é costume. É preciso dar voz, espaço e conteúdo para as meninas. Se funciona nos EUA, Espanha e Inglaterra, não faz sentido não funcionar no país do futebol”, concluiu.
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