Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Negócios em Jogo: venda bilionária de franquia nos EUA expõe potencial e desafios do futebol feminino no Brasil, diz Cacá Bueno
Publicado 06/05/2026 • 14:06 | Atualizado há 2 meses
Petróleo sobe com novos ataques entre EUA e Irã, reacendendo temor sobre oferta no Oriente Médio
Pesquisa mostra que idosos ainda desconhecem cobertura do Medicare para obesidade
Estudo prevê retração do mercado automotivo dos EUA até 2040
Não é substituir o dólar: estratégia da China mira reduzir dependência financeira dos EUA
De café com proteína a refrigerante com CBD: como marcas lucram com a explosão das bebidas funcionais
Publicado 06/05/2026 • 14:06 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
A venda de uma franquia da NWSL, a liga feminina dos Estados Unidos, por US$ 205 milhões (R$ 1 bilhão) reforça a transformação do futebol feminino em um ativo esportivo global de alto valor, segundo Cacá Bueno, piloto, empresário e notável do Times Brasil Licenciado Exclusivo CNBC. Em sua participação no jornal Real Time desta quarta-feira (6), ele afirmou que o crescimento internacional da modalidade ainda contrasta fortemente com a realidade brasileira.
“Essa venda reforça que o futebol feminino é um ativo global de alto valor”, afirmou Cacá. Segundo ele, enquanto o mercado americano amplia investimentos, receitas e valuation das equipes, o Brasil ainda enfrenta entraves estruturais importantes. “Mesmo sendo o país do futebol e sede da Copa do Mundo feminina de 2027, ainda convivemos com baixa profissionalização e falta de infraestrutura”, destacou.
Na avaliação do empresário, o desafio vai além da discussão sobre desigualdade salarial. “É preciso focar na infraestrutura, no espetáculo e na exposição”, ressaltou.
Cacá Bueno afirmou que o crescimento comercial da modalidade depende diretamente da construção de audiência e da criação de hábito de consumo entre os torcedores. “As emissoras e plataformas de streaming precisam tratar o futebol feminino como um novo produto”, disse.
Leia também: Negócios em Jogo: futebol brasileiro precisa virar produto global e parar de só vender talentos, diz Cacá Bueno
Segundo ele, não basta cobrar investimento apenas dos clubes. “As detentoras de direitos precisam dedicar espaço de programação para gerar interesse contínuo no público”, explicou.
Na avaliação do empresário, a baixa exposição ainda limita o interesse de patrocinadores. “Sem exposição, não existe atratividade comercial para as marcas”, pontuou.
Ele destacou que ligas internacionais conseguiram crescer justamente pela capacidade de transformar a modalidade em entretenimento recorrente para diferentes públicos.
Ao comentar os investimentos recentes no futebol feminino brasileiro, Cacá reconheceu avanços por parte da CBF. “A CBF retomou a Copa do Brasil feminina e aumentou as premiações do Brasileirão”, afirmou.
Leia também: Messi compra clube de futebol da Espanha ligado a ex-companheiros do Barcelona
Apesar disso, ele avalia que o principal problema está no modelo de distribuição de receitas da modalidade. “Os direitos de transmissão praticamente são dados, muito baratos, e isso gera pouca verba para os clubes”, observou.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCSegundo o empresário, o futebol feminino ainda depende excessivamente de recursos vindos do masculino. “É necessário aumentar a capacidade de geração de receita própria para que a modalidade não viva apenas de tirar dinheiro do masculino”, frisou.
Cacá Bueno também chamou atenção para as fragilidades existentes nas competições estaduais femininas, inclusive em estados que receberão jogos da Copa do Mundo feminina de 2027. “Das oito sedes da Copa, apenas dois estados distribuem premiações em dinheiro para as atletas nos estaduais”, destacou.
Leia também: Amazon fecha acordo de dois anos e vira patrocinadora das seleções brasileiras de futebol
Segundo ele, muitos campeonatos ainda funcionam em nível amador e com baixa participação de equipes. “Existem estaduais com apenas seis clubes disputando”, apontou.
Na avaliação do empresário, a falta de solidez nas competições locais enfraquece toda a cadeia esportiva. “O fundamento do esporte ainda precisa de muito fortalecimento”, ressaltou.
Apesar dos desafios, Cacá Bueno avalia que a realização da Copa do Mundo feminina no Brasil representa uma oportunidade importante para acelerar investimentos e ampliar o alcance comercial da modalidade. “Existe uma oportunidade de negócio enorme”, afirmou.
Leia também: Fla-Flu até fora dos campos: equipes cariocas figuram no Top 5 de maiores patrocínios do futebol brasileiro
Segundo ele, pesquisas já mostram forte potencial de engajamento entre públicos mais jovens. “Setenta e dois por cento dos jovens conectados demonstram interesse na Copa Feminina”, disse.
O empresário destacou ainda que o futebol feminino pode se tornar alternativa estratégica para marcas que não conseguem investir nas principais propriedades do futebol masculino. “O futebol feminino permite que empresas conversem com um público jovem e diverso sem os custos da Série A masculina”, explicou.
Para Cacá Bueno, o principal desafio será transformar o impacto da Copa em crescimento sustentável no longo prazo. “Tudo na vida é costume. É preciso dar voz, espaço e conteúdo para as meninas. Se funciona nos EUA, Espanha e Inglaterra, não faz sentido não funcionar no país do futebol”, concluiu.
—
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
Quina de São João tem sorteio milionário
2
CBF exclui CazéTV da disputa pelos direitos da Copa do Brasil até 2030
3
GTA VI deve atingir arrecadação bilionária somente na pré-venda; veja
4
CNBC Originals: cinema dos EUA acelera bilheteria e mira volta aos US$ 10 bilhões
5
EUA atacam o Irã após Trump acusar Teerã de violar o cessar-fogo no Estreito de Ormuz