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Meta critica Anthropic, mas pode gastar US$ 10 bilhões com sua I.A
Publicado 31/08/2026 • 06:00 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 31/08/2026 • 06:00 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Foto: unsplash
Meta critica Anthropic, mas pode gastar US$ 10 bilhões com sua I.A
A Meta critica a concentração de poder na inteligência artificial, mas utiliza intensamente os sistemas da Anthropic e chegou a projetar gastos de até US$ 10 bilhões (cerca de R$ 51 bilhões) por ano com a rival. A relação entre Meta e Anthropic mostra como a disputa pela liderança em inteligência artificial também envolve dependência comercial.
Enquanto Mark Zuckerberg questiona publicamente a influência dos grandes laboratórios de I.A, sua empresa utiliza produtos da Anthropic em atividades de programação e no desenvolvimento de novos projetos. Ao mesmo tempo, a Meta tenta reduzir essa dependência ao desenvolver modelos próprios, segundo o The New York Times.
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A estratégia da Meta inclui a criação de sistemas capazes de competir com os modelos mais avançados da Anthropic. Um deles é o Watermelon, nome usado internamente para um novo modelo de inteligência artificial. A empresa pretende que o sistema alcance desempenho semelhante ao dos principais modelos da Anthropic.
O desenvolvimento, porém, enfrentou atrasos. Em julho, a Meta interrompeu temporariamente uma etapa conhecida como pré-treinamento e depois retomou o processo. Segundo pessoas familiarizadas com o assunto, o episódio levou o lançamento para pelo menos outubro. A companhia ainda não anunciou oficialmente a data.
Outro projeto é o Hatch, descrito por Zuckerberg como um agente pessoal de inteligência artificial que poderá trabalhar continuamente em nome do usuário e ajudá-lo em áreas como objetivos pessoais, saúde, relacionamentos e finanças. Durante o desenvolvimento, a Meta utilizou modelos da Anthropic para alimentar e testar o Hatch. A versão pública, contudo, deverá utilizar o modelo mais recente da própria Meta.
Apesar dos investimentos em tecnologia própria, a Meta passou a utilizar fortemente os produtos da Anthropic. O movimento ganhou força no início deste ano, quando engenheiros da empresa começaram a usar intensamente o Claude Code, ferramenta de programação com inteligência artificial da startup.
Em abril, funcionários da Meta chegaram a disputar rankings internos para medir o consumo de tokens dos sistemas da Anthropic. A prática recebeu o nome de “tokenmaxxing”. Com a alta dos preços dos tokens, a Meta retirou os rankings.
Nesse período, executivos da companhia discutiram internamente uma projeção de gastos que poderia chegar a US$ 10 bilhões (R$ 51 bilhões) por ano com os modelos da Anthropic. O valor seria significativo diante da estimativa de receita da startup. Em julho, a Anthropic projetou que sua receita anual ultrapassaria US$ 65 bilhões (R$ 337 bilhões).
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Siga o Times | CNBCA Meta reduziu parte desses gastos durante o verão no Hemisfério Norte, mas ainda desembolsa centenas de milhões de dólares por mês com ferramentas da startup, segundo pessoas familiarizadas com as empresas.
Em junho, a Meta informou aos funcionários que estava a caminho de investir bilhões de dólares em inteligência artificial naquele ano e que criaria um sistema mais eficiente para controlar esses gastos. Além disso, a companhia ampliou o uso da própria ferramenta de programação, a Muse Code. Desde então, funcionários passaram a utilizá-la cada vez mais em substituição aos produtos da Anthropic.
A relação comercial também ocorre no sentido inverso. Em junho, a Anthropic procurou a Meta para oferecer a compra de até US$ 10 bilhões (R$ 51 bilhões) em capacidade computacional dos data centers da companhia durante dois anos. Até agora, porém, as empresas não anunciaram um acordo.
Enquanto mantém negócios relevantes com a Anthropic, Zuckerberg critica a concentração de poder no setor. Em um ensaio de cerca de 6.500 palavras publicado neste mês, o executivo afirmou que os principais laboratórios de I.A tentavam concentrar poder e poderiam favorecer grandes instituições em detrimento dos indivíduos.
Embora não tenha citado diretamente a Anthropic ou seu CEO, Dario Amodei, as declarações ocorreram em meio à disputa pela liderança do setor. A situação também ganhou peso diante da preparação da Anthropic para uma possível oferta pública inicial de ações, que poderia avaliar a empresa em até US$ 2 trilhões (R$ 10,3 trilhões).
Assim, Meta e Anthropic mantêm uma relação que combina competição e dependência. A Meta desenvolve alternativas próprias para disputar espaço no mercado, mas, ao mesmo tempo, pode movimentar bilhões de dólares com os produtos de uma das empresas que tenta superar.
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