Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
O que faz a Mak Capital e por que a gestora perdeu disputa na Oncoclínicas
Publicado 08/05/2026 • 08:30 | Atualizado há 2 meses
Petróleo sobe com novos ataques entre EUA e Irã, reacendendo temor sobre oferta no Oriente Médio
Pesquisa mostra que idosos ainda desconhecem cobertura do Medicare para obesidade
Estudo prevê retração do mercado automotivo dos EUA até 2040
Não é substituir o dólar: estratégia da China mira reduzir dependência financeira dos EUA
De café com proteína a refrigerante com CBD: como marcas lucram com a explosão das bebidas funcionais
Publicado 08/05/2026 • 08:30 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto: Divulgação Oncoclínicas
A Oncoclínicas passou por uma nova mudança em sua estrutura de poder no dia 30 de abril de 2026, durante assembleia realizada em meio a disputas entre acionistas.
O encontro definiu a formação de um novo conselho de administração, com maioria ligada a um grupo próximo à Latache Capital, o que altera o comando estratégico da companhia em um momento de crise financeira e reorganização interna.
A assembleia ocorreu em um ambiente de forte tensão entre investidores. O grupo alinhado à Latache articulou apoio suficiente para garantir maioria no conselho. Já a Mak Capital tentou assumir protagonismo na governança, mas não conseguiu votos suficientes.
O resultado consolidou a vitória do fundo Lumen, ligado à família Wald e próximo à Latache, que passou a influenciar diretamente as decisões da companhia.
Leia também: Oncoclínicas suspende divulgação de projeções financeiras e cita cenário econômico desafiador para o setor de saúde
A nova composição do conselho também trouxe nomes inéditos, reforçando o caráter inesperado da mudança.
A Mak Capital é um fundo americano com cerca de US$ 1 bilhão em ativos sob gestão. A gestora atua com foco em investimentos estratégicos e situações que envolvem reestruturação financeira.
No caso da Oncoclínicas, sua entrada ocorreu em novembro do ano passado, quando participou de um aumento de capital que levantou R$ 1,4 bilhão, em grande parte por meio da conversão de dívida em ações, segundo o Valor Econômico.
Leia também: Oncoclínicas contrata novo diretor-geral de operações
Esse foi o primeiro investimento da Mak no Brasil. Desde então, o fundo passou a defender uma atuação mais ativa na empresa, com propostas voltadas à melhoria da estrutura financeira e à preservação de valor para os acionistas.
A derrota da Mak Capital está ligada a três fatores principais. O primeiro foi a articulação política dos grupos rivais, que conseguiram unir investidores minoritários em torno da chapa apoiada pela Latache. Esse movimento garantiu maioria no conselho e isolou a gestora americana.
O segundo ponto envolve divergências estratégicas. A Mak defendia alternativas diferentes para enfrentar o endividamento da companhia, incluindo um aporte de R$ 500 milhões para reforçar o caixa e quitar dívidas de curto prazo. A proposta, no entanto, estava condicionada à conquista do controle do conselho, o que não ocorreu.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCLeia também: Oncoclínicas suspende divulgação de projeções financeiras e cita cenário econômico desafiador para o setor de saúde
Por fim, pesou a disputa sobre o futuro dos ativos da empresa. A Mak demonstrou resistência a propostas envolvendo parceiros como Porto e Fleury, especialmente por considerar baixo o valor atribuído às operações e inadequada a estrutura sugerida. Essa posição aumentou o distanciamento em relação a outros acionistas.
Sem maioria no conselho, a Mak ficou em posição minoritária e perdeu capacidade de influenciar decisões estratégicas.
A consequência mais direta foi a suspensão do aporte de R$ 500 milhões, que dependia do controle da governança.
A derrota também impediu o retorno de um nome indicado pelo fundo para a estrutura da companhia, reduzindo ainda mais sua presença na gestão.
A disputa ocorre em um momento delicado para a Oncoclínicas. A empresa possui cerca de R$ 700 milhões em dívidas a vencer neste ano, além de compromissos com debêntures no curto prazo.
Existe ainda o risco de descumprimento de indicadores financeiros, o que pode antecipar vencimentos de dívidas.
Leia também: Oncoclínicas anuncia mudanças na alta gestão e no conselho
O acordo com credores estabelece limites para o endividamento, vinculados ao desempenho operacional. Esse cenário aumenta a pressão por soluções rápidas e eficazes.
A mudança no conselho redefine o centro de decisões e deve influenciar diretamente os próximos movimentos da empresa, incluindo negociações com investidores e eventuais operações estratégicas.
Com a vitória do grupo ligado à Latache, a Oncoclínicas entra em uma nova fase de reorganização.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
Quina de São João tem sorteio milionário
2
CBF exclui CazéTV da disputa pelos direitos da Copa do Brasil até 2030
3
GTA VI deve atingir arrecadação bilionária somente na pré-venda; veja
4
CNBC Originals: cinema dos EUA acelera bilheteria e mira volta aos US$ 10 bilhões
5
EUA atacam o Irã após Trump acusar Teerã de violar o cessar-fogo no Estreito de Ormuz