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O que faz a Mak Capital e por que a gestora perdeu disputa na Oncoclínicas
Publicado 08/05/2026 • 08:30 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 08/05/2026 • 08:30 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto: Divulgação Oncoclínicas
A Oncoclínicas passou por uma nova mudança em sua estrutura de poder no dia 30 de abril de 2026, durante assembleia realizada em meio a disputas entre acionistas.
O encontro definiu a formação de um novo conselho de administração, com maioria ligada a um grupo próximo à Latache Capital, o que altera o comando estratégico da companhia em um momento de crise financeira e reorganização interna.
A assembleia ocorreu em um ambiente de forte tensão entre investidores. O grupo alinhado à Latache articulou apoio suficiente para garantir maioria no conselho. Já a Mak Capital tentou assumir protagonismo na governança, mas não conseguiu votos suficientes.
O resultado consolidou a vitória do fundo Lumen, ligado à família Wald e próximo à Latache, que passou a influenciar diretamente as decisões da companhia.
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A nova composição do conselho também trouxe nomes inéditos, reforçando o caráter inesperado da mudança.
A Mak Capital é um fundo americano com cerca de US$ 1 bilhão em ativos sob gestão. A gestora atua com foco em investimentos estratégicos e situações que envolvem reestruturação financeira.
No caso da Oncoclínicas, sua entrada ocorreu em novembro do ano passado, quando participou de um aumento de capital que levantou R$ 1,4 bilhão, em grande parte por meio da conversão de dívida em ações, segundo o Valor Econômico.
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Esse foi o primeiro investimento da Mak no Brasil. Desde então, o fundo passou a defender uma atuação mais ativa na empresa, com propostas voltadas à melhoria da estrutura financeira e à preservação de valor para os acionistas.
A derrota da Mak Capital está ligada a três fatores principais. O primeiro foi a articulação política dos grupos rivais, que conseguiram unir investidores minoritários em torno da chapa apoiada pela Latache. Esse movimento garantiu maioria no conselho e isolou a gestora americana.
O segundo ponto envolve divergências estratégicas. A Mak defendia alternativas diferentes para enfrentar o endividamento da companhia, incluindo um aporte de R$ 500 milhões para reforçar o caixa e quitar dívidas de curto prazo. A proposta, no entanto, estava condicionada à conquista do controle do conselho, o que não ocorreu.
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Por fim, pesou a disputa sobre o futuro dos ativos da empresa. A Mak demonstrou resistência a propostas envolvendo parceiros como Porto e Fleury, especialmente por considerar baixo o valor atribuído às operações e inadequada a estrutura sugerida. Essa posição aumentou o distanciamento em relação a outros acionistas.
Sem maioria no conselho, a Mak ficou em posição minoritária e perdeu capacidade de influenciar decisões estratégicas.
A consequência mais direta foi a suspensão do aporte de R$ 500 milhões, que dependia do controle da governança.
A derrota também impediu o retorno de um nome indicado pelo fundo para a estrutura da companhia, reduzindo ainda mais sua presença na gestão.
A disputa ocorre em um momento delicado para a Oncoclínicas. A empresa possui cerca de R$ 700 milhões em dívidas a vencer neste ano, além de compromissos com debêntures no curto prazo.
Existe ainda o risco de descumprimento de indicadores financeiros, o que pode antecipar vencimentos de dívidas.
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O acordo com credores estabelece limites para o endividamento, vinculados ao desempenho operacional. Esse cenário aumenta a pressão por soluções rápidas e eficazes.
A mudança no conselho redefine o centro de decisões e deve influenciar diretamente os próximos movimentos da empresa, incluindo negociações com investidores e eventuais operações estratégicas.
Com a vitória do grupo ligado à Latache, a Oncoclínicas entra em uma nova fase de reorganização.
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