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Gestão e Estratégia: alta performance exige equilíbrio entre alinhamento, autonomia e pressão, diz Misa Antonini

Publicado 24/06/2026 • 13:18 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Líderes de alta performance combinam alinhamento estratégico com autonomia para execução, segundo especialista.
  • Pressão excessiva não gera melhores resultados e pode levar equipes à perda de produtividade e ao esgotamento.
  • Foco, cadência de gestão, feedback técnico e recuperação estratégica estão entre as principais alavancas para elevar resultados.

A construção de equipes de alta performance começa pela forma como o líder distribui poder e autonomia dentro da organização, afirmou Misa Antonini, notável do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. Em sua participação no quadro “Gestão e Estratégia” desta quarta-feira (24), ela disse que empresas de elite são aquelas que conseguem equilibrar alinhamento estratégico, liberdade de execução e níveis adequados de cobrança, evitando tanto a microgestão quanto a falta de direção.

Para a especialista, antes de qualquer ferramenta de gestão, o líder precisa definir qual será sua relação com o time.

“Se você quer ter um time de elite, é importante que você seja um líder de elite. Isso passa necessariamente por ser intencional e estratégico nas suas decisões de gestão do dia a dia”, destacou.

Misa explicou que um dos principais desafios da liderança é encontrar o equilíbrio entre alinhamento e autonomia. Segundo ela, quando há muito alinhamento, mas pouca autonomia, surge a microgestão, em que todas as decisões precisam passar pelo líder.

“O líder vira gargalo da empresa. A empresa para de escalar porque o time não tem autonomia para entender os melhores caminhos”, ressaltou.

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Por outro lado, quando há autonomia sem alinhamento, o resultado é uma organização com muitas iniciativas, mas pouca capacidade de execução coordenada. “É uma empresa que tem muita iniciativa e pouca acabativa. As pessoas têm liberdade para agir, mas não estão necessariamente remando para o mesmo lado”, observou.

Modelo de elite

Segundo a especialista, o cenário ideal ocorre quando alinhamento e autonomia coexistem em níveis elevados. Nesse modelo, o líder estabelece objetivos claros e permite que a equipe encontre os melhores caminhos para alcançá-los.

“O líder dá o destino claro para onde aquele time tem que chegar, mas espera que a equipe tenha autonomia da execução. Ele confia mais do que controla”, explicou.

Misa comparou o conceito à travessia de um rio. Enquanto líderes centralizadores determinam cada passo do processo, líderes de alta performance apresentam o desafio e permitem que a equipe proponha as soluções mais adequadas.

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“Precisamos atravessar o rio. Me tragam uma proposta. Se vai ser uma ponte ou uma canoa, como vamos fazer. Ele confia que tem as pessoas certas nas cadeiras certas”, exemplificou.

Pressão não é performance

Outro ponto abordado pela especialista foi a diferença entre alta performance e excesso de pressão.

Utilizando a chamada curva de Yerkes-Dodson, ela explicou que existe um ponto ótimo de cobrança capaz de extrair o máximo potencial das equipes. Abaixo desse nível, surge a acomodação. Acima dele, aparecem desgaste, queda de produtividade e esgotamento.

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“Alta pressão é diferente de alta performance. Existe uma zona onde você consegue calibrar a pressão e extrair o máximo da performance. Quando ultrapassa esse limite, o resultado começa a piorar”, afirmou.

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Ela comparou a gestão empresarial à preparação de atletas de alto rendimento, destacando que períodos de recuperação são parte fundamental do processo. “O atleta de alta performance não trabalha nos extremos. Nem com pouca pressão, nem com pressão máxima o tempo inteiro. Existe um equilíbrio para manter o desempenho sustentável”, pontuou.

As quatro alavancas

Para líderes que desejam elevar o desempenho de suas equipes, Misa apontou quatro pilares fundamentais. O primeiro é o foco absoluto nas atividades que realmente geram resultado. “Se tudo é prioridade, nada é prioridade”, resumiu.

O segundo é a criação de uma cadência eficiente de gestão, com reuniões curtas e frequentes, em vez de encontros longos e pouco produtivos.

O terceiro pilar é o feedback técnico e específico.

“O técnico do Federer não fala apenas ‘parabéns’. Ele diz exatamente qual movimento precisa ser corrigido. São esses ajustes finos que, ao longo do tempo, trazem a taça”, destacou.

Já o quarto elemento é a recuperação estratégica, permitindo que períodos de maior intensidade sejam compensados por momentos de reorganização e descanso.

Liderança começa pelo líder

Ao abordar a rotina dos gestores, Misa alertou que muitos líderes se preocupam em avaliar a performance do time, mas deixam de observar a própria condição física e mental.

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Segundo ela, não é possível exigir excelência de uma equipe quando o próprio líder está operando em condições inadequadas. “Não tem como ter PJ forte com PF fraca”, afirmou.

Para a especialista, saúde, sono, alimentação e exercícios físicos são componentes essenciais da liderança de alta performance.

Como recomendação prática, ela sugeriu que empresários façam uma autoavaliação honesta sobre seu estilo de liderança e sobre seu próprio nível de pressão e desempenho. “Não se coloque onde gostaria de estar, mas onde realmente está. A partir dessa honestidade, fica muito mais fácil construir um plano de ação”, concluiu.

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