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Petrobras pode abrir espaço para dividendos extraordinários se petróleo seguir em alta, diz professor da PUC-Rio
Publicado 12/05/2026 • 14:07 | Atualizado há 4 horas
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Publicado 12/05/2026 • 14:07 | Atualizado há 4 horas
KEY POINTS
A possibilidade de a Petrobras ampliar o pagamento de dividendos extraordinários ganhou força diante da recente disparada do petróleo provocada pelas tensões no Oriente Médio. Para Edmar de Almeida, professor do Instituto de Energia da PUC-Rio, a estatal brasileira entrou em um cenário favorável de geração de caixa, impulsionado tanto pelo aumento da produção quanto pela valorização internacional do barril.
“Acredito que há, sim, espaço para dividendos extraordinários, a depender do preço do petróleo”, afirmou o especialista ao analisar o balanço do primeiro trimestre de 2026 da companhia. Segundo ele, caso os preços permaneçam elevados por mais tempo, a Petrobras poderá gerar caixa suficiente para manter os investimentos previstos e ainda distribuir recursos adicionais aos acionistas.
A Petrobras registrou lucro líquido de R$ 32,6 bilhões no primeiro trimestre de 2026 e anunciou R$ 9,03 bilhões em dividendos, em um período marcado pela volatilidade internacional do petróleo e pelos impactos da guerra no Oriente Médio.
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Segundo Edmar de Almeida, o resultado mostra que a companhia atravessa um momento operacional sólido. “A Petrobras aumentou a produção de petróleo no primeiro trimestre deste ano em 16% em relação ao mesmo período do ano passado. Para uma empresa de petróleo, esse é o indicador fundamental: a capacidade de ampliar produção e garantir uma operação cada vez mais consistente”, destacou.
O professor ressaltou que o impacto mais intenso da disparada recente do petróleo ainda deve aparecer apenas nos próximos resultados trimestrais da estatal. “Nas cotações de março, ainda pegou o preço do petróleo do mês anterior. No próximo trimestre, aí sim veremos mais impacto”, explicou.
Na avaliação do especialista, a Petrobras vem atuando em duas frentes para reduzir os efeitos da crise internacional sobre o mercado brasileiro de combustíveis e minimizar impactos internos provocados pela alta do barril.
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A primeira estratégia foi elevar a produção nacional de derivados, especialmente de diesel. “Vimos nesse balanço que ela aumentou o nível de utilização das refinarias para diminuir as importações”, observou o professor.
O segundo movimento, segundo Edmar de Almeida, foi a decisão de a estatal não repassar integralmente a alta internacional dos combustíveis ao consumidor brasileiro após o agravamento da guerra envolvendo o Irã.
“A Petrobras efetivamente segurou os preços; não repassou os preços internacionais”, pontuou. De acordo com ele, essa estratégia gera impacto financeiro para a companhia, já que parte da rentabilidade potencial deixa de ser capturada pela empresa.
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“Ela deixa de ganhar e, na parcela que importa, muitas vezes não consegue repassar o valor integralmente”, acrescentou o especialista ao comentar os efeitos da política de preços adotada pela estatal.
Apesar disso, o professor avalia que o impacto ainda permanece administrável porque a maior parte dos derivados comercializados no Brasil é produzida internamente pela própria Petrobras, reduzindo a exposição às importações.
Para Edmar de Almeida, o atual cenário geopolítico pode beneficiar a Petrobras no mercado internacional no médio prazo, especialmente diante da percepção crescente de risco envolvendo o Oriente Médio e os países produtores da região.
Segundo ele, países importadores de petróleo, como China e Índia, tendem a acelerar estratégias de diversificação de fornecedores para reduzir dependência de áreas consideradas mais instáveis geopoliticamente. “Mesmo que a guerra acabe, fica a sensação de que o Oriente Médio é uma região insegura”, ressaltou o professor da PUC-Rio.
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Na avaliação do especialista, a América Latina surge como uma das principais beneficiadas desse movimento global de reorganização do mercado de petróleo. “O Brasil, a Argentina e a Guiana estão aumentando a produção. É uma região com baixo nível de risco geopolítico”, disse.
Ele destacou que o Brasil pode ganhar espaço tanto em participação física no mercado internacional quanto na preferência de investidores estrangeiros em busca de regiões mais estáveis para fornecimento de petróleo. “Pode ser vista como uma janela de oportunidades”, concluiu.
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