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Por que o Banco Central liquida um banco? Entenda em quais situações isso pode acontecer
Publicado 24/02/2026 • 20:07 | Atualizado há 1 uma semana
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Publicado 24/02/2026 • 20:07 | Atualizado há 1 uma semana
KEY POINTS
Foto: Marcello Casal Jr. /Agência Brasil
Banco Central do Brasil (BC)
O Banco Central realizou uma série de liquidações desde novembro de 2025. Nesse sentido, o que começou com o encerramento do Banco Master, no dia 18 de novembro, logo culminou também no fim de outras instituições do grupo. Entre elas, o Banco Master de Investimento S.A., o Banco Letsbank S.A. (atual Bluebank S.A.) e Master S/A Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários.
Não demorou muito, sua subsidiária Will Financeira S.A., controladora do Will Bank, também foi encerrada. Em janeiro de 2026, foi a vez da Reag Investimentos ser liquidada e, em fevereiro deste ano, o BC decretou também o fim do Banco Pleno S.A.
Mas, afinal, por que o Banco Central liquida um banco?
Leia também: O que significa um banco ser liquidado? Entenda como funciona o processo
Conforme o Banco Central, o órgão atende a uma série de leis, resoluções e decretos antes de realizar uma liquidação extrajudicial. Em geral, os motivos para uma instituição ser liquidada incluem:
Nas situações citadas acima, a decisão de liquidar uma empresa é do Banco Central. No entanto, há ainda como encerrar as operações da empresa por decreto de falência. Nesse caso, a avaliação seria do Poder Judiciário, desde que o liquidante solicitasse autorização do BC para requerer a medida.
Leia também: Banco Master: BC já liquidou oito instituições ligadas ao grupo; entenda o caso
Após o decreto de liquidação extrajudicial, a instituição liquidada interrompe totalmente suas atividades. Em seguida, um liquidante assume para administrar o processo.
Um liquidante é o profissional nomeado pelo Banco Central para conduzir a liquidação de uma instituição financeira. Ele assume a administração da empresa durante o encerramento das atividades, apura o patrimônio disponível, vende os ativos e organiza o pagamento dos credores.
Entre suas principais funções estão: realizar e vender ativos, elaborar a lista de credores e definir a ordem de pagamento, distribuir valores conforme as regras, nomear ou demitir funcionários, conceder ou revogar mandatos, propor ações e representar a massa judicial ou extrajudicialmente.
Após ser nomeado, deve apresentar um relatório inicial ao Banco Central sobre a situação da instituição. Em alguns casos previstos em lei, precisa de autorização do Banco Central para praticar certos atos, como concluir negócios pendentes, vender bens ou pedir falência.
Leia também: Após Master, Will Bank e Pleno, até quando o FGC pode bancar os prejuízos?
Ultrapassada essa etapa, se houver proteção coberta pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), a entidade devolve aos clientes e demais credores valores que ficaram retidos com a empresa liquidada.
Clientes com depósitos e/ou investimentos no banco liquidado podem receber ressarcimentos de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ.
Na prática, a liquidação é um mecanismo do Banco Central para retirar uma instituição financeira do SFN de forma organizada. Ou seja, sem causar grandes prejuízos ao sistema, clientes e investidores.
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