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Previsibilidade atrai milionários para países da América Latina
Publicado 26/06/2026 • 17:15 | Atualizado há 4 meses
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Publicado 26/06/2026 • 17:15 | Atualizado há 4 meses
KEY POINTS
A busca por previsibilidade e diversificação internacional tem levado investidores de alta renda a direcionar parte de seu patrimônio para países como Uruguai, Panamá e Costa Rica, afirmou Cristiano Maschio, especialista em Patrimônio Global e Diversificação Internacional. Segundo ele, mais do que retornos elevados, esse perfil de investidor procura estabilidade jurídica e regras claras para preservar riqueza no longo prazo.
Na avaliação de Maschio, o principal diferencial desses países não está na valorização cambial ou no custo de vida, mas na capacidade de oferecer um ambiente estável para decisões patrimoniais de longo prazo.
“O investidor de patrimônio não está buscando somente resultado. Ele busca previsibilidade. Esses países têm regras que não mudam constantemente, e isso é totalmente importante para quem investe pensando nos próximos cinco, dez ou quinze anos”, afirmou, em entrevista nesta sexta-feira (26) ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
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O especialista ressaltou que esse comportamento representa uma mudança relevante na forma como grandes patrimônios são administrados, com menor concentração em uma única jurisdição. “Antigamente havia uma concentração em um único local. Hoje a cabeça do investidor mudou e ele busca distribuir seu patrimônio em diferentes países”, acrescentou.
Maschio explicou que o estudo mostra uma tendência de internacionalização dos investimentos, motivada pela necessidade de reduzir riscos geográficos.
Segundo ele, o patrimônio deixou de estar concentrado apenas em diferentes ativos financeiros e passou a ser distribuído entre diversas economias. “O investidor entendeu que o risco não é deixar o patrimônio em um único produto financeiro, mas sim em uma única geografia”, destacou.
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Siga o Times | CNBCEle observou que esse movimento se tornou ainda mais evidente entre investidores brasileiros.
Embora Uruguai, Panamá e Costa Rica sejam conhecidos pelo turismo, Maschio afirmou que esse não é o principal fator por trás da migração de patrimônio.
Para ele, aspectos como segurança jurídica, previsibilidade institucional e planejamento sucessório pesam mais nas decisões dos investidores de alta renda.
“O que mais chama a atenção é justamente essa diversificação global do portfólio. O investidor não está deixando os recursos em um único lugar, mas distribuindo os investimentos para preservar seu patrimônio”, concluiu.
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