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Reforma tributária pode colocar até R$ 500 bilhões em créditos B2B sob risco, diz co-CEO da Gedanken
Publicado 11/05/2026 • 13:09 | Atualizado há 1 dia
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Publicado 11/05/2026 • 13:09 | Atualizado há 1 dia
KEY POINTS
A reforma tributária deve alterar de forma estrutural a dinâmica das operações B2B no Brasil ao transferir para as empresas o risco sobre créditos tributários vinculados à regularidade fiscal de fornecedores. Para Lucas Madureira, co-CEO da Gedanken, o novo modelo pode colocar até R$ 500 bilhões em créditos corporativos sob risco anualmente caso empresas não adaptem rapidamente seus processos de monitoramento fiscal e gestão de fornecedores.
Em entrevista nesta segunda-feira (11) ao Real Time, jornal do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, Madureira afirmou que a reforma traz duas mudanças centrais para o ambiente corporativo. A primeira é a ampliação do aproveitamento de créditos tributários para praticamente todas as compras empresariais. A segunda, segundo ele, é a mais sensível: “Você só recebe crédito do que realmente é pago”, explicou.
Na prática, isso significa que empresas podem perder créditos relevantes caso negociem com fornecedores inadimplentes ou enquadrados no Simples Nacional sem o devido acompanhamento tributário. “Se você comprar de um devedor contumaz, você acaba tendo um impacto de até 28% do valor total que você compra”, destacou Madureira.
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Segundo o executivo, o risco fiscal passa a recair diretamente sobre quem toma o crédito tributário. “Quem acaba assumindo é a empresa”, afirmou, ao explicar que o problema não está necessariamente em contratar fornecedores do Simples Nacional ou com pendências fiscais, mas em não calcular corretamente os impactos tributários dessas operações.
A Gedanken realizou um estudo com mais de 500 mil CNPJs que operam no mercado B2B e identificou risco elevado principalmente nos setores de serviços e indústria.
“A gente vê um impacto em 37% dos fornecedores”, afirmou Madureira. Segundo ele, cerca de 28% dos fornecedores de grandes empresas estão enquadrados no Simples Nacional, enquanto outros 9% apresentam dívidas tributárias e risco elevado de serem classificados como devedores contumazes.
Na avaliação do executivo, muitas empresas ainda não perceberam o potencial impacto financeiro da mudança. “O CFO só vai descobrir quando fizer o primeiro fechamento de balanço que não teve o volume de crédito que esperava”, alertou.
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Segundo ele, os impactos podem atingir cifras expressivas dependendo do porte da companhia. “A gente está falando de impactos da ordem de R$ 15 milhões a R$ 200 milhões por empresa”, ressaltou.
Para reduzir riscos, Madureira afirmou que as empresas precisarão revisar completamente seus processos de compras e análise tributária até 2027. “O primeiro ponto é fazer um diagnóstico e entender da base de fornecedores quem são os devedores contumazes e quem está no Simples Nacional”, explicou.
Segundo ele, a nova regulamentação também amplia responsabilidades jurídicas sobre operações realizadas com empresas envolvidas em irregularidades fiscais. “Você acaba sendo solidário com quem está fazendo crime fiscal”, afirmou.
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Madureira destacou ainda que a lógica de comparação entre fornecedores mudará completamente. “Toda vez que for fazer uma compra a partir de 2027, você precisa saber se o fornecedor está no Simples Nacional ou no regime geral”, pontuou.
O executivo explicou que o sistema de split fiscal – modelo em que o imposto é pago diretamente ao governo – será implementado gradualmente entre 2027 e 2031. Até lá, porém, os riscos continuarão concentrados nas empresas.
“A implementação do split acaba sendo gradual de 2027 até 2031. Então, até lá, o risco todo está nas empresas”, afirmou.
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Por isso, Madureira defendeu que as companhias iniciem imediatamente diagnósticos e monitoramento contínuo de fornecedores. “Se for ver dois ou três meses antes da virada de 2027, não vai dar tempo”, alertou.
Segundo ele, o momento atual ainda permite adaptação e redução de perdas financeiras relevantes. “A gente está no momento exato de conseguir mudar esse cenário e não deixar tanto dinheiro na mesa”, concluiu.
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