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Resort de Bill Gates no Caribe é processado em US$ 100 milhões
Publicado 19/08/2026 • 06:30 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 19/08/2026 • 06:30 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Foto: Divulgação
Resort de Bill Gates no Caribe é processado em US$ 100 milhões
O Four Seasons Resort Nevis, no Caribe, virou alvo de uma ação judicial de mais de US$ 100 milhões. A associação que representa os proprietários das vilas acusa a Nevis Peak Holdings, empresa ligada a Bill Gates, de deixar o empreendimento se deteriorar e de não realizar reparos considerados necessários.
A ação chegou ao Tribunal de Chancelaria de Delaware em 11 de agosto. A Nevis Peak é proprietária do resort e das áreas ao redor, localizadas na base de uma montanha vulcânica, próxima à Pinney’s Beach, na ilha de Nevis.
De acordo com a Forbes, a empresa pertence à Cascade, escritório familiar de Bill Gates, que comprou o resort em 2016. Segundo o processo, a Cascade detinha 71,25% do Four Seasons em janeiro de 2022. A rede hoteleira administra o empreendimento, mas não aparece como ré na ação.
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A associação representa 66 proprietários de 89 vilas instaladas em uma área de 350 acres, cerca de 142 hectares. Segundo a denúncia, cada proprietário pagou US$ 100 mil (cerca de R$ 521 mil) para ingressar no empreendimento e desembolsa mais de US$ 13 mil (R$ 67 mil) por ano para continuar utilizando o local.
Além disso, os moradores pagam uma taxa de administração de 25% sobre determinadas contas de serviços e outra de 15% para grandes obras.
Mesmo com esses pagamentos, os proprietários afirmam que o resort apresenta diversos sinais de deterioração. As reclamações incluem carrinhos de golfe em mau estado, azulejos faltando nas piscinas, equipamentos de academia antigos ou sem funcionamento e lixo espalhado pelo campo de golfe e pelas áreas do empreendimento.
problema mais visível envolve a loja de artigos de golfe e a academia, destruídas por um incêndio em outubro de 2022. Desde então, segundo a associação, quase quatro anos se passaram sem que os espaços fossem reconstruídos. Além disso, apenas uma cerca separa os escombros das demais áreas do resort.
Os moradores também afirmam que a Nevis Peak não possui seguro contra incêndio para a propriedade. Por isso, os custos da reconstrução teriam de ser pagos pelos proprietários.
As reclamações também envolvem estruturas essenciais para o funcionamento das vilas. De acordo com a denúncia, a Nevis Peak comprou alguns transformadores usados para converter a energia da rede elétrica, e alguns deles são mais antigos que o próprio resort, inaugurado em 1991.
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Siga o Times | CNBCO sistema de abastecimento de água também aparece no processo. A associação afirma que as torneiras ficam sem água durante a estação seca porque a estrutura não recebe manutenção adequada.
Desde 2013, os proprietários dizem ter pago mais de US$ 20 milhões (R$ 104 milhões) em taxas de administração e do clube para serviços e reparos. Ainda segundo a associação, os valores não resultaram nas melhorias esperadas.
O grupo afirma também ter usado US$ 1,4 milhão (R$ 7,3 milhões) do próprio caixa, nos últimos quatro anos, para cobrir reparos elétricos e de infraestrutura que considera responsabilidade da proprietária.
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Diante dos problemas, a associação quer que a Justiça determine que a Nevis Peak cumpra suas obrigações. Caso isso não aconteça, os proprietários pedem mais de US$ 100 milhões (R$ 521 milhões) em indenização, valor que relacionam à perda de valor dos imóveis para venda e aluguel.
A dimensão das obras necessárias fica ainda mais clara na ação. Conforme o documento, o próprio Four Seasons avaliou que o resort precisa de mais de US$ 65 milhões (R$ 338 milhões) em melhorias. Entre os principais gastos, mais de US$ 20 milhões (R$ 104 milhões) seriam destinados à reconstrução das áreas destruídas pelo incêndio e à reforma do spa.
A disputa ainda retoma um processo anterior. Depois que o furacão Omar atingiu o resort em 2008, os proprietários processaram a antiga controladora, SK Nevis Resort. O caso terminou em acordo em 2013, com a promessa de reuniões semestrais com o conselho de proprietários e acesso aos registros financeiros do empreendimento.
Segundo a nova ação, esses compromissos não foram cumpridos. Os moradores também afirmam que a administração do resort não apresentou o plano de gastos para cinco anos prometido em uma reunião de 2022.
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