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Biometria facial ainda é segura? Especialistas explicam os novos riscos
Publicado 03/08/2026 • 16:41 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 03/08/2026 • 16:41 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Foto: Canva
Criminosos usam vídeos manipulados e inteligência artificial para tentar enganar sistemas de reconhecimento facial, mas especialistas afirmam que a tecnologia continua sendo uma das formas mais seguras de autenticação quando recebe atualizações constantes.
A popularização da inteligência artificial trouxe novos desafios para a segurança digital. Dados divulgados pela empresa de identidade digital Unico e publicados pelo Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC mostram que fraudes com vídeos manipulados e deepfakes cresceram de forma acelerada nos últimos meses e passaram a atingir diretamente sistemas de biometria facial utilizados por bancos e instituições financeiras.
O avanço preocupa porque a validação biométrica é uma das principais barreiras contra golpes em operações como abertura de contas, contratação de empréstimos e transferências de dinheiro.
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Os criminosos deixaram de depender apenas do roubo de senhas ou de documentos. Agora, o foco é tentar convencer o próprio sistema de biometria de que há uma pessoa real diante da câmera.
Segundo dados da Unico, a técnica conhecida como injeção de imagem e vídeo manipulado já representa 45,8% das fraudes biométricas identificadas pela empresa. O volume desse tipo de ataque cresce cerca de nove vezes ao mês na rede global de monitoramento da companhia.
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Outra preocupação é o aumento do uso de deepfakes. Hoje, essa modalidade responde por 23,3% dos casos analisados. O avanço está relacionado à facilidade de acesso às ferramentas de inteligência artificial, que ficaram muito mais baratas e simples de utilizar.
Em vez de utilizar a câmera do celular durante a verificação solicitada pelo aplicativo do banco, o criminoso utiliza programas que permitem substituir a imagem capturada em tempo real por um vídeo previamente preparado.
Esses vídeos podem mostrar uma pessoa piscando, sorrindo ou realizando pequenos movimentos exigidos durante a chamada prova de vida. Em alguns casos, o material é produzido com inteligência artificial a partir de fotografias disponíveis em redes sociais.
O objetivo é fazer o sistema acreditar que existe uma pessoa presente naquele momento, quando, na realidade, a imagem exibida foi manipulada.
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Apesar do crescimento das tentativas de fraude, especialistas afirmam que isso não significa que a biometria facial deixou de ser confiável.
Para Edson Hideki, sócio-fundador da REVIO AI Company, os ataques fazem parte da evolução das ameaças digitais e exigem uma resposta constante das empresas responsáveis pelos sistemas de autenticação.
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Siga o Times | CNBCSegundo ele, esse tipo de fraude não pode mais ser tratado como um episódio isolado. O especialista destaca que a proteção precisa evoluir continuamente, acompanhando o avanço das tecnologias utilizadas pelos criminosos.
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Na prática, os sistemas modernos passaram a analisar características que vão além da comparação do rosto. Entre elas estão padrões naturais de movimento, textura da pele, incidência da luz sobre o rosto e outros elementos que ajudam a identificar se existe uma pessoa real diante da câmera.
Outro fator que preocupa especialistas é a queda no custo das ferramentas de inteligência artificial.
Recursos que antes exigiam conhecimento técnico avançado hoje podem ser utilizados por qualquer pessoa com acesso à internet. Isso amplia o número de criminosos capazes de produzir vídeos falsos e rostos sintéticos para tentar aplicar golpes.
De acordo com a Unico, o custo para produzir deepfakes caiu cerca de 100 vezes nos últimos anos, tornando esse tipo de fraude muito mais acessível.
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Para Hideki, essa transformação faz com que a diferença entre grandes organizações criminosas e golpistas individuais fique cada vez menor, aumentando o desafio para empresas e instituições financeiras.
Embora boa parte da responsabilidade pela proteção esteja nas instituições financeiras, algumas medidas ajudam a reduzir os riscos.
Especialistas recomendam limitar a exposição de fotos e vídeos pessoais em redes sociais abertas, manter aplicativos bancários sempre atualizados, ativar autenticação em múltiplos fatores e desconfiar de contatos que solicitem novas validações biométricas por mensagens ou links enviados fora dos canais oficiais.
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Mesmo diante da evolução das fraudes, a biometria facial continua sendo considerada uma ferramenta importante de segurança. O principal desafio, segundo especialistas, é garantir que os mecanismos de verificação evoluam na mesma velocidade que as tecnologias usadas pelos criminosos.
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