Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Consumidores de luxo usam I.A para decidir compras
Publicado 07/09/2026 • 23:59 | Atualizado há 1 hora
Avião de carga da Amazon atingiu dois veículos e parou a 400 metros além da pista de pouso, dizem autoridades
Concorrente da SpaceX, Isar lança foguete em feito histórico e afirma que a indústria está “desesperada” por mais
Investigadores federais apuram acidente fatal de avião de carga da Amazon que matou 5 pessoas em Miami
Trump diz ter gerado “centenas de bilhões de dólares” para os EUA com ações em série de posts feitos com IA
Preço da gasolina chega ao maior valor da história nesta segunda-feira (7) nos Estados Unidos
Publicado 07/09/2026 • 23:59 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Foto: Canva
Consumidores de luxo usam I.A para decidir compras
Consumidores de alta renda estão recorrendo cada vez mais à inteligência artificial (I.A) para descobrir produtos, comparar opções e decidir compras de luxo. O movimento foi identificado em uma pesquisa da Bain & Co. realizada em abril com consumidores da China, Estados Unidos e França.
O estudo mostra que a tecnologia já participa das primeiras etapas da jornada de compra e começa a influenciar quais marcas entram na lista de opções consideradas, de acordo com a WWD.
Leia também: Serviço da Amazon que Bezos chamou de ‘inteligência artificial artificial’ será encerrado
A mudança ocorre em um momento de pressão para o mercado de luxo. Segundo a Bain, o setor perdeu cerca de 70 milhões de clientes ativos desde o pico registrado após a pandemia, em 2022. Ao mesmo tempo, o número de pessoas com capacidade financeira para consumir produtos de alto padrão continua crescendo.
O levantamento mostra diferenças importantes entre os países analisados. Na China, 64% dos consumidores entrevistados disseram ter usado ferramentas de I.A para auxiliar na compra de algum produto de luxo nos três meses anteriores à pesquisa.
Nos Estados Unidos, o percentual chegou a 54%. Na França, ficou em 27%. O uso também é mais frequente entre quem concentra os maiores gastos. Entre os consumidores que mais gastam com produtos de luxo, 82% afirmaram ter utilizado I.A durante o período analisado.
Leia também: 82% dos consumidores querem celulares com inteligência artificial
O índice foi de 67% entre outro grupo de grandes consumidores, enquanto 51% dos consumidores de gasto moderado disseram ter recorrido à tecnologia. Entre os que gastam pouco, o percentual caiu para 28%.
A disposição para continuar usando essas ferramentas também é alta. Cerca de 97% dos entrevistados afirmaram que pretendem recorrer novamente à I.A em futuras compras.
Uma das principais mudanças apontadas pelo estudo está na forma como a pesquisa começa. Em vez de procurar diretamente por uma marca ou produto, o consumidor pode fazer perguntas mais abertas.
Ele pode pedir sugestões de presentes, buscar um relógio dentro de determinado orçamento ou solicitar uma recomendação de acordo com seu estilo.
A I.A passa então a organizar as alternativas e apresentar possibilidades que o consumidor talvez não conhecesse. Para aproximadamente sete em cada dez entrevistados, uma das principais vantagens é conseguir tomar decisões de maneira mais rápida e objetiva.
A tecnologia também foi associada à descoberta de produtos diferentes e à avaliação de características como qualidade, tamanho e acabamento.
Isso coloca a inteligência artificial em uma posição diferente da busca tradicional. Ela não apenas encontra uma opção já conhecida. Em muitos casos, ajuda a definir o que será procurado.
O estudo indica que cerca de 70% das sugestões feitas por ferramentas de I.A não mencionam uma marca específica. Isso significa que a seleção acontece antes de o consumidor chegar ao site ou à loja de uma empresa. A própria ferramenta pode determinar quais nomes serão apresentados como alternativas.
Para as marcas de luxo, essa mudança representa uma nova disputa por visibilidade. Empresas que durante anos investiram em publicidade, posicionamento e reconhecimento de marca precisam agora considerar como aparecem nas respostas produzidas por sistemas de inteligência artificial.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCLeia também: Microsoft unifica aplicativos Copilot e aposta em “superaplicativo” de inteligência artificial
A vantagem histórica das grandes grifes também pode diminuir. Segundo a pesquisa, marcas menores e especializadas conseguem aparecer com frequência nas recomendações de I.A, inclusive em categorias como relógios e cuidados com a pele.
A forma como os sistemas de I.A selecionam informações também muda a estratégia das empresas. Segundo o estudo, cerca de 90% das informações analisadas pelas ferramentas vêm de fontes externas.
Isso inclui reportagens, avaliações de consumidores, blogs, plataformas de revenda e outros conteúdos publicados fora dos canais oficiais das marcas.
Leia também: A cara expansão da inteligência artificial complica combate do Fed à inflação
Com isso, manter apenas um site sofisticado pode não ser suficiente para garantir presença nas respostas geradas pela I.A. A reputação construída em outros espaços passa a ter peso.
Avaliações positivas, matérias jornalísticas e conteúdos produzidos por terceiros podem ajudar uma marca a ser encontrada por consumidores que ainda não decidiram o que comprar.
Esse cenário deu força ao conceito de GEO, sigla em inglês para otimização para mecanismos generativos. A estratégia busca aumentar a possibilidade de uma empresa ser citada por ferramentas de inteligência artificial quando consumidores fazem perguntas relacionadas a determinado produto ou categoria.
A lógica é diferente do SEO tradicional. Nas buscas convencionais, as empresas trabalham principalmente para aparecer entre os resultados relacionados a determinadas palavras-chave.
Leia também: Inteligência artificial amplia monitoramento de rebanhos e lavouras no agronegócio
Na I.A generativa, a pergunta pode reunir em uma única solicitação orçamento, ocasião, preferências, estilo e características do produto. A marca precisa, portanto, estar presente no conjunto de informações que os sistemas utilizam para construir suas respostas.
Para as empresas do setor, um dos desafios está na velocidade da transformação tecnológica. Projetos de inteligência artificial podem levar meses entre planejamento, aprovação e lançamento. Nesse intervalo, as ferramentas e os hábitos dos consumidores podem mudar.
Por isso, a recomendação apresentada no estudo é reduzir projetos experimentais muito longos e concentrar esforços em iniciativas capazes de ser testadas, medidas e aprimoradas rapidamente.
A adoção da I.A, porém, não significa abandonar a identidade das marcas. O estudo reforça que a tecnologia deve ampliar a experiência do consumidor sem substituir os elementos que diferenciam uma grife.
Leia também: EXCLUSIVO CNBC: CEO do Airbnb diz que inteligência artificial impulsiona produtividade e crescimento da empresa
A mudança mais importante está no momento em que a inteligência artificial entra na jornada de compra. Ela já não aparece apenas como uma ferramenta para facilitar uma pesquisa. Para uma parcela crescente dos consumidores de luxo, a I.A participa da própria decisão sobre o que vale a pena comprar.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
Bilibili chega ao Brasil: veja os requisitos para monetizar
2
Mansur, ex-proprietário da Reag, oferece à PGR informações sobre R$ 20 bilhões atribuídos a Daniel Vorcaro
3
Uber demite 3.300 funcionários, acaba com home-office e elimina 20% dos gestores; ação avança 2% no pré-market
4
iPhone 18 Pro: veja tudo o que já foi revelado sobre o novo aparelho
5
Com dívidas, Chilli Beans nega recuperação judicial e anuncia novo vice-presidente