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CEOs da Anthropic e do Google DeepMind defendem coalizão liderada pelos EUA para IA em reunião no G7

Publicado 17/06/2026 • 16:22 | Atualizado há 8 horas

KEY POINTS

  • O CEO da Anthropic, Dario Amodei, e o CEO do Google DeepMind, Demis Hassabis, defenderam uma coalizão liderada pelos EUA para inteligência artificial em uma reunião fechada durante a cúpula do G7 na quarta-feira.
  • Cerca de uma dúzia de executivos de tecnologia, incluindo Sam Altman, da OpenAI, participou do encontro com chefes de Estado para discutir oportunidades e desafios relacionados à IA.
  • Lançamentos recentes de modelos avançados de IA com capacidades cibernéticas sofisticadas despertaram novas preocupações de empresas e governos sobre vulnerabilidades de segurança digital.

O CEO da Anthropic, Dario Amodei, e Demis Hassabis, do Google DeepMind, defenderam a criação de uma coalizão liderada pelos Estados Unidos para definir regras e padrões em torno da inteligência artificial durante uma reunião com líderes de tecnologia e chefes de Estado, incluindo o presidente Donald Trump, apurou a CNBC.

A reunião fechada ocorreu durante um almoço na quarta-feira (17), na cúpula do G7 em Évian-les-Bains, na França. Amodei e Hassabis propuseram cooperação internacional em inteligência artificial, com os Estados Unidos assumindo a liderança, para proteger contra riscos associados à tecnologia emergente, segundo duas pessoas com conhecimento das discussões que pediram anonimato por não estarem autorizadas a comentar o encontro.

O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, concordou que os Estados Unidos poderiam liderar uma coalizão de IA, segundo uma das fontes e outra pessoa familiarizada com as discussões.

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A Anthropic recusou comentar a reunião do G7. O Google DeepMind e o gabinete do primeiro-ministro do Canadá não responderam imediatamente aos pedidos de comentário.

Preocupações com segurança

O encontro ocorreu após o lançamento de modelos de IA cada vez mais poderosos, com capacidades cibernéticas tão avançadas que alguns especialistas da indústria passaram a alertar para o risco de grandes desastres caso a tecnologia caia em mãos erradas.

Mais recentemente, a Anthropic desativou o acesso aos seus modelos mais novos, Fable 5 e Mythos 5, na sexta-feira, após o governo dos Estados Unidos impor controles de exportação sobre os sistemas por motivos de segurança nacional.

Além de Amodei e Hassabis, o CEO da OpenAI, Sam Altman, participou da reunião de quarta-feira, que contou com cerca de uma dúzia de executivos de tecnologia. Líderes dos países do G7 também estiveram presentes.

Ao lado do presidente Trump, representaram os Estados Unidos o secretário do Tesouro, Scott Bessent, o secretário de Comércio, Howard Lutnick, e o secretário de Estado, Marco Rubio.

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Segundo uma fonte, Amodei afirmou que as áreas de cooperação internacional deveriam incluir acesso estruturado a modelos de fronteira e o comércio de chips e componentes críticos, excluindo a China.

A mesma fonte acrescentou que Amodei também defendeu a cooperação entre países para enfrentar riscos relacionados ao uso da inteligência artificial em ataques cibernéticos, bioterrorismo e atividades de inteligência.

A Anthropic continua em negociações com o governo Trump após a entrada em vigor, na noite de sexta-feira, dos controles de exportação sobre seus modelos mais recentes.

Padrões globais

Em suas observações durante a reunião, Altman defendeu “um fórum internacional de discussão que estabeleça padrões globalmente aceitos para testes, forneça análises especializadas e imparciais sobre capacidades e riscos e sirva como espaço de cooperação entre as nações”, segundo um comunicado da OpenAI.

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No mês passado, a OpenAI anunciou que o GPT-5.5 Cyber, uma variação de seu modelo mais recente, estava sendo disponibilizado em prévia limitada para equipes de cibersegurança previamente avaliadas.

Chris Lehane, diretor de assuntos globais da OpenAI e participante da reunião de quarta-feira, afirmou que líderes de outros países presentes reconheceram que os Estados Unidos “certamente poderiam desempenhar o papel principal” na criação de padrões internacionais para inteligência artificial.

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