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Por Gabrielly Bento
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Amazon começa a vender sua tecnologia de I.A. para e-commerce a outros varejistas
Publicado 28/05/2026 • 14:30 | Atualizado há 46 minutos
KEY POINTS
Foto: Unsplash
Por que a Amazon está transformando sua própria I.A. em produto para outras lojas
A Amazon decidiu ampliar sua atuação no mercado de inteligência artificial e agora quer transformar uma tecnologia criada para o próprio site em uma ferramenta para outras lojas virtuais. A companhia passou a oferecer soluções baseadas no “Alexa for Shopping” para varejistas que desejam criar sistemas de compras com I.A.
Com isso, o movimento mostra uma nova estratégia da gigante americana. Além de vender produtos e operar marketplaces, a empresa quer se consolidar como fornecedora de infraestrutura para o comércio digital em meio à corrida da inteligência artificial no varejo.
Leia também: Micron vale US$ 1 trilhão, falta memória no mundo e o assessor de imprensa está ‘até o pescoço’ com as pautas de I.A.
A Amazon informou na última quarta-feira (26) que começará a licenciar a tecnologia usada no Alexa for Shopping para empresas do setor varejista. Segundo a companhia, o pacote inclui arquitetura, código-base e aprendizados desenvolvidos internamente ao longo dos últimos anos.
Com isso, varejistas poderão criar ferramentas próprias de compras com inteligência artificial, adaptadas ao catálogo, identidade visual e perfil dos clientes de cada loja. A empresa afirma que o processo pode ser concluído em até 60 dias.
A Amazon já utiliza essas ferramentas em seu próprio ecossistema para ajudar consumidores a comparar produtos, receber recomendações e até automatizar reposições de itens comprados com frequência.
A nova aposta da empresa segue um caminho parecido com o adotado pela Amazon há cerca de 20 anos, quando a companhia transformou sua estrutura interna de computação na Amazon Web Services, conhecida como AWS.
Depois disso, a companhia também passou a vender serviços de armazenamento, logística e caixas automatizados para outras empresas, incluindo concorrentes.
Agora a Amazon tenta repetir a fórmula no mercado de inteligência artificial, enquanto OpenAI, Google e Perplexity também avançam no setor de compras digitais com ferramentas próprias.
O setor de varejo virou um dos principais focos da disputa entre empresas de inteligência artificial. Companhias como OpenAI, Google e Perplexity lançaram ferramentas de pesquisa e compras automatizadas.
Ao mesmo tempo, grandes varejistas como Walmart, Target, Etsy, Gap e eBay passaram a investir em soluções próprias e também em parcerias com empresas de tecnologia.
Já companhias de software como Salesforce oferecem ferramentas para implantação de chatbots e agentes inteligentes em plataformas de comércio eletrônico. Dessa forma, a estratégia da Amazon serve como um “contra-ataque” aos concorrentes, que, ao mesmo tempo, também oferece soluções a eles mesmos.
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Apesar do avanço da concorrência, a Amazon mantém resistência em firmar parcerias com plataformas rivais de inteligência artificial. A companhia prioriza soluções próprias e limita o acesso de agentes externos aos dados do site.
Ao mesmo tempo, a empresa desenvolveu o recurso “Buy for Me”, capaz de realizar compras em sites de outras lojas em nome dos usuários.
Na publicação divulgada, a empresa incentivou varejistas a criarem seus próprios sistemas de inteligência artificial em vez de dependerem de intermediários externos.
Segundo a Amazon, os varejistas já possuem conhecimento profundo sobre produtos, clientes e categorias, algo que uma inteligência artificial genérica ainda não consegue reproduzir completamente.
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