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EM EDIÇÃO FIFA investe bilhões para garantir consistência técnica na Copa do Mundo de 2026
Por Nathalia Gimenes
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Publicado 25/05/2026 • 10:03 | Atualizado há 3 semanas
KEY POINTS
Foto: Unsplash
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A poucas semanas do início da Copa do Mundo de 2026, o estado de Nova Jersey, nos Estados Unidos, vive um impasse com a FIFA por causa dos custos para receber partidas do torneio, incluindo a grande final.
O governo local acusa a entidade máxima do futebol de transferir despesas milionárias para os cofres públicos, principalmente na área de transporte, enquanto a organização projeta arrecadação bilionária com o evento.
De acordo com o The Wall Street Journal, o MetLife Stadium, localizado em East Rutherford, será palco de oito jogos da competição.
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Apesar da relevância do calendário esportivo, autoridades estaduais afirmam que o impacto financeiro para os moradores pode superar os benefícios econômicos esperados.
O principal foco da tensão envolve o sistema ferroviário da NJ Transit, responsável por transportar milhares de torcedores entre Manhattan e a região do estádio. O governo estadual estima que os gastos extras ligados à operação durante a Copa cheguem a US$ 62 milhões.
Inicialmente, a tarifa especial para o trajeto de ida e volta chegou a ser fixada em US$ 150, valor muito acima do preço habitual.
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Após críticas públicas e pressão da FIFA, o custo caiu para US$ 98 com ajuda de patrocinadores privados. Ainda assim, a medida gerou forte reação entre moradores e políticos locais.
A governadora de Nova Jersey, Mikie Sherrill, afirmou que o estado não pretende assumir sozinho as despesas provocadas pelo torneio. Segundo ela, a prioridade é evitar que os custos sejam repassados à população em meio à discussão do orçamento estadual.
Pesquisas recentes apontam que grande parte da população local não demonstra interesse direto pela Copa do Mundo.
Um levantamento feito pela Universidade Rutgers mostrou que apenas uma pequena parcela dos moradores pretende assistir aos jogos presencialmente.
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Ao mesmo tempo, muitos residentes temem impactos na rotina, especialmente no transporte público e no trânsito da região.
O fechamento parcial da Penn Station, em Manhattan, antes das partidas, também provocou reclamações entre passageiros que utilizam diariamente as linhas para Nova Jersey.
Outro ponto que alimenta a insatisfação é a percepção de que os principais ganhos financeiros ficarão concentrados em Nova York, onde turistas devem ocupar hotéis, restaurantes e atrações turísticas durante o torneio.
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O governo estadual também decidiu cancelar um festival oficial para fãs que seria realizado no Liberty State Park. O evento estava orçado em cerca de US$ 5 milhões e funcionaria como ponto de encontro para transmissão das partidas e celebrações ao longo da competição.
A decisão reforçou o discurso da nova administração estadual, que assumiu com foco em controle de gastos e redução de despesas públicas.
Outro detalhe que causou desconforto político foi a alteração temporária do nome do MetLife Stadium durante a Copa. Por exigência comercial da FIFA, o local será chamado de “New York New Jersey Stadium”.
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A mudança desagradou parte da população e autoridades locais, que consideraram a medida mais uma demonstração de que Nova Jersey estaria ficando em segundo plano mesmo sediando a final do torneio.
Apesar das críticas, dirigentes da FIFA e membros do comitê organizador seguem demonstrando confiança de que o ambiente mudará quando a competição começar. A expectativa da entidade é que o torneio movimente bilhões de dólares nos Estados Unidos, no Canadá e no México.
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A Copa do Mundo de 2026 será a primeira com 48 seleções e terá partidas distribuídas entre os três países-sede. A final está marcada para acontecer em julho, no MetLife Stadium.
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