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Por André Amadeus
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Publicado 26/05/2026 • 20:00 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Foto: Canva
Quanto os brasileiros podem gastar para ir à Copa do Mundo?
A menos de um mês para o início da Copa do Mundo FIFA 2026, muitos brasileiros já começaram a fazer contas para tentar acompanhar os jogos de perto nos Estados Unidos, Canadá e México.
Com despesas em dólar e moedas fortes, especialistas alertam que o custo da viagem pode ficar muito acima do esperado, principalmente para quem deixar o planejamento para a última hora.
Além dos ingressos, o torcedor terá de considerar gastos com passagens aéreas, hospedagem, alimentação, deslocamentos internos, seguro viagem e taxas financeiras.
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Segundo Leonardo Andreoli, especialista em investimentos da Hike Capital, o maior erro de quem pretende viajar para a Copa é olhar apenas para o valor do ingresso.
“Na prática, o ingresso é apenas uma parte da conta. A experiência completa tende a ser muito mais cara quando se somam passagem, hospedagem e deslocamentos entre cidades”, afirma.
Ele explica que os preços podem subir ainda mais em partidas da seleção brasileira, fases eliminatórias e jogos realizados em grandes centros como Nova York, Miami, Los Angeles, Toronto e Vancouver.
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O especialista divide os custos em três perfis diferentes de viagem. Para quem pretende fazer uma experiência mais simples, com poucos dias de estadia e apenas um jogo, o orçamento pode variar entre R$ 15 mil e R$ 25 mil por pessoa.
Já uma viagem intermediária, com maior conforto e presença em dois ou três jogos, pode custar entre R$ 30 mil e R$ 50 mil.
“Uma experiência mais completa, com mais cidades, jogos decisivos e hospedagem em regiões centrais, pode superar R$ 60 mil por pessoa”, destaca Andreoli.
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Segundo ele, a maior diferença de preço não está no ingresso, mas no conjunto da viagem.
O câmbio aparece como um dos principais pontos de atenção para o brasileiro que pretende viajar. O especialista lembra que o dólar chegou recentemente ao menor patamar desde janeiro de 2024, abaixo de R$ 4,90, mas afirma que isso não significa que o turista deva comprar toda a moeda estrangeira de uma única vez.
“Câmbio é muito difícil de prever, porque depende de juros, inflação, fluxo estrangeiro e cenário geopolítico. O mais prudente é comprar dólar aos poucos, formando um preço médio até a data da viagem”, explica.
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Ele alerta que deixar toda a compra para perto da Copa pode comprometer o orçamento caso a moeda americana volte a subir.
“Se o dólar voltar para R$ 5,30 ou R$ 5,50, o impacto no custo total da viagem pode ser muito grande”, diz.
Andreoli recomenda dividir o planejamento financeiro em duas partes. A primeira envolve despesas pagas em reais, como seguros, parte da hospedagem e passagens emitidas no Brasil. Nesse caso, ele sugere aplicações de renda fixa com alta liquidez.
Já os gastos feitos diretamente no exterior deveriam ser dolarizados gradualmente ao longo dos próximos meses.
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“Dessa forma, o torcedor consegue combinar rendimento em reais com proteção cambial”, afirma.
Outro ponto citado pelo especialista envolve os meios de pagamento utilizados durante a viagem. Segundo ele, muitos consumidores olham apenas para a cotação exibida nos aplicativos e ignoram os custos adicionais cobrados nas operações internacionais.
“Cartão de crédito, cartão pré-pago, conta global e remessas podem ter IOF e spreads diferentes. O consumidor precisa comparar o custo total da conversão”, explica.
Em algumas modalidades, as taxas podem chegar a 3,5%, dependendo da operação escolhida.
Além dos gastos mais óbvios, Andreoli afirma que muitos brasileiros acabam esquecendo despesas menores que, somadas, pesam bastante no orçamento final.
“Muita gente esquece alimentação em moeda forte, transporte entre cidades, deslocamento até os estádios, taxas de hospedagem, impostos locais, internet e imprevistos”, afirma.
Ele lembra que países como Estados Unidos e Canadá costumam ter custos elevados, principalmente em períodos de grande movimentação turística.
Para evitar dívidas ou gastos fora do controle, o especialista recomenda que a viagem seja organizada com antecedência e encarada como um objetivo financeiro.
“Primeiro, é preciso estimar o custo total da viagem. Depois, adicionar uma margem de segurança de pelo menos 15% a 20%”, orienta.
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Segundo ele, o ideal é dividir o valor pelo número de meses restantes até a Copa do Mundo 2026 e definir quanto será reservado em reais e quanto será convertido para moeda estrangeira.
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