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Ibovespa sustenta linha de 139 mil pelo 2º dia, mas cede 0,36%
Publicado 02/07/2025 • 19:46 | Atualizado há 12 meses
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Publicado 02/07/2025 • 19:46 | Atualizado há 12 meses
KEY POINTS
Divulgação/B3
Após alcançar a marca de 139 mil pontos no fechamento pela primeira vez desde o último dia 16, o Ibovespa apresentou uma leve correção nesta quarta-feira (2). Mesmo assim, o índice manteve o nível psicológico que se aproxima dos históricos 140 mil pontos registrados no dia 20 de maio.
No decorrer do dia, o índice da B3 variou entre 138.383,54 e 140.048,83 pontos, iniciando o pregão em 139.585,96 pontos. No fechamento, houve uma queda de 0,36%, atingindo 139.050,93 pontos, com um volume de negócios de R$ 24,3 bilhões. Nos primeiros dias de julho, o índice acumula um pequeno ganho de 0,14% e, na semana, avança 1,60%. No ano, o crescimento é de 15,60%.
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O ajuste para baixo ocorreu apesar de um aumento acima de quatro por cento na principal ação do índice, a Vale ON, que fechou em alta de 3,64%, e o avanço da Petrobras, com ON subindo 2,10% e PN 1,78%. No setor bancário, as perdas chegaram a três por cento com o Santander Unit, exceto por uma leve alta do BB ON de 0,37%. Esse movimento é associado à realização de lucros recentes.
Na ponta positiva, além da Vale, destacaram-se empresas do setor metálico como CSN (6,13%), Usiminas (5,37%), Bradespar (3,71%), Metalúrgica Gerdau (3,25%) e Gerdau (3,12%). Em contrapartida, Assaí (-7,52%), Magazine Luiza (-6,59%), Smart Fit (-6,06%) e Localiza (-5,76%) tiveram quedas significativas. O preço do minério de ferro também influenciou, com o contrato mais negociado em Dalian, China, superando $100 por tonelada pela primeira vez desde 22.
Felipe Moura, analista da Finacap, comentou sobre o cenário: “A bolsa brasileira vem de uma sequência positiva e tem preservado ganhos, em patamar alto, com os mercados americanos em máximas, também. O cenário para o Brasil tende a ser um pouco mais de cautela, com os gestores precisando repensar um pouco os portfólios.
Já houve uma leva relevante de fluxo externo, com o estrangeiro tendo sido o principal comprador na Bolsa brasileira no ano, e o local ainda pouco alocado em função da taxa da NTN-B, que tem caído – e pode dar, assim, fluxo adicional para Bolsa.”
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Siga o Times | CNBCAs especulações sobre as eleições ganham destaque, com o UBS BB analisando dados desde os anos 90 de pesquisas brasileiras. Foi notado que governos reeleitos ou que elegeram sucessores tinham popularidade mínima de 37% antes das eleições. Atualmente, a aprovação do governo de Luiz Inácio Lula da Silva é de 26%, conforme dados de pesquisas agregadas.
O UBS BB também observou que, em anos eleitorais, a avaliação do governo tende a melhorar de oito a dez pontos percentuais. “Não está claro se isso se deve a maiores gastos durante o período eleitoral, marketing de campanha ou qualquer outro motivo”, declarou a instituição, segundo a jornalista Caroline Aragaki, da Broadcast.
No cenário internacional, investidores observam possíveis acordos comerciais, devido ao fim das pausas tarifárias dos EUA em nove. Donald Trump, presidente dos EUA, anunciou um novo acordo comercial com o Vietnã, impondo tarifas de 20% sobre produtos vietnamitas e 40% sobre reexportações.
Segundo a agência vietnamita VNA, o secretário-geral do partido comunista do Vietnã, Tô Lâm, prometeu acesso preferencial a produtos americanos, incluindo automóveis. Em troca, os EUA reduzirão tarifas recíprocas e abordarão questões comerciais, segundo o relato da agência.
Além do acordo com o Vietnã, Trump comprometeu-se a firmar acordos com outros dez países, após o recente entendimento com a China, informou Luise Coutinho, da HCI Advisors. No Brasil, o cenário político continua em foco. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que a ação do governo no STF sobre o aumento do IOF é de natureza jurídica, não política ou econômica, destacando que disputas desse tipo fazem parte do processo democrático.
Em Buenos Aires, Haddad declarou à Broadcast que a equipe econômica depende do decreto que eleva o IOF para cumprir a meta fiscal de 2026, superávit de 0,25% do PIB. Questionado sobre uma possível conciliação no STF, ele não se posicionou, mas afirmou: “Não sei como o ministro Alexandre (de Moraes) vai encaminhar isso. Seria indelicado da minha parte me adiantar antes de falar com ele. Precisa de um tratamento adequado, até para evitar intriga. O que eu posso dizer é que nosso feitio, desde sempre, tem sido sentar e conversar. Eu nunca me furtei ao diálogo”.
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