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Ibovespa sobe 1,20% com crise no STF e disputa eleitoral; dólar cai a R$ 5,09 com maior apetite por risco

Publicado 08/09/2026 • 17:58 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Ibovespa avançou 1,20%, aos 187.366,84 pontos, com volume financeiro de R$ 21,2 bilhões; dólar caiu 0,88%, a R$ 5,0858.
  • Crise institucional envolvendo o STF ganhou novos desdobramentos e passou a dividir a atenção do mercado com pesquisas que mostram uma disputa presidencial mais apertada.
  • Alta do petróleo ajudou ativos brasileiros, enquanto o real também encontrou apoio na queda de 0,32% do dólar no exterior.

O Ibovespa fechou em alta nesta terça-feira (8) e chegou a se aproximar dos 190 mil pontos, enquanto o dólar caiu abaixo de R$ 5,09. Os ativos brasileiros voltaram a se descolar do ambiente externo, com investidores acompanhando a crise no Supremo Tribunal Federal (STF), novos sinais de acirramento da corrida presidencial e a queda dos juros futuros.

O principal índice da bolsa brasileira avançou 1,20%, aos 187.366,84 pontos, após oscilar entre 185.207,66 e 189.487,70 pontos. O volume financeiro somou R$ 21,2 bilhões.

No câmbio, o dólar à vista recuou 0,88%, a R$ 5,0858, depois de variar entre R$ 5,0712 e R$ 5,1282. No mercado futuro, o contrato para outubro caía 0,76%, a R$ 5,1145, às 17h05.

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Crise no STF amplia tensão política

A crise institucional ganhou um novo capítulo nesta terça-feira com a decisão do ministro André Mendonça, do STF, de afastar o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência da corporação.

O noticiário passou a ser acompanhado também por seus possíveis reflexos sobre a corrida presidencial. Pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (7) mostrou empate numérico entre Lula e Flávio Bolsonaro em cenários de segundo turno.

Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, Felipe Corleta, sócio da Brazil Wealth, afirmou que a política tem sido um dos principais fatores por trás da forte movimentação dos ativos brasileiros nas últimas semanas.

Segundo ele, o mercado vem reavaliando as probabilidades para a eleição diante da recuperação da oposição nas pesquisas. A expectativa de uma eventual mudança na condução fiscal tem contribuído para a queda dos juros futuros e para a valorização de ações mais sensíveis às taxas.

Corleta ressaltou que o movimento depende de um evento eleitoral ainda incerto e que novos acontecimentos podem alterar rapidamente as expectativas dos investidores.

Ibovespa chega perto dos 190 mil pontos

A força observada durante o pregão levou o Ibovespa aos 189.487,70 pontos na máxima, antes do índice reduzir parte dos ganhos até o fechamento.

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Corleta destacou que empresas mais dependentes do crédito e companhias estatais estão entre as principais beneficiadas pela queda recente da curva de juros.

O analista também apontou sinais de maior interesse estrangeiro por ativos brasileiros. Segundo ele, aumentou nas últimas semanas a movimentação no EWZ, ETF negociado em Nova York que acompanha ações brasileiras. Corleta avaliou que o movimento pode refletir apostas simultâneas em uma bolsa mais forte e em um dólar mais baixo.

O petróleo também deu suporte ao mercado brasileiro. A commodity operou próxima dos US$ 100 por barril diante do agravamento das tensões envolvendo Estados Unidos e Irã, fator que favorece empresas brasileiras ligadas ao setor.

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Dólar cai abaixo de R$ 5,09

No câmbio, o dólar voltou a perder espaço diante do real, em uma sessão de maior procura por ativos brasileiros e de avanço das moedas de países produtores de commodities.

A moeda americana também enfraqueceu no exterior. O índice DXY recuava 0,32%, aos 98,862 pontos no fim da tarde.

O movimento levou o dólar à vista a fechar a R$ 5,0858, ampliando a valorização recente do real.

Apesar do desempenho dos ativos brasileiros, Corleta destacou que o ambiente internacional permanece desafiador. Além da escalada no Oriente Médio e da alta do petróleo, investidores acompanham a possibilidade de aumento dos juros nos Estados Unidos.

O próximo teste importante será a divulgação da inflação americana nesta quinta-feira. O dado deve ajudar a calibrar as expectativas para a decisão do Federal Reserve na próxima semana.

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