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China inicia missão inédita para manter tripulante 12 meses em órbita
Publicado 26/05/2026 • 16:45 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 26/05/2026 • 16:45 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
A missão espacial histórica iniciada pela China para manter, pela primeira vez, um tripulante em órbita por 12 meses seguidos visa testar os limites do corpo humano e coloca Pequim em rota de colisão tecnológica direta com Washington.
Lucas Fonseca, engenheiro espacial, destacou que a iniciativa é um passo estratégico para os planos de exploração mais ambiciosos do país asiático.
“Tanto os americanos quanto os russos já tiveram pessoas que passaram mais de 12 meses em órbita. Eu acho que o o grande indicador aqui que tem algo grande acontecendo é o fato da China estar estipulando essa chegada da Lua até 2030 e tá preparando terrenos claros para isso. Então essa missão mais de 12 meses é para testar os limites que ainda eles não conhecem, porque a China nunca fez isso, para ir até a Lua”, contextualizou ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC.
Ao comparar a estação chinesa Tiangong com a Estação Espacial Internacional (ISS), o especialista destacou que o complexo de Pequim leva uma vantagem significativa em modernidade.
Fonseca detalhou que, “por mais incrível que pareça, justamente por ser mais nova, a estação chinesa está tecnologicamente muito à frente da Estação Espacial Internacional. Isso permite o desenvolvimento de alguns projetos científicos que hoje ainda não são possíveis na ISS, o que também se explica pelo fato de serem estações de gerações diferentes”.
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O engenheiro explicou ainda como o ambiente de microgravidade em órbita é fundamental para a inovação médica e para a preparação dos taiconautas para missões no espaço profundo. Segundo ele, “hoje, o grande carro-chefe das atividades dessas estações é a produção de novos fármacos. A indústria farmacêutica utiliza a microgravidade como um laboratório para descobrir coisas que não consegue em terra”.
Ele acrescentou que a missão chinesa atual está voltada a pesquisas com impactos diretos em futuras explorações lunares. “Eles estão investigando questões que terão aplicação prática no momento em que os astronautas chineses, os taiconautas, forem à Lua”.
“O longa marcha é um nome utilizado pra família inteira, mas o veículo que vai pra lua ainda, ele não foi qualificado, ele vai ser testado só o ano que vem, que é um outro longa marcha. Então é é mais justo a gente comparar esse longa marcha com foguetes que vão pra estação espacial internacional também. Não dá para comparar ele, esse modelo específico com SLS ou com Starship, que são veículos que estão buscando o espaço profundo”, concluiu.
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