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Trump afirma que nenhum país terá controle sobre o Estreito de Ormuz

Publicado 27/05/2026 • 15:49 | Atualizado há 55 minutos

KEY POINTS

  • Donald Trump afirmou que o Estreito de Ormuz deve permanecer aberto e sob status de águas internacionais, com monitoramento dos EUA, em meio às tensões geopolíticas na região.
  • O presidente minimizou impactos da crise no mercado de energia, dizendo que os EUA têm forte produção de petróleo e que os preços da gasolina devem cair, enquanto a Casa Branca vê a alta atual como “transitória”.
  • Nas negociações com o Irã e na relação com China e Rússia, Trump adotou tom mais cauteloso e assertivo, destacando possíveis avanços diplomáticos, mas sem detalhar acordos concretos.

Foto: Brendan Smialowski | AFP | Getty Images

O presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a dizer que o Estreito de Ormuz estará “aberto a todos” e que nenhum país controlará a importante rota marítima, já que o local contempla “águas internacionais”. Apesar da sinalização, ele destacou que os americanos pretendem “monitorar” o estreito e, no momento certo, Washington liberará os barcos presentes na região.

Em reunião de gabinete nesta quarta-feira, 27, Trump minimizou os efeitos de uma possível reabertura de Ormuz no mercado de energia, destacou que os EUA “possuem muito petróleo”, mas mencionou que os preços da gasolina cairão como antes do início do conflito e que a administração está trabalhando “arduamente” para reabrir as reservas de petróleo da Califórnia. A alta dos preços também foi destaque na fala do secretário do Tesouro, Scott Bessent, que classificou os valores como “transitórios”.

Sobre as tratativas com o Irã para encerrar a guerra, ele disse não ter certeza se os EUA devem fechar um acordo com o país persa, caso não haja um entendimento sobre os Acordos de Abraão, mas que no âmbito do rascunho com o Irã, o Estreito de Ormuz seria aberto imediatamente. “Acho que estamos indo bem nas negociações. O acordo deve ser perfeito, temos algumas coisas ‘entendidas’ com os iranianos agora”, acrescentou.

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Trump afirmou que não está discutindo a flexibilização das sanções contra Teerã e citou não estar confortável com a Rússia ou a China “confiscando” o estoque de urânio altamente enriquecido do Irã. Nos últimos dias, circularam informações de que Moscou e Pequim poderiam, possivelmente, serem os destinos do urânio iraniano – um dos principais pontos para um entendimento entre os EUA e o Irã.

Também presente na reunião, o secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, disse que nenhum petroleiro iraniano ao redor do mundo está seguro e que o Irã não consegue construir drones ou navios agora.

China

Entre outros temas, Trump afirmou que a China voltou a respeitar os EUA e que Washington está realizando “muitos negócios” com Pequim agora – sem fornecer mais detalhes. Na ponta econômica, Bessent enfatizou que a economia dos EUA está resiliente, mesmo depois do início da guerra no Oriente Médio.

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