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Conflito no Oriente Médio

Aliados do G7 buscam se posicionar com Trump após acordo com o Irã

Publicado 15/06/2026 • 12:10 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Os aliados do grupo das principais potências do G7 buscarão nesta segunda-feira (15) um ponto de convergência com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
  • A cúpula acontecerá na França, após Washington e Teerã chegarem a um acordo para encerrar a guerra no Oriente Médio.
  • Os aliados deverão buscar detalhes sobre o acordo e sobre a planejada reabertura do estratégico Estreito de Ormuz para o transporte marítimo.

Os aliados do grupo das principais potências do G7 buscarão nesta segunda-feira (15) um ponto de convergência com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante uma cúpula na França, após Washington e Teerã chegarem a um acordo para encerrar a guerra no Oriente Médio.

Com Trump chegando ao resort de Evian-les-Bains, às margens do Lago Genebra, na França, após comemorar seu aniversário de 80 anos no dia anterior, os aliados deverão buscar detalhes sobre o acordo e sobre a planejada reabertura do estratégico Estreito de Ormuz para o transporte marítimo.

Mas o Irã estará longe de ser o único tema de tensão no encontro de três dias. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, deve participar a partir de terça-feira, após a Ucrânia acusar a Rússia de realizar uma série de ataques que matou pelo menos 11 pessoas no país e provocou um incêndio em uma catedral histórica de Kiev.

Leia também: G7: Manifestantes queimam carros, atacam PwC e bancos em confronto com a polícia; veja as imagens

O presidente anfitrião, Emmanuel Macron, quer avançar em uma extensa agenda de temas sensíveis, que inclui a redução de desequilíbrios econômicos globais e o aumento do controle sobre o ambiente digital, especialmente em relação à inteligência artificial.

Macron enfrenta um delicado equilíbrio ao receber o imprevisível líder americano, que horas antes havia participado de uma noite de lutas de MMA no gramado da Casa Branca em comemoração ao aniversário.

O New York Post informou nesta segunda-feira que Trump ameaçou impor uma tarifa de 100% sobre vinhos e champanhes franceses caso Paris não retire o imposto sobre serviços digitais aplicado desde 2019 contra empresas de tecnologia.

“Prontos para serem enviados”

Macron afirmou em uma publicação no Instagram durante a madrugada que a cúpula analisará as “consequências” do acordo com o Irã — que deve ser assinado na vizinha Suíça na sexta-feira — incluindo os impactos para o Líbano, a reabertura permanente de Ormuz e as atividades de mísseis balísticos do Irã.

Mais tarde, em uma publicação no X, o presidente francês acrescentou que uma missão conjunta entre Reino Unido e França para auxiliar na reabertura do Estreito de Ormuz já tinha seus recursos posicionados e estava “pronta para ser enviada”.

Líderes europeus estão pressionando pela reabertura do estreito depois que a redução do tráfego marítimo durante a guerra provocou uma alta nos preços globais de energia.

Aumentando as incertezas, a agência iraniana Fars informou que Teerã teria acrescentado uma cláusula ao acordo-quadro prevendo a cobrança de taxas de serviços marítimos para navios que transitarem pelo estreito.

O presidente do Egito, Abdel Fattah al-Sisi, o emir do Catar e o presidente dos Emirados Árabes Unidos participarão de uma sessão especial sobre o Irã na terça-feira.

Leia também: Líderes mundiais seguem para a Cúpula do G7; mundo aguarda confirmação de acordo entre EUA e Irã

Desfile de líderes

Uma série de líderes mundiais participará do encontro ao longo dos próximos três dias, enquanto a França busca ampliar o alcance do G7 para além de seus membros tradicionais: Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido e Estados Unidos.

O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, usando um chapéu de abas largas, foi um dos primeiros convidados a chegar e deverá ser acompanhado por outros líderes de fora do G7, incluindo o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi.

Além da agenda política, Sam Altman, chefe da empresa de inteligência artificial OpenAI, Dario Amodei, da Anthropic, e Arthur Mensch, da francesa Mistral AI, participarão de um almoço na quarta-feira sobre proteção de menores no ambiente digital.

“O objetivo é alcançar novos acordos e convergências entre os países do G7 e seus parceiros, encontrar soluções comuns, reduzir as tensões no mundo e melhorar a situação das nossas economias”, afirmou Macron em um vídeo publicado no Instagram.

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Um grande esquema de segurança foi montado, mobilizando milhares de policiais e militares. A operação também se estende à vizinha Suíça, do outro lado do lago, onde manifestantes entraram em confronto com a polícia no domingo.

Leia também: Aliados do G7 buscam reduzir divergências com Trump durante cúpula na França

Resposta “decisiva”

Líderes europeus e o Canadá também devem reforçar com Trump a importância de pressionar a Rússia a aceitar um acordo de paz nos termos da Ucrânia, mais de quatro anos após a invasão do país vizinho.

Zelensky pediu nesta segunda-feira uma resposta “decisiva e significativa” dos líderes do G7 após a mais recente onda de ataques russos.

A participação de Trump no G7 começa com uma reunião com Macron nesta segunda-feira, às 15h no horário de Brasília, seguida de um jantar de trabalho com todos os participantes.

De forma incomum, Trump permanecerá mais tempo na França e jantará com Macron no Palácio de Versalhes, nos arredores de Paris, na quarta-feira, após o encerramento da cúpula.

A China, como costuma acontecer nas reuniões do G7, estará ausente. Ainda assim, os líderes discutirão temas envolvendo Pequim, incluindo seu domínio e controle sobre o mercado de minerais de terras raras usados em aparelhos eletrônicos do cotidiano.

Leia mais: Terras raras: Brasil chega ao G7 com articulações voltadas para alternativa ao domínio chinês

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