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Dirigentes do Fed justificam dissidência por riscos relacionados ao conflito no Irã e alertam para incertezas
Publicado 01/05/2026 • 15:48 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 01/05/2026 • 15:48 | Atualizado há 1 hora
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Federal Reserve System Headquarters, Washington, DC
O presidente do Federal Reserve (Fed) de Minneapolis, Neel Kashkari, afirmou que os riscos inflacionários elevados decorrentes da guerra no Oriente Médio o levaram a discordar da declaração de política monetária do banco central americano nesta semana. A decisão sinalizou que a próxima medida da instituição provavelmente será um corte de juros.
“Dado o risco de que o aumento dos preços da energia possa prolongar um longo período de inflação acima da meta, o Fed não deveria sinalizar que sua próxima medida provavelmente será um corte”, escreveu, em comunicado publicado nesta sexta-feira.
Para o dirigente, o Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) deveria oferecer uma orientação que indique que a próxima mudança na taxa de juros pode ser tanto um corte quanto uma alta, a depender da evolução da economia.
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Kashkari destaca que, antes do início do conflito dos EUA e de Israel contra o Irã, estava confiante de que a inflação americana caminhava para uma desaceleração gradual. No entanto, diante do cenário geopolítico, ele pondera que o choque no mercado de petróleo não mostra sinais de arrefecimento e ameaça alimentar novas altas de preços.
“Se o Estreito de Ormuz permanecer fechado, é difícil imaginar como o petróleo, o gás e outras commodities importantes produzidas no Oriente Médio poderiam encontrar rotas alternativas para chegar ao mercado”, acrescentou.
Ao mesmo tempo, a presidente do Federal Reserve (Fed) de Cleveland, Beth Hammack, afirmou que a incerteza em torno das perspectivas econômicas aumentou em 2026, o que também tornou mais incerta a trajetória futura da política monetária, ao justificar a dissidência na decisão de abril do banco central americano. Na reunião, ela apoiou a manutenção da meta para os juros e discordou da inclusão de uma “tendência de flexibilização monetária” na declaração.
“Discordei da declaração por não acreditar que fosse apropriado incluir uma indicação de afrouxamento monetário em relação à trajetória futura da política monetária”, escreveu, em comunicado publicado nesta sexta-feira.
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Segundo Hammack, a orientação futura sobre “ajustes adicionais” foi incluída na declaração para sinalizar uma pausa – e não o fim – do ciclo de afrouxamento monetário, o que ela considerou “inadequado”, dadas as perspectivas atuais.
Hammack observou que a atividade econômica dos EUA tem se mostrado resiliente até o momento e que a taxa de desemprego variou pouco, permanecendo próxima de sua estimativa de pleno emprego. Por outro lado, ela afirmou que as pressões inflacionárias continuam disseminadas e que a alta dos preços do petróleo representa uma fonte adicional de pressão inflacionária.
“A incerteza em torno das perspectivas econômicas é elevada, com riscos de alta para a inflação e riscos de baixa para o crescimento e o emprego”, avaliou, ao reiterar o compromisso com os objetivos do Fed de pleno emprego e estabilidade de preços.
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