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EUA vão pedir ao G7 – e ao Brasil – reforço nas sanções para conter o Irã
Publicado 18/05/2026 • 13:46 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 18/05/2026 • 13:46 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto: Reuters
Principais economias prometeram cooperação multilateral para enfrentar a estabilidade econômica decorrente da guerra no Oriente Médio.
Os ministros das Finanças do G7 estão reunidos em Paris por dois dias, em uma tentativa de aproximar posições diante dos impactos econômicos do conflito no Oriente Médio e reduzir a dependência de minerais críticos chineses. O Brasil participa do evento que antecede a reunião de cúpula, em junho.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, irá participar do encontro com ministros de outros países e tratar de assuntos como os efeitos das guerras no Brasil e no mundo, a atração de investimentos e os minerais críticos.
A um mês da cúpula do G7 em Evian, marcada para 15 a 17 de junho, a França busca manter o diálogo em meio ao aumento das tensões geopolíticas e comerciais, que vêm desgastando as relações internacionais — inclusive com os Estados Unidos, aliados considerados cada vez mais imprevisíveis sob o governo de Donald Trump.
Trump, que voltou a ameaçar o Irã de “aniquilação” no domingo, sinalizou uma possível retomada dos ataques e o fim da frágil trégua em vigor desde 8 de abril.
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Em comunicado, o ministro das Finanças da Alemanha, Lars Klingbeil, afirmou que “o G7 é o fórum adequado para discutir essas questões urgentes com os Estados Unidos e os demais países do grupo”.
Entre as principais preocupações dos ministros está o impacto econômico da guerra e do bloqueio iraniano ao Estreito de Ormuz, rota essencial para o transporte de hidrocarbonetos e fertilizantes, cujos preços dispararam.
Diante desse cenário, o Fundo Monetário Internacional (FMI) projeta um crescimento global mais fraco e inflação mais elevada em 2026.
O diretor da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, alertou nesta segunda-feira que ainda existem “várias semanas” de estoques comerciais de petróleo, mas que eles estão diminuindo “muito rapidamente”.
Uma nova liberação de reservas estratégicas, como ocorreu em março, não está prevista no momento, segundo Roland Lescure. Ainda assim, ele afirmou estar disposto a “discutir” o tema caso seja necessário em um futuro próximo.
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Os temores inflacionários provocaram nos últimos dias uma forte venda de títulos da dívida pública, pressionando para cima os juros soberanos.
Questionada ao chegar ao encontro do G7, a presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, disse estar “sempre preocupada, esse é o meu trabalho!”.
“Podemos fazer muito (…) para acalmar os mercados e criar uma dinâmica positiva”, afirmou o presidente do Bundesbank, Joachim Nagel, citando “as discussões que temos aqui”.
Diante da inflação, a diretora-geral do FMI, Kristalina Georgieva, pediu cautela para evitar “medidas que agravem a situação”.
Sobre os efeitos da guerra para conter a alta de combustíveis, Durigan afirmou que acompanha as medidas tomadas por outros países e que a troca de informações é importante.
“Tem sido importante acompanhar para adotar as melhores práticas no Brasil para lidar com a guerra. Tem sido fundamental esse debate global, é algo que impacta todo mundo de maneiras diferentes”.
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Especialmente sobre os minerais críticos, o ministro vai tratar da questão da industrialização, para que o Brasil não seja apenas exportador de matéria prima. Isso depois da Câmara ter aprovado o marco regulatório do setor.
“Avançar para o estímulo a industrialização desses minerais no Brasil, fugindo um pouco da lógica histórica da gente ser meramente exportador de mineral crítico. E, para isso, o incentivo ao investimento no país é fundamental, e é fundamental dar segurança jurídica. Por isso um novo marco que garanta procedimentos céleres, procedimentos seguros, evitando a judicialização com grande pactuação com o setor”.
A fala do ministro ocorreu na manhã desta segunda-feira (18), após reunião sobre taxação internacional.
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Para conter a alta do petróleo, Estados Unidos suspenderam até 16 de maio parte das sanções sobre o petróleo russo relacionadas à guerra na Ucrânia.
“Não é o momento de aliviar a pressão das sanções contra a Rússia. Pelo contrário, devemos reforçar e aplicar essa pressão”, afirmou o comissário europeu para a Economia, Valdis Dombrovskis, em declarações alinhadas às do ministro das Finanças da Ucrânia, Sergii Marchenko, presente em Paris.
Os ministros também tentarão reduzir divergências sobre o comércio internacional, marcado pelas tarifas adicionais impostas pelos Estados Unidos e pelo excesso de capacidade industrial da China, além de buscar segurança no abastecimento de minerais críticos.
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Nos últimos anos, países produtores e processadores desses materiais — especialmente a China — restringiram exportações de componentes considerados essenciais para setores inteiros da economia global ou utilizaram sua posição dominante para influenciar preços.
Em meio às tensões comerciais, geopolíticas e financeiras, uma declaração conjunta reconhecendo a gravidade da situação já seria considerada um avanço importante pela presidência francesa do grupo.
Do lado americano, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, destacou a reunião prevista para terça-feira após o G7 voltada ao combate ao financiamento do terrorismo, tendo o Irã como foco principal.
“Pedimos a todos os nossos parceiros do G7, aliados e ao restante do mundo que cumpram o regime de sanções para combater o financiamento ilícito que alimenta a máquina de guerra baseada no urânio e devolver o dinheiro ao povo iraniano”, afirmou.
A reunião do G7, que também reúne presidentes de bancos centrais dos países-membros, acontece poucos dias após a visita de Donald Trump a Pequim, sem anúncios de grande impacto.
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