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Houthis afirmam ter atacado refinaria da Saudi Aramco com drones na Arábia Saudita

Publicado 18/08/2026 • 15:52 | Atualizado há 57 minutos

KEY POINTS

  • Houthis atacam refinaria da Saudi Aramco, em Jazan, com drones, segundo mídia ligada ao grupo.
  • Escalada entre Houthis e Arábia Saudita aumenta, com novos ataques após o rompimento da trégua de 2022.
  • ONU alerta para agravamento do conflito regional, com riscos ao comércio e aos fluxos de energia.

AFP

Os Houthis, grupo apoiado pelo Irã no Iêmen, afirmaram ter realizado nesta terça-feira um ataque contra uma refinaria de petróleo da Saudi Aramco em Jazan, no litoral sul do Mar Vermelho, na Arábia Saudita. Segundo a agência de notícias houthi Saba, a ação foi realizada com vários drones.

De acordo com uma fonte militar citada pela mídia ligada aos rebeldes, o ataque teria sido uma resposta ao que o grupo classificou como violações do espaço aéreo sobre as províncias iemenitas de Saada e Hajjah.

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A ação ocorre em meio à intensificação dos ataques dos Houthis contra a Arábia Saudita. O grupo já havia anunciado um bloqueio marítimo contra o país e, anteriormente, realizou ataques contra petroleiros sauditas no Mar Vermelho, forças do governo iemenita e instalações de infraestrutura petrolífera e aeroportos sauditas.

O Iêmen enfrenta mais de uma década de guerra civil e, em julho, tornou-se o mais recente país a ser arrastado para a guerra mais ampla no Oriente Médio. Os Houthis romperam uma trégua estabelecida em 2022 com o governo iemenita, apoiado pela Arábia Saudita. Desde então, passaram a realizar ataques contra áreas sob controle do governo do Iêmen e contra a própria Arábia Saudita.

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Durante a guerra, a Arábia Saudita liderou uma coalizão responsável por intensos bombardeios contra áreas controladas pelos Houthis.

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A relação do grupo com o Irã também aparece no contexto da escalada. No mês anterior, os Houthis receberam positivamente a chegada de um avião iraniano à capital do Iêmen, Sanaa. O episódio foi seguido por uma série de ataques de retaliação entre os lados.

A Organização das Nações Unidas (ONU) afirmou estar “profundamente preocupada” com os ataques relatados. O porta-voz oficial do secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou que a sequência de ações pode envolver ainda mais o Iêmen no conflito regional, agravar a situação em uma região que já enfrenta forte pressão e afetar os fluxos regionais de comércio e energia, que também estão sob forte tensão.

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