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Tarifa de até 37,5% continua: veja quais produtos brasileiros são afetados pelos EUA
Publicado 30/07/2026 • 07:44 | Atualizado há 53 minutos
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Publicado 30/07/2026 • 07:44 | Atualizado há 53 minutos
KEY POINTS
Foto: Magnific
Tarifa de até 37,5% continua: veja quais produtos brasileiros são afetados pelos EUA
A renovação da emergência nacional relacionada ao Brasil pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não trouxe de volta a tarifa adicional de 40% aplicada em 2025. No entanto, exportadores brasileiros continuam enfrentando sobretaxas que podem elevar a cobrança para até 37,5% em determinados produtos vendidos ao mercado americano.
As tarifas que permanecem em vigor têm origem em medidas adotadas pelo governo dos Estados Unidos com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), essas novas cobranças atingem uma parcela das exportações brasileiras e afetam principalmente alguns setores específicos.
O aviso que mantém a emergência nacional foi assinado por Trump nesta terça-feira (28) e será publicado nesta quarta-feira (29) no Federal Register, o diário oficial americano. A medida garante a continuidade da declaração após 30 de julho de 2026, mas não estabelece novas sanções econômicas.
Leia também: Trump vai prorrogar emergência nacional contra o Brasil por mais um ano
As maiores preocupações estão concentradas nos produtos que podem ser enquadrados em duas sobretaxas simultaneamente. Uma delas estabelece uma cobrança adicional de 25%, aplicada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), enquanto outra acrescenta 12,5% dentro de uma investigação sobre medidas comerciais relacionadas a produtos associados ao trabalho forçado. Quando as duas tarifas incidem sobre o mesmo item, a cobrança adicional chega a 37,5%.
Por outro lado, alguns dos principais produtos exportados pelo Brasil ficaram fora dessas duas cobranças. A lista inclui café, carnes, aeronaves, suco de laranja, frutas e a maior parte da celulose, conforme informações do governo brasileiro.
De acordo com cálculos do MDIC, as medidas baseadas na Seção 301 alcançam 23,1% das exportações brasileiras destinadas aos Estados Unidos.
Do total da pauta exportadora, cerca de 16,5% dos produtos estão sujeitos às duas sobretaxas ao mesmo tempo, enquanto 52,7% permanecem sem tarifas adicionais específicas ou setoriais.
Na prática, isso significa que o impacto varia conforme o setor e o tipo de mercadoria exportada. Empresas que vendem produtos enquadrados nas medidas precisam considerar a elevação dos custos para manter a competitividade no mercado americano.
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Apesar da manutenção da emergência nacional, a decisão de Trump não recria a sobretaxa de 40% aplicada contra produtos brasileiros em 2025.
A tarifa havia sido estabelecida por meio de uma ordem executiva assinada em 30 de julho daquele ano, com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA). Na época, o governo americano relacionou a medida a críticas contra decisões de autoridades brasileiras e ao cenário político envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Entretanto, em fevereiro deste ano, a Suprema Corte dos Estados Unidos determinou que a IEEPA não concede ao presidente americano autoridade para impor tarifas comerciais. Após a decisão, o governo encerrou as cobranças fundamentadas nessa legislação.
Assim, a continuidade da emergência nacional mantém os poderes previstos na lei americana, mas não altera diretamente as tarifas comerciais aplicadas atualmente.
No documento de renovação, Trump afirma que as condições que justificaram a declaração de emergência em 2025 continuam presentes. A Casa Branca voltou a afirmar que políticas brasileiras representam uma ameaça “incomum e extraordinária” à segurança nacional, à política externa e à economia dos Estados Unidos.
O texto também repete acusações sobre supostas restrições à liberdade de expressão, violações de direitos humanos e perseguição política contra Jair Bolsonaro, familiares e apoiadores. As afirmações representam a posição oficial do governo americano.
Leia também: Brasil aciona OMC contra novas tarifas impostas por Trump
Embora a renovação da emergência tenha impacto político e diplomático, o efeito imediato sobre as exportações brasileiras está relacionado às tarifas aplicadas pelo USTR e às medidas previstas na Seção 301.
Dessa forma, o principal ponto de atenção para as empresas brasileiras continua sendo identificar quais produtos estão sujeitos às cobranças adicionais e como a elevação das tarifas pode afetar as vendas para os Estados Unidos. Enquanto alguns setores permanecem fora das medidas, outros podem enfrentar uma carga adicional de até 37,5% nas exportações.
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