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“China está mais preparada para a guerra comercial do que os EUA”, avalia economista
Publicado 04/06/2025 • 15:29 | Atualizado há 11 meses
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Publicado 04/06/2025 • 15:29 | Atualizado há 11 meses
KEY POINTS
A possibilidade de uma conversa entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder chinês Xi Jinping voltou a movimentar os mercados globais. A expectativa de um possível encontro entre os dois líderes ocorre em meio a um cenário de incertezas provocado pela guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo.
“Hoje, a economia americana depende mais da China do que a China da economia americana”, afirmou a economista e professora do Insper, Juliana Kessler, durante entrevista ao jornal Money Times Brasil, do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. Segundo Kessler, a China apresenta maior capacidade de reação e adaptação a esse tipo de conflito.
De acordo com a economista, o país asiático vem reduzindo a dependência comercial dos Estados Unidos ao estabelecer novas parcerias com países da África, América Latina e outras regiões. “A China aprendeu a lidar com efeitos negativos dessa guerra comercial e vem se preparando há décadas para cenários de maior dificuldade com as grandes potências”, completou.
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A possibilidade de diálogo entre os dois líderes é suficiente para provocar volatilidade nos mercados, mesmo sem uma sinalização clara sobre o desfecho das negociações. Kessler destacou que qualquer informação sobre uma aproximação tem potencial de alterar as projeções financeiras. “O mercado está tentando projetar um cenário extremamente difícil, porque Trump costuma tomar decisões imprevisíveis”, disse.
A economista também comentou a recente desaceleração da indústria chinesa, cujos números ficaram abaixo das expectativas. Os setores mais afetados, segundo ela, são as indústrias de transformação e as cadeias produtivas dependentes de aço, ferro e minério. Para mitigar os impactos, a China estaria ampliando relações comerciais com economias menores.
Outro ponto debatido foi o anúncio de novas tarifas sobre o aço por parte do governo Trump. A também professora explicou que a medida pode gerar aumento de custos e instabilidade nas cadeias produtivas. “Estamos falando de produtos essenciais para a economia como um todo. Isso provoca um encarecimento significativo e mudanças nas condições de produção”, analisou.
O efeito imediato, segundo a economista, é o aumento dos custos de produção e da inflação, o que pode ser sentido também no Brasil. Como o país importa grande parte da produção internacional, os preços de produtos diversos, como materiais escolares e equipamentos, podem sofrer reajustes mesmo sem ligação direta com o setor siderúrgico.
Kessler comparou ainda os contextos político-institucionais de Estados Unidos e China. Segundo a especialista, Xi Jinping tem maior controle sobre a condução econômica, sem a necessidade de responder a pressões eleitorais, ao contrário de Trump. “Na economia americana, qualquer alteração no abastecimento ou nos preços pode ter impacto direto na popularidade do presidente”, disse.
Para a economista, há chances de que a conversa entre os dois ocorra em breve, mas sem garantias de que o diálogo resulte em avanços concretos. “O ganho pode ser pequeno, e a conversa pode não levar a lugar nenhum, mas é provável que aconteça”, concluiu.
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