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Indústria de transformação pode ser a mais afetada por novas tarifas dos EUA
Publicado 14/07/2026 • 16:15 | Atualizado há 52 minutos
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Publicado 14/07/2026 • 16:15 | Atualizado há 52 minutos
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Os impactos imediatos de uma eventual elevação das tarifas dos Estados Unidos devem atingir principalmente a indústria de transformação, afirmou nesta terça-feira (14) Saulo Abouchedid, professor da FIA Business School, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. Segundo ele, esse segmento enfrenta mais dificuldades para encontrar mercados alternativos do que o setor de commodities.
“Os empresários da indústria de transformação serão os mais afetados porque têm maior dificuldade para realocar suas exportações para outros mercados”, afirmou.
Abouchedid explicou que as empresas mais expostas ao mercado americano já começaram a diversificar seus destinos desde as primeiras medidas protecionistas anunciadas pelos Estados Unidos. Ainda assim, ele avalia que a adaptação tende a ser mais lenta para produtos industrializados.
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“Muitos setores já estão buscando reduzir a exposição ao mercado norte-americano, mas esse processo é mais complexo para a indústria de transformação do que para as commodities”, disse.
Na avaliação do economista, o mercado de commodities tende a sofrer impactos menores porque possui maior flexibilidade para direcionar as exportações a outros compradores. Além disso, ele destacou que as tensões no Oriente Médio têm favorecido parte das exportações brasileiras.
“Algumas commodities brasileiras acabam se tornando uma alternativa interessante diante das dificuldades logísticas provocadas pelos conflitos internacionais”, observou.
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Sobre os possíveis efeitos macroeconômicos, Abouchedid afirmou que um eventual tarifaço dificilmente provocará mudanças relevantes na inflação ou na trajetória da taxa Selic ainda em 2026. Segundo ele, outros fatores exercem influência muito maior sobre os preços no Brasil.
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Siga o Times | CNBC“Não vejo um cenário em que o tarifaço tenha impacto direto sobre a inflação em 2026. Os efeitos tendem a ser muito mais indiretos”, afirmou.
Para o professor, a inflação brasileira continua mais sensível às consequências do conflito no Oriente Médio, que pressionam custos de transporte, energia e logística, do que às tarifas comerciais americanas.
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“As tensões geopolíticas acabam afetando custos importantes da economia e têm potencial maior de influenciar a inflação do que as medidas tarifárias”, explicou.
Abouchedid também acredita que parte da incerteza já foi incorporada pelos mercados financeiros. Segundo ele, investidores passaram a considerar a possibilidade de mudanças frequentes na política comercial do presidente Donald Trump.
“O mercado já precifica esse comportamento de revisões constantes nas decisões do governo americano, o que ajuda a reduzir parte da volatilidade”, disse.
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Embora reconheça que possa haver oscilações no câmbio caso novas tarifas sejam anunciadas, o economista avalia que os efeitos devem ser temporários e de baixa intensidade.
“Se houver impactos sobre o câmbio ou sobre os mercados financeiros, eles tendem a ser de curtíssimo prazo e não devem alterar de forma relevante as projeções para 2026”, concluiu.
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