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Setores privados ampliam pressão por isenções tarifárias nos EUA, diz especialista
Publicado 01/08/2025 • 21:46 | Atualizado há 10 meses
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Publicado 01/08/2025 • 21:46 | Atualizado há 10 meses
KEY POINTS
A nova rodada de tarifas anunciada pelo presidente Donald Trump tem levado setores empresariais dos Estados Unidos a intensificar a busca por isenções junto à Casa Branca. A avaliação é do professor da Universidade George Washington e sócio do fundo Zaftra, Maurício Moura.
“Na verdade, nada é final aqui em Washington. A coisa está bastante fluida”, disse Moura em entrevista ao Radar, do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, ao comentar a movimentação do governo americano após o anúncio de novas medidas comerciais.
Segundo o especialista, a dinâmica atual da política tarifária dos EUA é marcada pela negociação de exceções específicas, com forte participação do setor privado. “A negociação está nas exceções, e cada setor agora faz seu caso de por que merece tarifa mais baixa ou isenção”, afirmou.
Entre os setores que conseguiram êxito até o momento, Moura citou o farmacêutico e o de aviação, destacando o caso da Embraer. Ele também observou que a pressão do setor privado americano tem levado o governo a recuar em algumas decisões.
A política tarifária atual enfrenta questionamentos jurídicos. De acordo com Moura, doze estados americanos, todos governados por democratas, além de empresas privadas, ajuizaram ações questionando a legalidade das tarifas.
“Os argumentos usados pela Casa Branca, inclusive no caso do Brasil, são considerados frágeis por especialistas jurídicos”, afirmou. Ele destacou que o processo foi iniciado em tribunal de apelação e deve levar de 10 a 12 meses até uma decisão final, podendo chegar à Suprema Corte.
Mesmo com a atual composição da Corte sendo majoritariamente conservadora e com ministros indicados por Trump, Moura ressalta que, neste caso específico, há uma percepção generalizada, inclusive entre juízes conservadores, de que o governo utilizou argumentos jurídicos de forma forçada.
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Segundo Moura, ainda não se observou um impacto inflacionário direto decorrente das tarifas. Ele mencionou duas correntes de pensamento entre economistas americanos: a primeira aponta que o estoque elevado no varejo e em setores como automotivo e eletrônico tem amortecido os efeitos; a segunda sugere que os serviços — que representam dois terços do índice inflacionário — vêm apresentando queda de preços, o que tem compensado eventuais aumentos nos produtos.
A expectativa, porém, é de que os efeitos das tarifas se tornem mais visíveis no último trimestre deste ano e no primeiro trimestre de 2026, período de compras de fim de ano e início de novo ciclo de consumo.
Questionado sobre os possíveis efeitos políticos das tarifas, Moura afirmou que um aumento nos preços de itens consumidos por famílias de baixa renda pode afetar a popularidade do governo. “Principalmente se isso atingir o núcleo de eleitores do Trump, que é de baixa renda e baixa escolaridade”, disse.
Nesse contexto, o governo americano tem reagido de forma seletiva. Moura citou o caso do café brasileiro como exemplo de possível isenção. “Há uma probabilidade grande de o café brasileiro conseguir isenção, porque é um produto difícil de substituir e faz parte da cesta de consumo dos americanos”, afirmou.
No caso das carnes, a avaliação é mais cautelosa, devido à concorrência com a indústria local. “Apesar da indústria americana de carne estar em retração, a questão é mais complexa por haver concorrência doméstica”, avaliou.
Para Moura, o padrão que tem se estabelecido em Washington é o da negociação individualizada, setor por setor. “O que tem sido efetivo aqui é a negociação por parte do setor privado americano”, concluiu.
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