Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Empresas recorrem à renegociação para reduzir impacto das tarifas dos EUA
Publicado 21/07/2026 • 18:01 | Atualizado há 2 meses
Com chip chinês, o novo ‘robô pato’ da Hugging Face explodiu em vendas
O capitalismo de Estado de Trump chega ao setor petrolífero com acordo sem precedentes com a Venezuela
GM x Ford: defesa e energia ampliam rivalidade centenária entre montadoras nos EUA
Meloni atinge marco político na Itália; ex-líderes cobram reformas econômicas
De ameaças de Trump à ‘vizinhança do norte’: por que a chefe da UE vai à Groenlândia
Publicado 21/07/2026 • 18:01 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
A entrada em vigor das novas tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros deve provocar um aumento nas renegociações entre empresas dos dois países, afirmou nesta terça-feira (21) Gabriel Loschiavo, advogado especializado em internacionalização, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. Segundo ele, preservar relações comerciais consolidadas será a prioridade de exportadores e importadores diante do aumento dos custos.
“Ninguém quer perder um cliente construído ao longo de anos, mas também ninguém consegue absorver sozinho um aumento dessa magnitude. O maior ativo que está sendo preservado neste momento não é necessariamente a margem de lucro, mas o relacionamento comercial”, afirmou.
Embora o impacto sobre a balança comercial brasileira deva ser limitado, Loschiavo destacou que empresas mais dependentes do mercado americano deverão enfrentar negociações mais complexas para manter contratos em vigor.
Leia também: ABIA: Tarifaço já derrubou exportações de alimentos em 17%
De acordo com o especialista, a imposição das tarifas altera diretamente o custo das operações internacionais, tornando inevitável a revisão das condições comerciais entre exportadores brasileiros e compradores americanos.
Segundo ele, cada negociação dependerá do grau de dependência existente entre as empresas envolvidas. Em alguns casos, o exportador poderá absorver parte do aumento dos custos para preservar o cliente. Em outros, o importador aceitará dividir esse impacto para manter o fornecimento.
Além da revisão de preços, as empresas também podem renegociar volumes, prazos de entrega e até mesmo a vigência dos contratos.
Leia também: SP e SC concentram mais da metade do impacto do tarifaço no Brasil; veja estados mais afetados
Loschiavo ressaltou que muitos contratos internacionais já preveem cláusulas relacionadas a mudanças regulatórias e tarifárias.
Segundo ele, embora esses dispositivos não resolvam o problema, servem como base para negociações estruturadas e ajudam a evitar disputas judiciais ou o rompimento das relações comerciais.
O advogado destacou que os efeitos das tarifas serão mais severos para setores que produzem itens desenvolvidos especificamente para o mercado americano.
Segundo Loschiavo, produtos adaptados a normas técnicas, exigências regulatórias e projetos personalizados dificilmente encontram novos compradores em curto prazo.
Leia também: Exclusão do quartzito em tarifaço americano alivia exportadores brasileiros de rochas
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBC“Mercados internacionais não são substituídos da noite para o dia. Muitas empresas podem enfrentar enormes dificuldades nesse período de transição, mesmo que o impacto para a economia brasileira como um todo seja relativamente pequeno”, disse.
Na avaliação do especialista, esse cenário é bastante diferente do observado em commodities, que podem ser redirecionadas com maior facilidade para outros mercados.
Questionado sobre a ausência de mecanismos internacionais para solucionar disputas comerciais, Loschiavo afirmou que ainda não existe um instrumento efetivo para mediar esse novo cenário.
Segundo ele, a entrada em vigor das tarifas é recente e o ambiente político permanece bastante volátil, dificultando a definição de estratégias permanentes por parte das empresas.
Leia também: SP e SC concentram mais da metade do impacto do tarifaço no Brasil; veja estados mais afetados
O advogado observou que ainda não está claro quais organismos ou entidades poderão atuar para proteger os interesses de exportadores brasileiros e importadores americanos.
Para Loschiavo, o principal legado das novas tarifas poderá ser uma mudança estrutural na estratégia das empresas brasileiras no comércio exterior.
Ele afirmou que o Brasil já vem reduzindo, ao longo da última década, sua dependência de mercados individuais, ampliando sua presença na Ásia, fortalecendo relações comerciais com o Oriente Médio, expandindo exportações para a América Latina e abrindo novos mercados na África.
Leia também: Empresas brasileiras terão de renegociar contratos e buscar novos mercados após tarifa dos EUA
Na avaliação do especialista, essa diversificação tende a ganhar força após o tarifaço.
“O comércio internacional funciona como uma carteira de investimentos: quanto maior a diversificação, menor a dependência de um único mercado. Vejo esse como o principal aprendizado e o maior legado desse processo”, concluiu.
—
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
Bilibili chega ao Brasil: veja os requisitos para monetizar
2
Mansur, ex-proprietário da Reag, oferece à PGR informações sobre R$ 20 bilhões atribuídos a Daniel Vorcaro
3
Uber demite 3.300 funcionários, acaba com home-office e elimina 20% dos gestores; ação avança 2% no pré-market
4
iPhone 18 Pro: veja tudo o que já foi revelado sobre o novo aparelho
5
Com dívidas, Chilli Beans nega recuperação judicial e anuncia novo vice-presidente