Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
UE tenta acordo enquanto EUA mantém prazo para tarifas em 1º de agosto
Publicado 21/07/2025 • 19:37 | Atualizado há 1 ano
Brad Lightcap, executivo de longa data da OpenAI, deixa o cargo em meio à reestruturação do laboratório de IA
Petróleo dos EUA supera US$ 83 por barril após Irã dizer que Estreito de Ormuz não será reaberto até que condições sejam atendidas
EUA e Irã trocam exigências de indenização enquanto diminuem as esperanças de um acordo sobre Ormuz
Copa do Mundo “nunca será tão lucrativa” se Infantino deixar o cargo, alerta Trump em meio a revolta no futebol mundial
OpenAI conclui venda de ações no valor de US$ 7 bilhões antes de possível IPO
Publicado 21/07/2025 • 19:37 | Atualizado há 1 ano
KEY POINTS
Donald Trump.
Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC.
Os Estados Unidos deram sinais claros de que não vão abrir mão do prazo de 1º de agosto para aumentar as tarifas sobre produtos europeus, enquanto a União Europeia luta para fechar um acordo a tempo.
No fim de semana, o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, afirmou estar confiante na possibilidade de fechar um acordo comercial com a União Europeia, mas alertou que o prazo para a tarifa básica de 30% está mantido.
Leia também
Acompanhe a cobertura em tempo real da guerra comercial
Bessent: Tarifas de 1º de agosto vão aumentar pressão por acordos comerciais
“Esse é um prazo definitivo. Então, em 1º de agosto, as novas tarifas vão entrar em vigor”, disse Lutnick no domingo (20) em entrevista à CBS News, ao ser questionado sobre o prazo para as tarifas contra a UE.
No entanto, ele sinalizou que as conversas podem continuar depois dessa data: “Esses são os dois maiores parceiros comerciais do mundo conversando. Vamos chegar a um acordo. Tenho confiança de que isso vai acontecer”.
“Nada impede que os países continuem negociando conosco depois de 1º de agosto, mas, a partir desse dia, vão começar a pagar as tarifas”, completou Lutnick.
A União Europeia já deu a entender que está preparando medidas de retaliação caso sejam impostas tarifas punitivas pelos EUA, mas Lutnick minimizou: “Eles não vão fazer isso”.
As últimas tentativas para fechar um acordo comercial ainda estão em andamento, com a UE buscando negociar uma taxa menor. O bloco esperava conquistar um acordo similar ao do Reino Unido, que foi o primeiro a fechar um pacto com os EUA. Esse acordo prevê uma tarifa básica de 10%, com alguns detalhes específicos para importação de carros, aço e produtos aeroespaciais.
No entanto, especialistas e analistas estão cada vez mais céticos sobre a capacidade de Bruxelas chegar a um acordo semelhante.
Um dos motivos é que a relação da UE com o presidente Donald Trump é bem mais complicada do que a do Reino Unido. Trump tem reclamado constantemente do que considera uma relação comercial desequilibrada e práticas desleais por parte da UE, o que é negado pelo bloco.
Segundo o Conselho Europeu, o comércio total entre UE e EUA somou 1,68 trilhão de euros (R$ 9,95 trilhões) em 2024. Enquanto a UE teve superávit na troca de bens, registrou déficit em serviços. No total, o bloco teve um saldo positivo de cerca de 50 bilhões de euros (R$ 296 bilhões) no ano passado, considerando bens e serviços juntos.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCNa última sexta-feira (18), o Financial Times publicou que Trump estava pressionando por uma tarifa mínima de 15% a 20% sobre importações da UE em qualquer acordo. O presidente também estaria disposto a manter a tarifa de 25% para o setor automotivo, o que atingiria duramente os exportadores de carros da Alemanha.
A postura mais dura da Casa Branca em relação a Bruxelas tem levado autoridades europeias a discutir como responder ao possível aumento para 30% nas tarifas – bem acima dos atuais 10%, que entraram em vigor em abril.
Segundo um funcionário da UE ouvido pela CNBC, todos os países do bloco, com exceção da Hungria – cujo líder Viktor Orban é aliado de Trump –, já demonstram mudança de postura e estão prontos para reagir.
O bloco está com medidas de retaliação prontas contra os EUA, e líderes europeus vêm repetindo que essas ações podem ser colocadas em prática se não houver acordo.
Taxas sobre importações dos EUA no valor de 21 bilhões de euros (R$ 124 bilhões) estão suspensas até 6 de agosto, e a Comissão Europeia já preparou uma segunda rodada de tarifas, mirando produtos que somam 72 bilhões de euros (R$ 426 bilhões) em comércio.
Produtos que vão de roupas a itens agrícolas, alimentos e bebidas podem ser afetados.
Enquanto isso, o Wall Street Journal e a Bloomberg informaram que um número crescente de países apoia o uso do mecanismo anti-coerção da UE, sua ferramenta comercial mais poderosa, que daria à Comissão Europeia amplos poderes para retaliar os EUA.
—
📌ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
Maiores Audiências
1
Caso ‘Master capixaba’: mercado vê rombo multimilionário em operação da Apex Partners para compra da CVC
2
BYD processa portal jornalístico e tenta calar reportagem sobre origem chinesa da marca
3
PF pede bloqueio de bens da Gerdau após meses de contaminação em praia de Salvador
4
Futebol italiano perde espaço na elite europeia em meio a crise financeira e estrutural
5
Master Capixaba: Apex Partners – sócia da CVC – consegue proteção judicial para não pagar R$ 985 milhões em dívidas