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O que significa o aumento de 75% na capacidade nuclear da Coreia do Norte
Publicado 11/06/2026 • 06:30 | Atualizado há 1 mês
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Publicado 11/06/2026 • 06:30 | Atualizado há 1 mês
KEY POINTS
Foto: AFP
O que significa o aumento de 75% na capacidade nuclear da Coreia do Norte
A ampliação do programa nuclear da Coreia do Norte ganhou um novo impulso com a construção de uma instalação de enriquecimento de urânio em Yongbyon. Segundo estimativa de especialistas, a nova estrutura pode elevar em 75% a capacidade de produção de urânio enriquecido do país.
A expansão do programa nuclear já havia sido comentada por Kim Jong Un em outras ocasiões com presidentes de nações do exterior. Vale lembrar que o território norte-coreano está entre um dos países mais fechados do mundo.
Leia também: Por que Xi Jinping escolheu a Coreia do Norte para sua primeira viagem internacional de 2026?
A organização britânica Vertic estima que a nova instalação abriga mais de 9.000 centrífugas. Com isso, quando operar em capacidade total, o local poderá produzir cerca de 160 quilos de urânio enriquecido por ano. Antes da expansão, o país era capaz de produzir aproximadamente 215 quilos anuais.
Com a nova unidade, a capacidade total de enriquecimento deve crescer de forma significativa. Especialistas calculam que o estoque norte-coreano de urânio enriquecido já alcança cerca de 2.100 quilos. O volume corresponde a aproximadamente um décimo das reservas militares mantidas por Reino Unido e França.
De acordo com o The Wall Street Journal, o Instituto Internacional de Pesquisa da Paz de Estocolmo estima que a Coreia do Norte possua atualmente cerca de 60 ogivas nucleares. Além disso, o país mantém material físsil suficiente para fabricar pelo menos mais 90 armas nucleares.
Além de expressivo, o número representa um avanço em relação às aproximadamente 50 ogivas estimadas em 2025. Durante uma visita à instalação de Youngbyon, Kim Jong Un afirmou que pretende executar “planos maiores” para o programa nuclear.
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A expansão nuclear do país indica que Kim Jong Un segue distante de negociações para reduzir seu programa atômico. Nos últimos anos, os Estados Unidos ofereceram alívio de sanções em troca de limitações no arsenal norte-coreano.
As negociações não foram para frente durante o encontro entre Kim e Donald Trump em Hanói há sete anos. Na ocasião, a Coreia do Norte propôs desmontar parte das instalações de Yongbyon, mas os americanos exigiram um acordo mais amplo.
Enquanto isso, a China tem evitado pressionar publicamente Pyongyang pela redução do programa nuclear. Durante visita recente à Coreia do Norte, o presidente Xi Jinping não mencionou o tema, reforçando a ideia de que o regime norte-coreano pretende continuar ampliando sua capacidade nuclear nos próximos anos.
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