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Especialista aponta exportação de carne para Coreia do Sul como alternativa estratégica para o Brasil
Publicado 29/07/2026 • 13:45 | Atualizado há 2 horas
Publicado 29/07/2026 • 13:45 | Atualizado há 2 horas
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O governo brasileiro intensificou as tratativas para ampliar a relação comercial com a Coreia do Sul. O tema esteve no centro de um encontro realizado no Palácio da Alvorada, onde os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Lee Jae-myung discutiram o fortalecimento dos acordos bilaterais, um movimento impulsionado pelas recentes ameaças de elevação de tarifas comerciais por parte dos Estados Unidos.
Para debater os impactos e as perspectivas desse intercâmbio, o programa Real Time ouviu o especialista em comércio exterior e CEO da Ningbu BR Goods, Felipe Teixeira.
Leia também: Brasil e Coreia do Sul fecham acordo de energia para acelerar transição energética
Atualmente, a corrente de comércio entre Brasil e Coreia do Sul movimenta cerca de US$ 10 bilhões anuais, mas esse valor tem um potencial ainda maior. Segundo Teixeira, embora acordos amplos demorem a impactar a balança comercial a curto prazo, o setor de proteína animal pode registrar avanços mais rápidos, dependendo do andamento das negociações diplomáticas previstas para agosto.
A busca por novos destinos para a carne brasileira ganha urgência diante do cenário atual. Com a proximidade do teto da cota de exportação para a China e a imposição de restrições por parte do mercado americano, a abertura de praças como a sul-coreana e a japonesa é vista como estratégica para evitar a dependência de um único grande comprador.
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Siga o Times | CNBC“Quanto mais países puderem receber a carne brasileira, melhor para o negócio e para o país. Se o Brasil conseguir costurar acordos com a Coreia, o Japão e outras nações, não fica dependente de um único polo e consegue aumentar sua margem de negociação”, pontuou o especialista.
A pauta exportadora brasileira para a Coreia do Sul é liderada por commodities, como petróleo bruto, minério de ferro, celulose e soja, além de carnes.
Questionado sobre a possibilidade de diversificação para produtos de maior valor agregado — setor mais afetado pelas políticas tarifárias norte-americanas —, Teixeira avalia que a inserção desses itens no mercado asiático ainda enfrenta barreiras a curto e médio prazo. A competitividade brasileira, vai permanecer concentrada nas commodities, cuja presença o país busca consolidar e expandir na região para mitigar vulnerabilidades externas.
“O Brasil poderia aumentar a venda de soja e outros tipos de comodity, e também começar a gerar valor. As taxações que os Estados Unidos impuseram afetou mais produtos de valor agregado, onde o Brasil não tem tanta saída pro mercado asiático. Então é importante que o Brasil também consiga estabelecer negociações para que isso não afete o mercado nacional. Mas acho que a curto e a médio prazo, o que o Brasil consegue colocar dentro da Coreia ou dos países asiáticos são as commodities onde o Brasil já é forte e um grande player de mercado”, encerrou.
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